terça-feira, 20 de julho de 2010

[AA_Ibama] artigo impactos hidrelétricas (Sevá) - grifos meus

Importante crítica à enxurrada de hidrelétricas com implementação prevista na amazônia.

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Roberta Graf <roberta.graf@gmail.com>
Data: 20 de julho de 2010 15:18

Ciência e Cultura

ISSN 0009-6725 versão impressa

Cienc. Cult. v.60 n.3 São Paulo set. 2008

 

 

ESTRANHAS CATEDRAIS. NOTAS SOBRE O CAPITAL HIDRELÉTRICO, A NATUREZA E A SOCIEDADE

Oswaldo Sevá

 

Dormia a pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações.
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais

(Chico Buarque e Francis Hime, Vai passar, 1985)

 

INTRODUÇÃO A usina hidrelétrica é um objeto construído – em geral, maior ou bem maior que todas as demais construções existentes – e equipado com máquinas e sistemas sofisticados e caros, para produzir eletricidade usando a energia dos rios. Tecnicamente, costuma ser assim analisado, e nas faculdades é ensinado apenas com esta delimitação. Só que, passados cento e vinte anos de sua implantação pioneira, construiu-se um conjunto impressionante de milhares de usinas em quase todos os países do mundo, nos rios das principais bacias fluviais de todos os continentes, exceto a Antártida. Assim, estamos imersos em um surto econômico que continua, com usinas em fase de construção e de projeto, e que vai desencadeando situações inéditas em cada local para grupos humanos que ali residem, trabalham, convivem com as obras e as usinas; um surto com efeitos que vão se sobrepondo na dinâmica dos rios e das bacias fluviais. Essas usinas se tornaram objeto de interesse único dentro do vasto campo do conhecimento humano; tais obras e tudo o quê mobilizam, materialmente e simbolicamente, podem também ser registradas na história das civilizações como uma das maiores experimentações feitas pela nossa espécie e o seu "gênio", no ímpeto de domar as forças maiores, as da natureza. Experiências vividas por milhões de pessoas, e cujas complicações continuam se revelando a cada dia e estão ainda longe de terem se desenvolvido plenamente. Se estamos aqui numa revista de Ciência e Cultura, é bom buscarmos a compreensão de todas as suas conseqüências e significados, sabendo no entanto que é impossível alcançar tal onisciência. O que vale é a busca, o resultado ainda que parcial.

INDÚSTRIA BARRAGEIRA E A ELETRIFICAÇÃO Do ponto de vista da história social e econômica, um dos fios condutores do processo é a concentração de capital nas maiores usinas, ao mesmo tempo em que se constitui um complexo industrial – financeiro, praticamente oligopolista, conhecido nos primeiros tempos como "o cartel da indústria elétrica" e agora como dam industry, conceito divulgado por McCully (1) e pela entidade International Rivers (2).

Tão notável quanto a disseminação geográfica da nova tecnologia durante o século XX, e que ainda continua, é o seu contínuo aumento de dimensões: as usinas pioneiras das décadas de 1880 a 1910 tinham uma potência instalada de centenas ou alguns milhares de quilowatts (kW); em meados do século, as maiores já contavam com máquinas para centenas de milhares de kW. Hoje a mais possante, Itaipu, no rio Paraná, inaugurada em 1982, expulsando quase 30 mil moradores do lado brasileiro (3), alcança 14 milhões de quilowatts instalados, e logo será superada pela usina chinesa Three Gorges, no rio Yang Tzé, inaugurada em 2003, cuja potência total, em fase de instalação, é 18 milhões de kW, e cujos desalojados em várias cidades e distritos rurais somam dois milhões de pessoas (4).

Tantas usinas em tantos lugares instrumentaram um processo histórico de eletrificação, conceito que compreende as várias etapas dos investimentos realizados para que se concretize a valorização dessa mercadoria especial, a energia elétrica. Processo que começa pelos canteiros de obras que desviam o rio e erigem o "paredão" trancando-o, segue pela instalação de máquinas turbo – geradoras que engolem vazões de água represada, e também pela instalação de usinas geradoras de outro tipo, as termelétricas (5); finaliza com a construção de linhas de transmissão desta eletricidade até os denominados centros de carga, onde, por meio de subestações elétricas e de linhas de distribuição e transformadores, são conectados os consumidores finais. Tais ciclos de ampliação econômica acontecem localmente, em simultâneo, e regionalmente, uns após os outros, e assim a eletrificação vai se expandindo geograficamente, concretizando o chamado "aproveitamento" de vários rios, e construindo redes extensas de cabos conectando várias usinas, atendendo consumidores finais em várias cidades e regiões inteiras que estão ligadas nas mesmas malhas do sistema elétrico. O qual, no caso brasileiro, cobre dois terços da área territorial do país, responde por mais de 90% de todo o consumo nacional, e é garantido em termos energéticos pelas hidrelétricas.

REPRESA COMO FATO FÍSICO-TERRITORIAL INÉDITO As usinas são, de fato, criações do final do século XIX, quando a tecnologia elétrica se consolidou com os dínamos, transformadores, motores, os primeiros servomecanismos mas... barrar rios e conduzir a água para outros pontos de utilização ou aproveitar ali mesmo sua força-motriz era algo praticado há séculos, ou milênios, vide os aquedutos romanos, as obras de riego dos impérios pré-colombianos nos Andes e na América Central, as rodas d'água.

A repercussão atual de tais obras é totalmente outra, pois foram sendo barrados rios cada vez maiores e mais caudalosos, as dimensões das construções se exacerbaram a ponto de algumas represas e canais serem visíveis pelos satélites e astronautas e, só por isso, são cirurgias de grande porte na paisagem terrestre. Bem além disso, estamos diante de uma somatória inusitada de alterações geográficas, geológicas, fluviais e hidrológicas e, conseqüentemente, de alterações atmosféricas e biológicas, de longo prazo, em todos os rios barrados e nas terras ribeirinhas mais próximas.

Barragens e represas têm que ser consideradas, cada uma, como um fato físico-territorial recente. Cada uma delas se sobrepôs ao que sempre foi ali o piso da vida animal e humana, seu fluxo de água aproveitada é parte do fluxo que sempre por ali passou como parte do ciclo maior da água na atmosfera.

Todas as represas se entopem, mais lentamente ou menos, e seus prédios e grandes mecanismos podem se deteriorar, logo, elas não são eternas. Estatisticamente, se rompem umas tantas por ano, outras colapsam, algumas são deliberadamente desativadas, abrindo suas comportas de vez, ou até removendo seus "paredões", conforme notícias regularmente publicadas, por exemplo, na World Rivers Review, periódico da entidade International Rivers.

São cada vez mais pesquisadas as alterações radicais nas estruturas geológica e hidrológica da área da represa existente e das projetadas, e as mudanças irreversíveis na dinâmica do rio barrado (em muitos casos, do rio mais uma vez barrado) e as alterações nos ecossistemas formados nele e em seu entorno. Temas estudados principalmente pelos geólogos, engenheiros civis, pelos hidrólogos, limnólogos, e pelos biólogos e ecólogos.

Um rio barrado não é mais um rio, é um conjunto de ecossistemas parcialmente gerenciados, esses que o povo chama "lagos" por causa de seu aspecto fotogênico, mas que são de fato reservatórios – e que são obrigatoriamente evaporatórios - e que são também infiltratórios. Sabemos, enfim, que – com as represas, a alteração irreversível do relevo oculta outras alterações das camadas da crosta terrestre, mudando os seus níveis de pressão interna, fazendo sumir a água de onde ela circulava, fazendo – a surgir onde não havia. Só que tal tipo de alterações também tem conseqüências sociais e econômicas: se cardumes desaparecem, espécies se tornam dominantes, peixamentos exóticos são feitos nas represas, aí a alimentação do povo muda; se poços d'água secam, várzeas se encharcam e enchem "por baixo", se brotam novas nascentes, ou secam as existentes, então a agricultura muda; se há vegetações submersas, emanam gases carbônicos, inclusive metano e ácidos orgânicos, afetando os vizinhos e seus bichos e plantas – e por essa razão também são temas e situações estudadas pelos pesquisadores da área social e econômica (6;7;8).

A ampliação das capacidades instaladas nas usinas se tornou um dos maiores negócios do mundo e, em função disto, praticamente se criou uma "ciência barrageira", ou seja, o tipo de conhecimento sistemático necessário para movimentar essa poderosa dam industry (2). Dentre os dogmas dessa "ciência" identificamos a crença de que serão feitas sempre mais e maiores barragens, o que se choca com a inevitável limitação geográfica (um dia todos os rios barráveis podem estar barrados); notável também é a insistência do argumento de que essa hidroeletricidade é uma "energia renovável", algo como um moto perpétuo que se renova sempre, sem limitações, sem perder nenhum atributo, sem desperdício, sem dissipação.

Aberrações à parte, o quê de fato se sabe é que a massa de água no mundo, em seus três estados físicos, é constante, e que o ciclo da água, numa escala continental-regional-oceânica, é renovável.

Essa combinação de tecnologias pesadas de modificação do relevo e de ereção de grandes prédios, com um modo singular de ocupação territorial, alagando de modo permanente superfícies da ordem de dezenas ou centenas de quilômetros quadrados, em vários casos, alguns milhares de quilômetros quadrados, - é o que caracteriza a "ciência barrageira". Uniram-se de modo duradouro às engenharias mecânicas e elétricas, para que máquinas se fabricassem e se instalassem nas casas de força das usinas – com a engenharia civil que abre, rasga, corta, fura, aterra, dinamita, remove, ergue... a obra civil feita de paredões de rocha e terra, prédios de concreto. A geologia se tornou parceira sine qua non neste empreendimento, pois é essencial escolher bem os terrenos onde fazer tais obras, onde colocar fundações e de qual tipo, onde ancorar as ombreiras dos maciços a construir e, depois, temos que prever como poderá se comportar uma crosta com um novo enorme peso de água e de concreto e ferragens onde antes havia apenas o peso e a pressão da atmosfera.

BASES CONCEITUAIS E EMPÍRICAS PARA UM CONHECIMENTO CRÍTICO Pelo fato da hidrelétrica convencional se compor também de um reservatório, – ou seja, uma massa de água renovável, porque o rio continua fluindo, embora represado – temos que somar ao antigo relevo, solos e biomassa, agora submersos, a biomassa atual mais a poluição e os sedimentos que ali afluem. No balanço hídrico, temos de retirar da água afluente o tanto que evapora e o tanto que se infiltra e tratar o sistema como trifásico (água, sedimentos, gases). Aí sim, parte da vazão da água será turbinada e parte dela, ao longo do ano, terá que ser vertida passando pelas comportas e tobogãs dos vertedouros.

A represa tem que ser estudada, portanto, como um ecossistema parcialmente construído e parcialmente operado, e sujeito a alterações progressivas e sazonais, hidrológicas e geotécnicas.

Pelo fato de ao mesmo tempo ser uma usina, a hidrelétrica só se compreende pelo conjunto formado pelo reservatório mais as obras civis (a barragem, o vertedouro, os diques, as tubulações e canais) mais o maquinário eletro-mecânico que compõe a casa de força e a subestação. Porém, como usina, tem que ser vista, é o que dizem modernamente, como uma "unidade de negócios", cuja atividade-fim é gerar e vender eletricidade, se possível, sem parar. Um negócio que atua num mercado marcadamente oligopólico, e no caso brasileiro, regulado de modo "desregulatório", por mais estranho que isso pareça. Sendo capital fixo, incorpora trabalho morto e materiais da natureza em escala ultra-intensiva, e é utilizado intensivamente, embora em condições objetivamente bastante variáveis ao longo das horas, dos meses e das décadas.

Fica tudo sujeito à degradação operacional e organizacional, e exposto a vários tipos de riscos técnicos e sociais. E, quando se articulam as duas metades inseparáveis – reservatório e usina – aí as características do caráter usina reservatório e sua conseqüente cirurgia fluvial, dificilmente vão se adequar ou se subordinar às características do caráter usina negócio – e disso advêm quase todos os problemas de operação, de desempenho e de segurança dessas instalações.

Um quadro conceitual correto tem que destacar a finitude de cada hidrelétrica – às vezes travestida de sucateamento, ou de "elevação de custos" – e explicitar antes de tudo, seu risco de integridade. Simplesmente por estarem nos rios, já ficam sujeitos às enxurradas, aos alagamentos e às temporadas de seca que caracterizam os rios no mundo todo. Os pioneiros da pesquisa social e ambiental nas hidrelétricas, Goldsmith e Hildyard (6), compilaram os casos mais conhecidos de acidentes com barragens, em vários países; dentre todas as obras implantadas entre 1930 e 1974; apresentam trinta e três situações agrupadas como "I. maiores terremotos induzidos por barragens", com sete eventos no período, com magnitude Richter acima de 5 pontos: Koyna, com 103 metros de altura, na Índia, o mais intenso; dois na Grécia: Kremasta 165m, e Maraton 63 m; dois nos EUA: Oroville, Califórnia, 236 m, e Hoover, 221 m, rio Colorado, Arizona; HsinfengKiang, 105 m, na China; Kariba, 128 m, no rio Zambéze entre os atuais Zimbabwe e Zâmbia.

Depois: "II. terremotos induzidos menos intensos", onze eventos, com magnitudes entre 3.2 e 5 pontos na escala Richter, em barragens com alturas variando de 67 m a 317 metros, localizadas nos EUA, Itália, França, Espanha, nos Bálcãs, na Turquia e na antiga União Soviética, Nova Zelândia, Austrália e Japão. Nos dois grupos, a grande maioria dos sismos ocorreu em um intervalo de tempo de menos de um ano até três anos após a formação da represa, ou seja, o primeiro enchimento completo do "lago". Poucos desses acidentes ocorreram em prazos mais longos, de sete até vinte e dois anos após a formação das represas. Ressaltam que os terremotos podem também ser causados quando os reservatórios são esvaziados, por exemplo, os casos conhecidos pela população da Califórnia, nas barragens Oroville e Mono Lake. Outro autor-chave no conhecimento crítico das hidrelétricas, Patrick McCully (1), nos fornece outra compilação da sismicidade induzida por barragens, com eventos de magnitude Richter maior que 4.0 dos quais, trinta e dois casos ocorridos em represas formadas entre os anos de 1960 e 1981. A maioria dos sismos importantes ocorreu num prazo curto, de até dois anos após o início do enchimento, outros num prazo de três a oito anos. Na mesma lista consta um caso brasileiro de sismo induzido: em 1974, com magnitude Richter 4,2 em área sob influência direta de duas represas, das hidrelétricas Porto Colômbia e Volta Grande, no rio Grande, no Triângulo Mineiro.

Um estudioso da geofísica do solo brasileiro, Miotto (9), do IPT, organizou, há vinte e cinco anos, um histórico de quarenta e sete sismos registrados na região sudeste do Brasil, com intensidade Mercator V a VI, desde 1789, com o 1º sismo registrado em Cananéia (SP), até 1982. Dentre esses, três eventos são qualificados sismos induzidos por barragens: 1) no entorno da represa de Furnas, rio Grande (MG), dia 15 de novembro de 1966, com intensidade IV a V, poucos anos após o enchimento da represa; 2) perto da usina do Cajuru, da empresa Cemig, rio Pará (MG), em 23 de janeiro de 1972, intensidade VI; 3) no entorno da usina Paraibuna, da empresa CESP, cuja represa é formada pelos rios Paraibuna e Paraitinga, na Serra do Mar (SP), dia 16 de novembro de 1977, com intensidade IV MM.

Pelo menos quatro outros sismos foram registrados em municípios próximos de represas, e em momentos em que tais represas já estavam formadas: em 18 de janeiro de 1981, em Passos (MG); no dia 11 de setembro de 1981, em Alfenas (MG), no dia 02 de maio de 1982, em Caconde (SP); no dia 25 de agosto de 1982, em Araxá (MG).

Atualizando e confirmando esse risco intrínseco, tivemos no Brasil, em junho de 2006 o esvaziamento intempestivo da represa recém-enchida Campos Novos, no rio Canoas (SC), formador do rio Uruguai, por causa de rachaduras nos túneis de desvio, com danos no revestimento de concreto da face interna do paredão de 180 metros de altura. E, agora no verão 2007-08, romperam-se duas barragens recém construídas, em usinas do tipo chamado Pequena Central Hidrelétrica (PCH): Apertadinho, próximo de Vilhena (RO), num rio formador do rio Machado, e Espora, num afluente do rio Paranaíba, extremo oeste de Goiás, ambas com os prejuízos conhecidos rio abaixo, nas fazendas, vilarejos, estradas, redes elétricas.

PROBLEMAS SÉRIOS, BEM MAIS QUE "IMPACTOS" Dentre as complicações operacionais mais freqüentes das usinas, estão certas conseqüências desastrosas por ocasião de manobras de fechamento de comportas, no primeiro enchimento da represa, e nas paradas e partidas de turbo – geradores. Como anti-exemplo, um rio enorme ficou seco por dezenas de quilômetros, durante semanas seguidas: o Tocantins, em 1998, quando fecharam as comportas da usina Serra da Mesa (GO), das empresas Furnas e VBC. Rio abaixo, na usina Lajeado (TO), quatro anos depois, uma mortandade de peixes jamais vista ocorreu à jusante da barragem, enquanto na represa, a principal praia foi interditada por motivos sanitários. Uma mortandade humana ficou pouco conhecida, na época, 1988: oitenta e oito pessoas faleceram com diarréias agudas, dentre as duas mil trezentos e noventa e duas pessoas intoxicadas, residentes na beira da represa recém-formada da usina Itaparica, da empresa Chesf, a qual alagou municípios da Bahia e de Pernambuco, ali sepultando a cidade de Petrolândia (PE), seu esgoto, seu lixo e o cemitério (10).

Para os que são ainda cientistas, investigadores da realidade e de suas contradições – os quais sabem que entre os pilares da ciência estão a dúvida sobre o conteúdo e a forma das coisas e o questionamento das aparências e das razões profundas – a situação hoje, após o surto das hidrelétricas, é outra, foi radicalmente alterada. Trata-se de rupturas e violações: a destruição dos monumentos fluviais mais maravilhosos do planeta; a acumulação primitiva de capital, fundada na expropriação dos pobres e dos nativos; a especulação e a concentração fundiária de milhares de hectares a cada represa.

 

 

A implantação de usinas hidrelétricas nos rios se constitui, no mundo todo, num campo de disputas por terrenos e posições geográficas, e resultam em re-ordenamentos fundiário e agrícola das regiões onde são implantadas. Dada a sua dimensão técnica, econômica e territorial, tornam-se fatores de desorganização social e econômica, a qual se segue uma re-organização das populações que aí residiam, e a entrada de novas atividades que se estabelecem no entorno da represa. Tais temas são pesquisados atualmente por cientistas sociais, geógrafos, antropólogos, além de economistas, agrônomos, e outros, dos quais indicamos na bibliografia (1;11;12;13).

Não deveria haver surpresa com tal caráter conflituoso das hidrelétricas, pois nas civilizações passadas, as terras ribeirinhas e o uso dos rios foram fatores de disputas entre grupos sociais e focos de conflitos de interesses econômicos e estratégicos. E continuam sendo, o quê há de novo é que agora os rios, a água e as terras ribeirinhas também vão sendo conquistadas pela indústria barrageira, para serem "geridos" em função de critérios da mercadoria eletricidade. As dimensões das represas agora se contabilizam até centenas de milhares de hectares de superfície, as maiores, dezenas de milhares, na maioria delas, e o remanejamento fundiário atinge também as áreas ocupadas por canteiros de obras e respectivos serviços alojamentos e pequenas fábricas acopladas, mais as estradas de serviço, as glebas de onde se retira madeira, areia, pedra, seixos, a faixa das linhas de transmissão. Por tudo isso, não é adequado caracterizar como "impactos" os processos sociais e territoriais da implantação de hidrelétrica; "impacto", expressão extraída da física (da parte que estuda os choques e as quantidades de movimento) tornou-se palavra meramente administrativa, prescrita para utilizar nos processos de licenciamento ambiental, mas contra-producente, e, quando se trata do conhecimento, da ciência, uma noção desviacionista.

EMBLEMAS DA EXPANSÃO CAPITALISTA Quais causas e quais processos de transformação radical poderíamos identificar no desenrolar nos projetos de mega-hidrelétricas? São os mesmos que identificamos ao analisar outros investimentos industriais de grande porte (14;11).

São engrenagens formidáveis de acumulação de capital e de mobilização de força de trabalho, de dimensões relevantes em comparação com a própria economia nacional. Algumas se tornam rapidamente e permanecem durante alguns anos os principais focos concentrados de comércio e de emprego no país ou pelo menos nos Estados onde se concentram as obras. Não é a toa que mega-projetos, inclusive hidrelétricas, encabeçam a febril plataforma do segundo governo, o Plano de Aceleração do Crescimento.

Criam – ou emendam e contrapõem aos núcleos urbanos precedentes – suas próprias cidadelas operárias, com sua segmentação de classe, autoritária e deliberadamente injusta, desde os alojamentos de "solteiros" dentro dos canteiros, os cortiços e pensões improvisadas nos "beiradões", cidades livres do outro lado do rio ou do alambrado, até os confortáveis hotéis de trânsito, clubes e salões exclusivos para executivos e engenheiros, eventualmente pesquisadores oficialmente recebidos. Lá dentro do perímetro administrativo, tudo sob regras de comportamento, bem policiado, com numerosos informantes circulando; lá fora, nos alojamentos, nas redondezas, nas firmas sub-contratadas, a "selva sem lei", os agenciadores e oportunistas fazendo o quê querem – ou quase isso – com os milhares de desempregados, expulsos da terra, peões itinerantes tentando obter alguma migalha.

Por isso, mega-obras devem ser analisadas como campos de ação dos interesses de classes e de grupos sociais. Como cenário de disputas de excelentes oportunidades de lucros e exercício de poder em âmbito extra-local e extra-nacional, combustível clássico da cadeia financeira e produtiva da obra, ao mesmo tempo nas suas duas pontas – a de fornecimento durante a construção e a de despacho de eletricidade depois de pronta e operacional, ou seja, na etapa de avanço de capital e na etapa de realização da mercadoria a ser produzida. Dentre tais competições e coligações entre interesses distintos, chama especialmente a atenção uma série de disputas prévias sobre o próprio projeto: onde será feito, se pode ser alhures ou não? Quem contratará serviços? Quem será empregado? Quais as cotas (altitudes) e locais atingidos?

E mais: a boataria deliberada e em parte incontrolável, sobre as indenizações e preços de aquisição de glebas de terra e de benfeitorias, sobre o licenciamento, sobre as compensações a serem oferecidas. Uma transformação radical, já vivida em outros locais e em outros tempos da história, é expressa por uma seqüência na qual podemos entrever a acumulação primitiva capitalista, um tipo de espasmo, rápido e intenso – que dura vários anos nas obras menores, uma a duas décadas nas maiores.

É mais, porém, do que uma fase pioneira, é continuidade do processo histórico capitalista: as grandes obras vão demarcando os ciclos de acumulação ao longo dos quase três séculos que está durando este sistema político e econômico. Primeiro ferrovias, estaleiros e portos, canais, pontes, túneis, depois as barragens, os grandes eixos de transporte e de comunicação, as mega-fábricas, refinarias, montadoras de veículos e de aparelhos. Como a dominação é sempre também política, boa parte destes surtos e ciclos é baseada em informação privilegiada: p.ex. alguns sabem antes dos demais qual a posição do eixo do barramento naquele ponto preciso do rio, quais os terrenos serão afogados até qual cota de altitude. A acumulação de capital em poucas mãos se instrumenta por meio de negociações entre partes desiguais; são muitos os que acabam sendo prejudicados. Mas são individualmente fracos, envolvidos a contra-gosto em transações forçadas; pessoas, famílias e até cidades inteiras sendo objetos de logro, de traição, de ameaças. Informação privilegiada, desigualdade notável nas negociações, poder de fogo, estas são marcas de um processo conhecido como acumulação primitiva, com os métodos típicos da expropriação de bens materiais e simbólicos das pessoas e da espoliação de comunidades humanas, aldeias, etnias.

Do lado dominante, são poderosos os meios de execução das ações: como impedir que uma carga de explosivos detone uma laje rochosa se isto já está programado e decidido? Quem resistirá a uma moto-niveladora que está arrasando um pomar e uma casa, cujos donos não tiveram como fazer valer sua recusa? Quem modificará o fechamento ou a abertura de uma comporta cuja operação está secando o rio a jusante ou, ao contrário, está baixando o nível da represa? Nesses dois casos, a operação da usina provoca prejuízos sérios para os agricultores e outras atividades beira-rio e beira-represa, e o que podem eles fazer quando estas manobras técnicas operacionais vêm determinadas por um board de despachantes – vendedores de eletricidade funcionando no Rio de Janeiro ou em Brasília?

A cada canteiro de obras, introduzem-se "para sempre" novas noções e novos valores da mercantilização, pois terras, benfeitorias, patrimônios passam a ser vistos apenas como dinheiro, e por fim, a mercantilização da própria força de trabalho e de muitas relações sociais. O investimento em si, o avanço de capital nas contratações de serviços e nas compras de insumos criam novas oportunidades de negócios assanhando as contas feitas nos gabinetes das direções financeiras e industriais. Dentro do alambrado, para dentro das guaritas, a nova lógica é o assalariamento de grandes contingentes, e assim, em poucos anos, já temos já os ingredientes básicos de uma sociedade organizada a partir das empresas capitalistas e entorno delas. Processo que poderá ser novamente observado no Brasil, especialmente em Porto Velho, capital de Rondônia, caso deslanchem as mega-obras no rio Madeira, as usinas projetadas Santo Antônio e Jirau, em fase de licenciamento e de montagem de financiamento (15).

Descontadas as partes polpudas de pagamentos feitos para grandes fornecedores de equipamentos pesados e materiais especiais, lá longe, ainda haverá um fluxo notável de dinheiro novo para os negócios locais. A circulação local de uma parte desta grande massa salarial alimenta quase tudo no entorno, farmácias, botecos, prostíbulos e lotéricas, e ainda vai sobrar uma parte para as remessas que fazem os dali para suas famílias de origem, lá longe, e outra parte para os pequenos investimentos que peões ou engenheiros do canteiro possam fazer alhures, numa fazendola, ou numa casa na capital.

Quando analisamos um conjunto de obras, num certo período da história do país, feitas ao mesmo tempo em diversas regiões, fica a certeza de que elas expressam métodos de conquista política e de colonização cultural por parte de grupos e de valores externos, "de fora", visando à ampliação de sua hegemonia. Nos últimos anos, todas as inaugurações de hidrelétricas, mesmo pequenas, e até mesmo uma simples partida de mais um grupo turbo-gerador, costumam contar com a presença do presidente e ministros da República, governadores de estado, todos reafirmando a importância da eletricidade para o progresso, nos advertindo dos "riscos de outro racionamento de energia, se os investimentos não prosseguirem", louvando os empregos ofertados pelas empreiteiras. Inaugurações de hidrelétricas há cento e vinte anos são eventos eleitoreiros, e têm sido cobertos pelos jornais, revistas, os boletins das empresas e dos sindicatos, rádios e TVs.

TANTOS LADOS DO MESMO PROBLEMA Até os anos 1980, os moradores rurais duramente atingidos, expulsos por obras de hidrelétricas no Brasil eram vítimas da chamada "remoção hidráulica", conforme mencionou numa reunião de pesquisadores em 2005 uma autoridade do setor (16). Ou então eram remanejados a grandes distâncias, induzidos a comprar lotes de empresas de colonização – como os atingidos de Itaipu (3) – ou foram levados para áreas de colonização oficial como os de Sobradinho, na Serra do Ramalho (BA). Naquela década tão profícua em movimentação política, os atingidos de várias obras foram incentivados por padres, pastores, bispos, agentes de entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Departamento Nacional de Trabalhadores Rurais da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1991, foi fundada uma federação nacional composta por movimentos de moradores, sitiantes e pequenos fazendeiros, posseiros e trabalhadores rurais e volantes, e moradores urbanos das áreas já atingidas e mais aqueles dos locais ameaçados pelas conseqüências de projetos anunciados de hidrelétricas, hoje conhecida como MAB, Movimento Nacional dos Trabalhadores Atingidos por Barragens (http://www.mabnacional.org.br).

 

 

No final da mesma década, formou-se, pela ação da diplomacia internacional e pressão de ONGs de vários países, uma Comissão Mundial sobre as Barragens, a World Comission on Dams (WCD), com patrocínio da ONU, e que aglutinou muitas informações em vários países sobre os problemas de tais obras, e produziu no ano de 2000 um relatório volumoso e rigoroso (17), marcado pela precaução e pela crítica ao modelo dominante até então (18) (disponível em http://www. dams.org).

Eis aqui uma pequena amostra de um portentoso acervo histórico, científico, cultural, onde se registra um acúmulo de eventos sociais e tecnológicos marcantes. A análise deste acervo e destes eventos é que nos vai permitindo qualificar as probabilidades de ocorrência de problemas graves, mesmo em obras que ainda não existem, que ainda são projetos e que pela lógica, poderiam ser abandonados.

Portanto, o interesse deste conhecimento histórico e desta memória profissional e social não é meramente acadêmico. O conhecimento crítico deveria se contrapor a essa pobreza intelectual, a esse maniqueísmo, e ganhar a "pauta" da agência reguladora da eletricidade, a Aneel, e das agências federal e estaduais que concedem licenças ambientais. Mas, pela lógica, também isso não ocorrerá, pois sua função ideológica é justamente essa, de impor a opção barrageira enquanto for possível, sem jamais explicitar as razões verdadeiras. Até hoje não reconhecem que a majestosa Tucuruí, que logo chegará a quase oito milhões de kW instalados, foi feita para fundir alumínio e beneficiar minérios, com os consumidores brasileiros bancando os rombos de contratos lesivos da Eletronorte com as indústrias consumidoras de energia.

Os cidadãos prejudicados e os patrimônios naturais e construídos que serão destruídos pelas obras, são vistos, nos estudos e pareceres guiados pela razão hidrelétrica cega, como "interferências" em suas obras. O fato de existirem pessoas com posses e direitos, trabalhando na área, a serem respeitadas, e patrimônios a serem defendidos, é estigmatizado como um "entrave".

 

 

UM FUTURO NÃO TÃO DEFINIDO Vai continuar se expandindo a hidroeletricidade? Sim, abstratamente poderia prosseguir até que todos os rios estivessem barrados em seus pontos mais favoráveis; na prática, ocorre o inverso, vão minguando os melhores "eixos" barráveis. Se prosseguir a disseminação de novas obras, os conflitos se agravarão.

A discussão de política energética é relevante, não nos cabe negar a pauta, só que é hoje bem outra a conversa, pois o Estado pesa cada vez menos, e os lucros vão cada vez mais para fora do país.

As limitações estão postas também pela luta política dos atingidos e outros vizinhos e usuários do rio, com a participação de dissidentes e setores da opinião pública e da opinião especializada (vários professores universitários, algumas associações profissionais, assessores de ONGs e de movimentos de atingidos) e ainda de algumas personalidades intelectuais e culturais. Se nos anos 1940, o grande músico popular Luiz Gonzaga fez e cantou seu baião de homenagem as usinas Paulo Afonso, em 1982, o poeta Carlos Drummond de Andrade conseguiu publicar sua indignação poética pelas Sete Quedas de Guaíra condenadas a submergir sob a represa de Itaipu.

Não só os gerentes do setor elétrico e os acadêmicos, mas também jornalistas, escritores e cineastas põem hidrelétricas na berlinda, elogiando ou criticando. As epopéias e os dramas das obras tornaram-se matéria-prima de documentários de época e de filmes nos EUA (19) e também no Brasil (20).

Para qualquer ampliação, temos que nos basear nos preceitos da Constituição de 1988: o rio é um bem público, usar águas depende de outorga; se houver terra indígena afetada, depende de autorização expressa dos índios e do Congresso Nacional; fazer usina depende de licença ambiental; desapropriar terras e benfeitorias depende de competências legais e deve seguir padrões econômicos aceitáveis e rituais jurídicos...e assim por diante.

Quanto aos monumentos fluviais e locais sagrados perdidos, não se trata de estudar "impactos", nem haveria qualquer efeito positivo decorrente do fato físico - territorial. Qual a compensação, afinal, pela perda das Sete Quedas de Guaíra, o maior desnível cavado pelo grande rio Paraná? E, pelo desaparecimento do Canal de São Simão no rio Paranaíba, divisa entre Minas Gerais e Goiás? E da Cachoeira e arquipélago do Marimbondo, no rio Grande? E pela adulteração do mais longo, profundo e volumoso canyon brasileiro, Xingó, que começava após as quedas do rio São Francisco em Paulo Afonso?

 

 

Em nome da ciência, e pela cultura, pelo progresso de ambas, encaremos de frente, isto sim, o fato de que uma mega-obra hidrelétrica provoca alterações de grande porte na natureza e uma transformação radical na sociedade.

E nos reconfortemos, sem baixar a guarda, pois a era do "cada vez mais grandes hidrelétricas" está bem mais próxima de seu fim do que destila a sua cara e insistente propaganda.

 

Oswaldo Sevá é engenheiro mecânico de produção, doutor em geografia humana pela Université de Paris-I e professor do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica e do curso de pós-graduação em antropologia social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua como colaborador eventual do Ministério Público e de entidades de atingidos e ambientalistas.

 

 

NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Mc Cully, P. Silenced rivers. The ecology and politics of large dams. Zed Books, London (in association with IRN, Berkeley,CA, and The Ecologist), London, 2001.        [ Links ]

2. A expressão "barrageiro" é utilizada no Brasil por muitos engenheiros das empresas de eletricidade, de construção civil e de fabricação de equipamentos eletromecânicos, mas, originalmente, era identificada aos técnicos e peões dos canteiros de obras de usinas. A caracterização de um conglomerado de grupos capitalistas de setores conexos e interdependentes, pivotados pelo capital financeiro elétrico, é, no Brasil, uma noção incipiente. Contudo, em língua inglesa a expressão dam industry é usada por pesquisadores e no discurso ativista dos atingidos e dos ambientalistas. P.ex., McCully (1). E também na internet, o site da International Rivers, uma frente de ONGs e movimentos, com sede em Berkeley, Califórnia. Disponível em: http://internationalrivers.org        [ Links ]

3. Germani, G. Expropriados. Terra e água: o conflito de Itaipu. Editora UFBA e Editora da Ulbra, Salvador, 2003.        [ Links ]

4. Informes sobre os problemas e conflitos havidos na construção da maior hidrelétrica mundial, Three Gorges, na China. Disponível em: http://www.threegorges probe.org        [ Links ]

5. Usina termelétrica é um conjunto movido por máquinas que convertem calor da queima de combustíveis em eletricidade, sejam caldeiras que geram vapor aproveitado depois em máquinas a pistão ou em turbinas; sejam motores ou turbinas movidos pela expansão de gases quentes.

6. Goldsmith, E., Hildyard, N. The social and environmental effects of large dams", The Sierra Club Books, San Francisco, CA., 1984.        [ Links ]

7. Scudder, T. The future of large dams – Dealing with social, environmental, institutional and political costs. Earthscan, London, 2005.        [ Links ]

8. Fearnside, P. "Hidrelétricas projetadas no rio Xingu como fontes de gases do efeito estufa: Belo Monte (Kararaô) e Babaquara (Altamira)". In Sevá Fo. A . O. (org) Tenotã Mõ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos de hidrelétricas no rio Xingu", São Paulo: IRN – International Rivers Network, pp. 204-241, 2005.         [ Links ]

9. Mioto, J. A. Mapa de risco sísmico do Sudeste brasileiro. Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), São Paulo, 1984; posteriormente, algumas de suas análises e figuras também foram publicadas na revista Ciência Hoje.        [ Links ]

10. Essas pessoas contraíram hepatotoxicoses, devido à ingestão ou contato com a água da represa, em locais próximos à antiga cidade de Petrolândia, submersa poucos dias antes, sem as devidas medidas de limpeza e descontaminação de esgotos, fossas e cemitério. Análises da água provaram a concentração de algas pigmentadas e de cianobactérias (gêneros Anabaena sp. e Mycrocistis sp.) mencionado em Confalonieri e outros, "Novas perspectivas para a saúde ambiental: a importância dos ecossistemas naturais", pp. 41-47 In: II Seminário Nacional de Saúde e Ambiente, RJ, de 9 a 13 de junho de 2002, Série Eventos Científicos 4, Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, 2002).        [ Links ]

11. Seva Fo. A. O. (organizador) Tenotã Mõ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos de hidrelétricas no rio Xingu. São Paulo: IRN – International Rivers Network, 2005. Arquivo em www.fem.unicamp.br/~seva        [ Links ]

12. Zhouri, Laschefski, Pereira (orgs) A insustentável leveza da política ambiental. Desenvolvimento e conflitos socioambientais. Editora Autêntica, Belo Horizonte: 2005.         [ Links ] E também Goodland, R. "Evolução histórica da avaliação de impacto ambiental e social no Brasil: sugestões para o complexo hidrelétrico do Xingu" pp 175-191 de Sevá Fo., A. O. (org), aqui citado.        [ Links ]

13. Rothman, F. (editor) Vidas alagadas. Conflitos socioambientais, licenciamento e barragens. Editora UFV, Viçosa, 2008.        [ Links ]

14. Seva Fo. A. O. "Conhecimento crítico das mega–hidrelétricas: para avaliar de outro modo alterações naturais, transformações sociais e a destruição dos monumentos fluviais", Anais do 2º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade (Anppas), Indaiatuba, SP, 2004. Arquivo em www.fem.unicamp.br/~seva        [ Links ]

15. Sobre o licenciamento, a implantação e os ameaçados pelos projetos das usinas Santo Antônio e Jirau, Rondônia, rio Madeira consultar os sites na internet: http://www.infraest-energ-sudamerica.org/home; http://www.riosvivos.org.br; http://www.riomadeiravivo.org; http://www.fobomade.org.bo        [ Links ]

16. O então diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, engenheiro civil Jerson Kelman, convidado como palestrante no Encontro Ciências Sociais e Barragens, na UFRJ, em junho de 2005, alegou que a situação dos atingidos atualmente seria até boa, comparando-se com a época em que eram objeto de "remoção hidráulica" por parte das empresas que construíam as barragens.

17. WCD -World Comission on Dams. Dams and development. A new framework for decision-making. The Report of the World Commission on Dams, Earthscan Publications, London: 2000.        [ Links ]

18. Na síntese feita por McCully: "A publicação em novembro de 2000, do relatório da Comissão Mundial de Barragens, feriu o orgulho pessoal e profissional de muitos na indústria das grandes barragens. A WCD criticou não somente o fraco desempenho dos projetos de grandes barragens, como também a corrupção, a incompetência institucional e os interesses velados que parecem impulsionar tais projetos.(...) Os mais importantes governos construtores de barragens, as associações industriais e o Banco Mundial trabalharam em conjunto para elaborar um discurso novo, pós-WCD, apresentando a grande barragem como renovável, não agressora do clima, e como uma alavanca para o alívio da pobreza". Extraído de "Backlash! Shock of WCD spurs the big dam industry into action". World Rivers Review, October 2003. Uma posição intermediária, ainda pró-barragens, porém reformista e atenta aos direitos civis e à lógica dos custos, é bem expressa pela obra de referenciada de Thayer Scudder, consultor da USAID, de ONGs internacionais, do Banco Mundial e que foi um dos comissários da WCD.        [ Links ]

19. Nos anos 1930 a 1940, a obra Hoover Dam no rio Colorado, próximo do Grand Canyon e de Las Vegas; e as obras da Tennessee Valley Authority, retratadas no filme de Elia Kazan Wild River, cujo happy end é o casamento entre uma moradora atingida pelas obras e um engenheiro da empresa! Nos anos 1970, na mesma bacia do Tennessee, em sua parte alta, nos Montes Apalache, no percurso de um trecho de rio que seria represado, passa-se o enredo de outro filme: Deliverance; e no Noroeste, o filme Northfork, enredo de Mark e Michael Polish sobre drama real da cidade e área rural atingidas em Northfork, no final dos anos 1940.

20. Por aqui, poucos exemplos: o valioso Repórter especial: Kararaô, um grito de guerra, de Delfino Araújo, TV Cultura, 1989, sobre o primeiro "pacote" de mega-projetos no Xingu; uma telenovela global (Fogo sobre terra) usava o canteiro de obras como cenário e no centro da trama estavam as terras, fazendas e a cidade de Divinéia, que iam ser "alagadas". Uma ficção baseada na história do interior do Rio de Janeiro e da política brasileira, desde os anos 1950, tendo no pivô dos conflitos uma cidadezinha e fazendas destinadas a submergir na represa da futura usina, está no filme A terceira morte de Joaquim Bolívar, de Flávio Cândido, 1999.

 

SITES INDICADOS NA INTERNET

Coordinadora de Afectados por Grandes Embalses y Trasvases, da Espanha. Disponível em: http://ww.coagret.com        [ Links ]

Entidades do rio Paraná (pesca, planície e humedales do baixo vale). Disponível em: http://www.proteger.org.ar         [ Links ]

Federação de entidades, Brasil, bacia do Prata e Pantanal. Disponível em: http://www.riosvivos.org.br        [ Links ]

Friends of Narmada River, Índia. Disponível em: http://www.narmada.org        [ Links ]

Movimento contra projetos de usinas na Patagônia chilena. Disponível em: http://ww.patagoniasinrepresas        [ Links ]

Movimento mexicano de Afectados por las Presas y en Defensa de losRíos. Disponível em: http://www.mapder.org        [ Links ]

Red Latinoamericana contra Represa. Disponível em: http://www.redlar.org        [ Links ]

Rivers Watch East and Southeast Asia. Disponível em: http://www.rwesa.org        [ Links ]

Sobre a implantação da usina Yaciretá, rio Paraná, fronteira Paraguai-Argentina, ver o site da entidade Taller Ecologista http://www.taller.org.ar/Energia         [ Links ]

Sobre os projetos de hidrelétricas nos rios Ribeira do Iguape (PR e SP) e Xingu (MT e PA), consultar o site do Instituto Sócio Ambiental em: http://www. socioambiental.org         [ Links ]

 

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terça-feira, 13 de julho de 2010

BENDITA SEJAS (poema espírita)

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BENDITA SEJAS



Bendita sejas, mão piedosa e pura,
Em cujos doces dedos, de mansinho,
A caridade tece o brando arminho
Com que afagas miséria e desventura.

Estrela fulgurante em noite escura,
És a consolação, a paz e o ninho
Dos aflitos, que choram no caminho,
Sob as chagas da sombra e da amargura...

Mão que repartes luz, pão e agasalho,
Coroada na glória do trabalho,
A refulgir em todas as igrejas!...

Por toda a gratidão que te abençoa,
Mão que ajudas, contente, humilde e boa,
Deus te guarde, feliz! Bendita sejas!...

 



pelo Espírito Auta de Souza - Do livro: Auta de Souza, Médium: Francisco Cândido Xavier.


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Veja como votaram partidos e parlamentares na flexibilização do Código Florestal


Veja como votaram partidos e parlamentares na flexibilização do Código Florestal

Código Florestal Brasileiro

Terça-feira, 06 de Julho de 2010
Veja o nome dos deputados que promoveram o retrocesso, aprovando as mudanças no Código Florestal Brasileiro.

Divulgação/Greenpeace

Protesto do Greenpeace contra a "turma da motosserra".

Por Redação EcoAgência, com informações da Amazonia.org. br

Os ruralistas e seus aliados venceram o primeiro "round" a aprovaram na Comissão Especial as mudanças do Código Florestal Brasileiro. O parecer do deputado Aldo Rebelo, favorável às mudanças foi aprovado nesta terça-feira (6), por 13 votos contra 5.

Apenas o PSOL, PV e parte do PT votaram contrariamente às mudanças. Já PSDB, PSB, PcdoB, PMN liberaram suas bancadas. O retrocesso na questão ambiental foi consumada com apoio de todos os demais partidos.
A votação foi tensa, e já havia sido interrompida por manifestantes do Greenpeace, que protestaram durante a sessão com sirenes e uma faixa em que se lia a frase "Não vote em quem mata as florestas".
Após a votação, o deputado Aldo Rebelo pediu que todos os destaques fossem rejeitados, sem prejuízo de que os autores os apresentem em Plenário.
A votação em Plenário deve acontecer apenas após as eleições.

Veja a orientação dos partidos para a votação:

Contra o relatório do Aldo Rebelo: PSOL, PV.
A favor do relatório: PPS, PTB, PP, PR, DEM, PMDB.
Liberaram a bancada: PT, PSDB, PSB, PcdoB, PMN.

Acompanhe como foi a votação nominal:

Anselmo de Jesus (PT-RO) - SIM
Homero Pereira (PR-MT) - SIM
Luis Carlos Heinze (PP-RS) - SIM
Moacir Micheletto (PMDB-PR) - SIM
Paulo Piau (PPS-MG) - SIM
Valdir Colatto (PMDB-SC) - SIM
Hernandes Amorim (PTB-RO) - SIM
Marcos Montes (DEM-MG) - SIM
Moreira Mendes (PPS-RO) - SIM
Duarte Nogueira (PSDB-SP) - SIM
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)- SIM
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)- SIM
Eduardo Seabra (PTB-AP) - SIM
TOTAL A FAVOR: 13

Dr. Rosinha (PT-PR) - NÃO
Ricardo Tripoli (PSDB-SP) - NÃO
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - NÃO
Sarney Filho (PV-MA) - NÃO
Ivan Valente (PSOL-SP) - NÃO
TOTAL CONTRA: 5
 

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PROTEÇÃO ESPIRITUAL

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PROTEÇÃO ESPIRITUAL



Marques, o ex-presidente do templo espírita, falava ao companheiro:

— Teremos uma assembléia geral depois de amanhã e estou colecionando os documentos. Veremos quem pode mais. Desmoralizarei os mandriões.

E Osório, o amigo fiel, ponderava:

— Mais calma. O senhor foi presidente por muitos anos. Sempre respeitado. Sempre querido. Recordemos nossas reuniões. Nosso Dias da Cruz, que o senhor conheceu tão bem, quando neste mundo, prometeu ajudá-lo até ao fim...

— Sei que estou protegido — dizia Marques, beliscando, nervoso, a barba branca —, mas vou colocar a coisa em pratos limpos. A diretoria foi tomada de assalto. É muita gente querendo transformar a casa em gamela gorda.

— Marques, a ironia é veneno.

— Tenho fotocópias, retratos, informações e muito papel importante para mostrar o passado desses oportunistas. Todo o material será exibido na assembléia. Alguns desses companheiros transviados são passíveis de xadrez.

— Medite, Marques, medite! — pedia Osório. — O que passou, passou... Agitar o fundo de um poço é fazer lama. Ore. Peça o amparo do Alto.

E, a convite do amigo, os dois se puseram em prece, rogando proteção espiritual.

Em seguida, tornaram à casa de Marques, onde Osório observaria como adoçar o calhamaço.

Ao procurar o libelo escrito, o dono da casa ouviu a arrumadeira, que entrara na véspera, a estranha explicação:

— Senhor Marques, todos os papéis que o senhor deixou espalhados nas cadeiras, com retratos e jornais velhos, eu entreguei ao lixeiro, quando o caminhão da Prefeitura por aqui passou.

— Meu Deus! — gritou o velhinho, entrelaçando as mãos na cabeça, ante Osório sorridente — era serviço de oito meses!

E a jovem inexperiente replicou, sem saber que fazia a definição moral:

— Mas era muita sujeira!...

 



pelo Espírito Hilário Silva - Do livro: Almas em Desfile, Médium: Francisco Cândido Xavier.


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A EVOLUÇÃO DO COMENDADOR (conto espírita)


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A EVOLUÇÃO DO COMENDADOR

 

Jorge Sales, o denodado orientador da instituição espírita, encontrava-se no habitual entendimento com Anatólio, o mentor desencarnado, através do médium.

As tarefas da noite haviam praticamente chegado ao fim, mas Jorge sentia-se necessitado de instrução e por isso dilatava a palestra, ao pé dos amigos, a constituírem o círculo de oração.

— Os obsidiados crescem de número — dizia Sales, preocupado —, e precisamos antepor providências...

— Sim — concordava o amigo espiritual —, é necessário estender o clima da serenidade e do trabalho, do entendimento e da prece...

E a conversação avançou:

— São lutas morais por toda parte... Jovens mal saídos da infância caem perturbados, de momento para outro... Velhinhos, na derradeira quadra da existência, enlouquecem de súbito... Tem havido suicídios, crimes...

O benfeitor consolava, pelo médium falante:

— Sim, meu amigo, toda paciência é pouca a fim de vencermos com segurança... Saibamos servir a todos, com muita compreensão da fraternidade...

— Tudo indica estarmos aqui sob a influência do velho comendador Antônio Paulo da Silveira Neves, que foi fazendeiro na região e está desencarnado há oitenta anos. Silveira Neves foi homem terrível... Consultei documentos na municipalidade e tenho ouvido pessoas da zona, cujos ascendentes lhe comungaram a intimidade... Possuía escravos em legião e, entre eles, era conhecido por flagelo de todos... Sustentava capatazes ferozes e comandava, ele próprio, o sofrimento dos cativos, que, às vezes eram chicoteados até a morte... Não só isso. Colocava os sitiantes daqui uns contra os outros, provocando assassínios e ódios que até hoje persistem... Estou certo de que essa teia de obsessões e vinganças nasce da atração do velho comendador... Ele deve ser a causa inicial de tudo...

— Muito ponderada a sua palavra...

— O irmão conhece o infeliz?

— Sim, conheço...

— Tenho o máximo interesse em evocá-lo...

— Não acho prudente.

— Ora! São muitos os Espíritos rebeldes evidentemente vinculados a ele... Topo vários, a cada semana... Uns se declaram vítimas do comendador, muitos acusam o comendador e outros ainda prometem que não haverá mudança aqui, enquanto não liquidarem o comendador... Tenho assentado que, apesar de haver transcorrido muito tempo, é indispensável nos disponhamos a doutrinar esse Espírito. Sem esse contacto, ao que julgo, será muito difícil a modificação para melhor, de que estamos necessitados...

— Entendo o que diz — tornou Anatólio —, mas não faça a evocação. Seria de todo inoportuna...

— Mas escute, meu amigo! Eu também pareço sofrer a influência dessa poderosa entidade... As referências ao comendador desabam sobre mim como choques elétricos. Só em ouvir-lhe o nome, sinto-me mal... Imagine que já fui orar por ele, no próprio túmulo em que lhe sepultaram o corpo, tão impressionado vivo eu... Creio que se orássemos, chamando-o ao aparelho mediúnico...

— Mas não convém...

— Insistiria, no entanto... Um entendimento direto, entre esse Espírito perseguidor e nós, talvez desse bom resultado...

— A medida é desaconselhável.

— Será que Silveira Neves desencarnado está em plano superior, embora as atrocidades que cometeu?

— Ainda não... O ex-comendador vive em luta consigo mesmo...

— Então? Trazê-lo ao esclarecimento seria caridade...

— Isso, entretanto não deve ser tentado.

— Meu amigo, por que a recusa, se o Espírito dele está em provas, segundo a sua própria informação?

— Apesar de tudo — replicou o benfeitor —, a evocação não deve ser praticada...

O interlocutor, porém, não obstante respeitoso, perguntou semi-exasperado:

— Mas por quê?

Vendo que o instrutor silenciava, discreto, repetiu:

— Diga! Diga, por quê?!...

Foi aí que Anatólio mudou o tom de voz e falou muito sereno:

— Jorge, meu amigo, a evocação não deve ser feita porque o ex-comendador Antônio Paulo da Silveira Neves é você mesmo... reencarnado.

 



pelo Espírito Hilário Silva - Do livro: Almas em Desfile, Médium: Francisco Cândido Xavier.


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terça-feira, 22 de junho de 2010

AUTO-RETRATO

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AUTO-RETRATO



Sempre que a nossa palavra:

censura,
justifica,
levanta,
rebaixa,
deprecia,
louva,
depreda,
restaura,
complica,
auxilia,
apóia,
fere,
abençoa ou condena seja a quem for, estamos fazendo o nosso próprio retrato.

E isso acontece porque sendo as atitudes, os pensamentos, as idéia, as intenções dos outros, realidades dos outros – cujas origens autênticas não conseguimos penetrar - toda vez que nos referimos aos outros estamos sempre efetuando a projeção parcial ou total de nós mesmos.

 



pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Astronautas do Além, Médium: Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos.


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domingo, 6 de junho de 2010

Re: [AA_Acre] notícias de Cruzeiro do Sul

Em 4 de junho de 2010 16:54, Roberta Graf <roberta.graf@gmail.com> escreveu:

Aqui em Cruzeiro do Sul só permanece em greve o Pablo, que tem feito muitas ações de educação ambiental através da ONG AMAJ, da qual ele faz parte.

Um fato importante é que o Pablo foi exonerado da Chefia do Praque Nacional porque não aceitou receber e abrir o Parque à visita insistente do Globo Repórter (até que a greve acabasse), que insisitiu muito e mobilizou desde a presidência do ICMBio até o governo do estado...

Pois é, fui vítima de "fogo amigo": nosso colega Rômulo Mello achou por bem colocar na chefia do PNSD alguém que tivesse  a incrível habilidade de acompanhar a equipe de Francisco José ao PNSD durante uma greve. Quero deixar bem claro que não recrimino a atitude do colega Paulo em aceitar a função (Não nos deixemos impregnar pelo correio-da-má-notícia), atitude esta bastante ponderada, coerente com interesses pessoais, coletivos e institucionais, mas a da Presidência do ICMBio, que desconsidera um trabalho de mobilização de uma rede de atores sociais construída ao longo de 7 anos, além de uma série de conhecimentos acumulados sobre a realidade local. Obviamente, nada disso se perde, muito antes pelo contrário, continua plenamente disponível à instituição, uma vez que parte substancial dela foi construída a partir do desempenho das minhas funções (mesmo que assim não fosse, estaria a disposição). A divulgação do PNSD é, realmente, chave para a gestão do PARNA, que se estrutura para melhor receber visitantes, a partir do seu ingresso no programa "Parque do Brasil" e no "Caminho das aldeias e da Biodiversidade", roteiro ecoturístico do Governo do Estado do Acre, e necessita ganhar maior visibilidade. Em comunicação com o presidente, disse-lhe que eles providenciassem a autorização e alguém para acompanhar a Rede Globo, e assim o fizeram.

É muito difícil gerir uma UC Federal sem uma íntima relação com as instâncias superiores, algo que nunca consegui (ou me disponibilizei a) construir ao longo destes 7 anos, seja pelas constantes alternâncias nos nomes e posições, seja por um relativo abandono a que estamos sujeitos nas pontas e a nossa relativa autonomia enquanto "Unidade ARPA", seja pelas minhas predisposições íntimas. Minha nomeação fora circunstancial, eu era o único AA no PARNA à época, após um longo período de 2 anos sem chefia legalmente constituída.
Bem, foram 12 meses de preparação para uma gestão supostamente abortada, mas espero que os processos em curso não sejam completamente interrompidos, pois, apesar de estarem intimamente impregnados da minha visão pessoal de gestão, foram construídos coletivamente, com o Conselho Consultivo e o atual chefe.

Dizem que Deus ("a Inteligência Suprema do Universo") escreve certo por linhas tortas, e acredito fielmente nisso: ganho pessoalmente com um afrouxamento de minhas responsabilidades, direcionando meus esforços profissionais para aquilo que realmente gosto e sei fazer: mobilização, Educação Ambiental Ampla, gestão social, disponibilidade de apoiar outras UC, ; ganho mais tempo para meus "servicinhos por fora", como as atividades junto à AMAJ (confiram em amajurua.blogspot.com) e ganho, sobretudo, mais tempo para estar com a família; ganha o PNSD por ter na chefia alguém mais alinhado e com melhor capacidade de diálogo com as instância superiores, maior dispnibilidade de tempo para a tarefa, com uma psicoesfera apta a construir um entendimento mais amplo do que significa gerir um Parque Nacional (minha experiência socioambiental com RESEX me torna tendencioso a alguns posicionamentos mais liberais e otimistas, diante da nossa realidade), e talvez a nomeação prolongue a permanência do Paulo por estas paragens tão belas e incompreendidas.

Enfim, "rei morto, rei posto. Viva o rei!" Que com isso, ganhe o Parque Nacional da Serra do Divisor, ganhe o Instituto Chico Mendes, ganhe a Conservação da Biodiversidade, nosso objetivo último.

FIRMES ATÉ O FINAL!
Já não sei mais que ganhos objetivos teremos com esta greve, mas, certamente, nosso espírito sairá fortalecido.

Atenciosamente,
Pablo de Avila Saldo
Eng. de Computação - Analista Ambiental
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
--
Cruzeiro do Sul - Acre - Brasil
skype: pablo.saldo
Telefone: 68 3322 3380
Fone/Fax: 68 3322 1291
Celular: 68 9975 3591
http://pablosando.blogspot.com
msn: pablo.saldo@ibama.gov.br
--
"Infeliz a instrução que não se converte em moralidade e em piedade."
Comenius (1592 - 1670)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Re: [AA_Acre] RE: Curso de Formação dos novos analistas do ICMBio em plena greve!

Marco Antonio, colegas,

Porque "ninguém" fica na Amazônia? Talvez por que não "Amam a Zona", aproveitando as diferentes interpretações do infeliz trocadilho.
Mas o fato é que somos seres humanos (sério?! Jura?!), temos lá nossos hábitos. A imensa maioria dos AA vêm do Sul-Sudeste, sentem falta da família, de boas atividades culturais, do tradicional arroz com feijão ou do McDonalds. Este é um fato e, no meu entendimento, o principal fator do êxodo Amazônico.
Outro fator é, claro, a falta de boas estrutras de trabalho, o que às vezes pode ser muito questionável, pois temos algumas boas oportunidades amazônicas para aqueles que pretendem fazer gestão ambiental de fato. RESEX Cazumbá e PARNA  Divisor são duas aqui no Acre, com excelentes condições de trabalho, afora, justamente, a carência de pessoal.
Por isso a importância do adicional de interiorização, que é uma primeira tentativa de minimizar estes efeitos. No meu entendimento, dado o crescimento exponencial da presença do Estado Brasileiro na região, é pertinente a formação de um GT amplo, com representantes do MJ, MDA, MMA, MDefesa, etc. Rotatividade regulamentada e benefícios trabalhistas reais, alá Forças Armadas, são muito melhores do que "míseros" R$590,00 a mais no bolso.

Outro facilitador do êxodo é o apetite de Brasília e de outras instâncias de coordenação, natural numa estrutura que se verticaliza cada vez mais, sobretudo com o fortalecimento do SISNAMA e o decorrente retraimento do Ibama para as SUPES e ESREGS considerados estratégicos. O ICMBio ainda está compondo sua equipe de coordenação com editais de seleção, e tem usado de algumas estratégias que não provocam o êxodo direto, como no caso da constituição das equipes de Arquitetura e TI, ainda em curso, o que, no meu entendimento, pode vir a prejudicar sobremaneira a gestão das UC com os frequentes deslocamentos de pessoal.
Vejam o meu caso: Sou engenheiro de computação, adoraria contribuir com soluções de TI para o ICMBio, mas não "tenho coragem" de me oferecer, devido ao déficit de pessoal do PARNA Serra do Divisor. Sou um dos 4/30 restantes no AC desde 2002, por opção, pois oportunidades não faltaram para estar em Manaus, Belém, Rio Branco, Brasília. Se não o fiz, é porque amo não apenas o que faço profissionalmente, mas o ser humano que me tornei nestas "paragens inóspitas", e sobretudo, os outros seres com os quais me deparo e compartilho esta maravilhosa experiência de "ser diferente". Mas, se não houvesse erva mate por aqui, talvez eu já tivesse aceitado uma das propostas de transferência.

A questão é: com ou sem condições de trabalho, com ou sem cinema e teatro, com ou sem a família original, sempre procuraremos um local em que nossa consciência se tranquilize, e os posicionamentos acontecem individualmente. Minimizar os inospitabilidades é fundamental, mas não será isso que motivará a fixação dos servidores públicos na Amazônia. Acredito que a política da região deveria, inclusive ser a da rotatividade instituida em nível federal, permitindo que aqueles que apresentassem disposição aqui permanecessem. Sabe-se lá quantos colegas no RJ, SP, ou RS estão ávidos por uma experiência Amazônica, mas não o fazem por medo de aqui "ficarem presos"? Sabe-se lá quantos destes não acabariam por permanecer na Floresta, pelos mais variados motivos?

Outra observação: Todos (ou quase todos) ansiamos por estabilidade financeira, o que faz da carreira pública um grande atrativo, e estamos certos em buscá-la, com ou sem amor à causa, seja ambiental, pela reforma agrária, combate ao crime ou defesa da nação. "Paixão" não está elencada nas habilidades necessárias para o desempenho da função, e muitas vezes até a prejudica. Compromisso e responsabilidade estão lá, na 8112.

Voltando à questão do curso dos AA do ICMBio, já me posicionaei anteriormente e convido a todos os novos AA a solicitarem o término da greve para a realização do mesmo, e espero que o comando de greve dialogue incisivamente com os novos colegas e com a direção do ICMBio a respeito disso.

Paz e Bem a tod@s, e determinação ATÉ A VITÓRIA!


Em 14 de maio de 2010 14:37, Marco Antonio de Freitas <philodryas@hotmail.com> escreveu:

Olah, tenho lido muitas coisas aqui e me pergunto? pq ninguem fica na Amazonia? algumas respostas me aparecem na mente: 1 uma galera soh faz o concurso pq quer estabilidade financeira que o cargo proporciona sem nenhum amor a profissao, e atira em todos os concursos que aparecem ateh acertar algum, quando vem parar na Amazonia se desesperam e fogem...2 infelizmente uma boa parte dos que entram sao profissionais de outras areas que nao seja a ambiental (biologo, agronomo, geografo, geologo, florestal, veterinario e etc) sem querer ofender, mas pergunto? serah que eu como geografo posso fazer um concurso na area do judiciario para delegado? juiz? ou promotor? ou entao na area medica? como medico, enfermeiro e etc? acho que o meio ambiente eh de fato tratado ainda como esculaxo! apesar de ser a coisa mais importante da humanidade!!! me descupem o tom da palavra, e por isso qualquer profissional que nao tenha amor DE FATO pela profissao entre como A.A e desmotivado pela pouca estrutura que temos acabam indo embora...nao quero aqui que os profissinais que nao sao da area ambiental se sintam ofendidos pq muito que "nao da area ambiental" sao bem mais eficientes do que muitos "profissionais da area ambiental", mas eh um ponto para refletirmos bem estas questoes...3 acho que a luta que estamos travando eh muito valida, estou colaborando como posso, mas falta sim paixao pelo MATO!!!! eu posso sentir isso no tom da conversa informal que tenho com muitos A.A e eu fiz o concurso por gostar do trabalho e jah sabia o que ia enfrentar e enfrento, embora ainda como novato ainda nao pude sentir as dificuldades de quem esta no mato longe das capitais como A.A, mas como geografo jah enfrentei muitas dificuldades, mas queria reiterar que independentemente do curso, da greve ou nao, temos em primeiro lugar que pensar na profissao que escolhemos, na paixao pelas coisas da terra, aih sim partir para outras coisas... sinto muito a falta de paixao por muitos A.A na vontade de fazer algo e verdade...
 
Abracos.

 
MSc.Marco Antonio de Freitas CREA-BA 64527. 
Geógrafo licenciado e bacharel, Especialista em Gestão Ambiental e Mestre em Zoologia.

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Cruzeiro do Sul - Acre - Brasil
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"Infeliz a instrução que não se converte em moralidade e em piedade."
Comenius (1592 - 1670)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fwd: Um Congresso em nível do Espiritismo

Reproduzo aqui excelente comentários do confrade Alamar Régis Carvalho, sobre o 3º Congresso Espírita Brasileiro.
Sandra e eu estivemos lá, e pudemos comprovar o que Alamar cita e muito mais. Um evento memorável, uma oportunidade única, e uma grande responsabilidade em divulgar os ensinos coletados por aquiles que lá estiveram.
Importante notar a importância de Chico Xavier dentro de Espirismo Brasileiro e mundial, sua adequação completa e também complementar aos postulados codificados por Kardec e, sobretudo, o modelo de vida a ser compreendido e assimilado. Tudo isso - e muito mais - se fez presente no conjunto das apresentações feitas durante o congresso. Tenho certeza que o conjunto dos DVD do congresso será um best-seller. Todo centro espírita deveria adquirir o seu.


Um congresso em nível do Espiritismo

A nossa doutrina já merecia um congresso como este

Quem conhece o meu estilo sabe muito bem que eu não tenho papas na língua, não costumo moldar-me conforme conveniências, não sou adepto do "politicamente correto" e, em respeito à minha consciência e aos amigos que gostam de ler as minhas matérias, prefiro a autenticidade, requisito indispensável ao espírita que é disposto a praticar o espiritismo com honestidade e dignidade.

Estive em Brasília, por ocasião do 3º Congresso Espírita Brasileiro e, sinceramente, eu não acreditava que pudesse voltar para casa e escrever, sobre o evento, o que vou escrever aqui. Imaginava que veria um congresso, como outros eventos espíritas que já havia assistido antes, principalmente promovidos pela FEB, sem vida, sem sal, sem tempero, sem alegria e naquele mesmo estilo do espiritismo tipo "to melhor do que mereço", "o silêncio é uma prece" e "muita paz, meu irmão".

Pelo contrário: Vi um congresso de muito bom gosto, muito bem produzido, bem elaborado e, com certeza, inspirado por espíritos felizes.

Acho que desta vez a FEB fez Kardec sorrir, e Jesus também.

É tanta coisa que eu tenho a dizer, sobre o 3º congresso, que estou até em dificuldade para organizar a disposição das coisas neste email. Sinto-me, ainda, emocionado, mas vou tentar falar sobre os aspectos que, na minha opinião, são mais relevantes.

É óbvio que num evento espírita tem que prevalecer um conteúdo coerente com os postulados espíritas, sem a menor necessidade de se recorrer a artifícios espetaculosos a fim de impressionar público, pela necessidade de ter que vender algum produto.

Já ouvi, por exemplo, várias vezes, alguns amigos dirigentes de casas espíritas dizerem: "Temos que oferecer o passe, no nosso centro, porque se for só palestra, pouca gente vai".

O passe aí fica como um meio de atrair gente para o centro.

Há quem ofereça cromoterapia, passes embaixo de pirâmides, desobsessão pelo choque anímico, mediunismo em público e um monte de coisas, para poder encher a casa. É gente que, embora na direção de instituição espírita, não se conscientizou, ainda, que a proposta espírita, por si só, já é algo muito interessante e atraente, sem apelações.

A FEB conseguiu manter a coerência com a doutrina, sem praticar qualquer tipo de desvio, sem fazer enxertos, mas fazendo um congresso bonito, alegre, gostoso e atraente, inclusive com a presença de artistas que encantaram o público.

Teve artistas, em um congresso da FEB!!!!

Se eu não tivesse visto, não teria acreditado

Desde quando eu lancei a revolucionária revista "Visão Espírita", em abril de 1998, venho defendendo a idéia de que devemos falar sobre o Espiritismo para o grande público e se fazia necessário que colocássemos, nas capas das revistas, as imagens dos ídolos do público. Coloquei a Xuxa, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, atores de novelas da Globo, o Papa, o padre Marcelo, etc..., o que foi entendido, por algumas lideranças, como uma espécie de "Caras" espírita, motivo de muita reprovação e até proibição de circular em algumas instituições.

Fiz de tudo para fazer entender que o meu objetivo era fazer com que o grande público chegasse à revista pela capa e ficasse pela doutrina, o que a indisposição para a boa vontade de muitos não quis entender. Os resultados foram os melhores possíveis.

Alguns amigos me perguntam, por exemplo: Como é que você consegue se corresponder com quase 200 padres, 40 bispos católicos e mais de 1.200 freiras, falando sobre Espiritismo? Como você conseguiu, até, levar bispos e padres a dar entrevistas em seu programa de TV?

A revista que trouxe o Papa, na capa, por exemplo, teve uma vendagem enorme e fez com que muitos padres e bispos a comprassem, por curiosidade, porque muita gente queria saber que diabo o papa estava fazendo na capa de uma revista espírita.

Falávamos sobre a nova encíclica, da época: "Fé e razão", proposta por João Paulo II, e, inclusive, uma matéria escrita pelo padre francês François Brune. De repente e, "por acaso", eles leram conteúdo espírita. Impressionante o que aconteceu, a partir daquele número da revista.

Hoje a respeitada FEB trás, finalmente, artistas para um congresso espírita, por coincidência, quase todos eles meus amigos: Os atores Carlos Vereza, Paulo Figueiredo, Othon Bastos, Renato Prieto, a atriz Ana Rosa e sua filha, também atriz, Beatriz Correa, a Biazinha querida, além do Nando Cordel levando a platéia ao delírio, com suas músicas encantadoras, inclusive os seus grandes sucessos da música popular.

Até o André Trigueiro, apresentador da Globo News, foi um dos palestrantes que, por sinal, deu um show de conteúdo e apresentação, na sua defesa pela ecologia, à luz da doutrina espírita. Foi aplaudido calorosamente.

Depois que foi mostrado o treiller do filme "Nosso Lar", todo o elenco foi chamado ao palco e o meu querido amigo Renato Prieto, aquele bandeirante que vem batalhando há vários anos pela divulgação da doutrina através do teatro, foi ovacionado pelo público, como uma grande estrela hollywoodiana.

Divaldo Franco altamente inspirado, José Raul Teixeira também, Alberto Almeida também... todos os expositores contagiados pela alegria de um Congresso que teve como tema a homenagem aos cem anos de nascimento do venerável Chico Xavier. Até o Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico, estava lá, ficou o evento inteiro, aceitando os abraços das pessoas para tirar fotografias. O Chico e o Juscelino Kubitscheck mandaram lindas mensagens, através da psicografia notável do Wagner, lá de Belo Horizonte.

Os apresentadores do evento foram impecáveis. O jovem Lincoln foi elegância, comunicação alegre e agradável, bem distante daquele modelo sisudo e desprovido de sorriso de outras edições.

Aplausos de pé aconteciam com todos os palestrantes e com todos os que se apresentavam nos momentos artísticos. Renato Prieto, (foto ao lado direito), como André Luiz do filme "Nosso Lar", que vem aí, foi um dos mais fotografados pelo público. Na foto a esquerda, o apresentador da Globo News, André Trigueiro.

Recepção de primeira, ambiente confortável, muito bem escolhido, Rede Globo lá dentro, fazendo entrevistas e até o Vice-Presidente da República, acompanhado por dois ministros e os "Dragões da Independência", presentes ao evento. Gente, onde já se viu vice-presidente da república ir a evento espírita, ainda mais acompanhado pelos dragões da independência?

E teve outra coisa: O homem estava previsto ficar lá só por 40 minutos, no máximo, por conta da sua enfermidade, mas se emocionou tanto que ficou até o final, sem sentir nada, e no final falou na tribuna como um ser humano sofrido, emocionado, e não como político, prometendo voltar no domingo, com a esposa, como cidadão comum e não como brasileiro, não fazendo apenas por causa de um desconforto que foi acometido.

É o Espiritismo mexendo com o coração das pessoas, pelo que ele é, mostrado de forma bonita.

A TV CEI transmitiu ao vivo!!!

Via satélite, para todo o Brasil

Parece sonho isto, não é?

Na foto ao lado, a equipe da TV CEI, ao lado do up link, que transmitiu ao vivo.

Pois é. Uma emissora de televisão, autenticamente espírita, com alta qualidade de imagem e som, transmitiu o evento totalmente, ao vivo, via satélite, para todo o Brasil, cujas imagens, além de chegar às casas das milhares de pessoas que adquiriram receptores e anteninhas parabólicas, foi retransmitido, também por estes receptores, em todas as federações espíritas estaduais, foi retransmitido na TV a cabo de 14 cidades importantes, foi retransmitido pela televisão da LBV, também via satélite e aberta em várias cidades e ainda pela TV Mundo Maior, das casas André Luiz. Tudo isto além de ter mandado, para o mundo inteiro, por Web TV da internet, que foi assistido por alguns outros milhares de pessoas.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Chico Xavier: O filme

Acabamos (Sandra e eu) de assistir “Chico Xavier”, o filme. Fã incondicional da figura do ilustre médium mineiro, considero o filme à altura de sua memória, exemplificando sua história de vida, e, a reboque, parte significativa da história da doutrina espírita no Brasil. Estão lá, não apenas todo sofrimento e amparo ao menino Francisco, sua iniciação ao Espiritismo, o consolo aos desvalidos do corpo e da alma, mas também os “causos” históricos de sua trajetória: a a redação do grão do grão de areia, a “aplicação do Evangelho com firmeza”, os “jornalistas gringos” de “O Cruzeiro”, “Emmanuel e a peruca”, o evento da turbulência no avião, a absolvição do amigo pelo amigo desencarnado. Fatos notórios para todo aquele que se interessa não apenas pela figura fraternal e apostólica de Francisco Cândido Xavier, mas também pelo “homem por trás do mito”, nos apresentando o garoto do interior de Minas Gerais, possível personagem de outros “causos”.

O filme resgata o Brasil rural, a Minas histórica das casas coloniais, onde a vida transcorre sem grandes assombros. Não é o caso da pequena Pedro Leopoldo e de Uberaba, até hoje impactadas pela passagem de “Cisco Xavier”. A fotografia natural e humana do interior de Minas é belíssima, e se coaduna com toda a beleza humana presente no filme, que gira em torno do lendário Pinga-Fogo, resgatando a história do médium a partir dos questionamentos feitos a ele de suas irreparáveis respostas.
Encerrado o memorável programa, o roteiro ascende à história do “tenente Tomaz”, simbolizando não apenas os inúmeros confortos trazidos através do lápis nas mãos de Chico Xavier, mas também uma história de Amor, Humildade, Perdão e Justiça, de um modo que apenas o nosso Brasil sincrético “Coração do mundo e Pátria do Evangelho” poderia apresentar.
O filme definitivamente emociona e diverte, uma excelente obra da sétima arte brasileira. E, vem aí, “Nosso lar”, em orçamento milionário e efeitos especiais “do outro mundo”. Por fim, o respeito quase religioso na sala do Terraço’s Shopping ainda me pareceu um prenúncio do Congresso Espírita que inicia amanhã aqui em Brasília, em meio às comemorações dos 50 anos de nossa capital Federal. Haja coração para as fortes emoções que nos aguardam.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Páscoa na Serra

Fomos à serra do Moa, no Parque Nacional da Serra do Divisor, passar a Páscoa. "De lambuja", levamos um fotógrafo peruano-paulista "na garupa".
Curtam as fotos (essas são as nossas):

sábado, 20 de março de 2010

enquanto isso

...mas no twitter, tô mais ativo. Posto via SMS, na hora que o "lance" "pinta".
Se veio até aqui, vai lá!
Bah, olhei meu blog e vi um monte de recortes da internet...

Será que eu ando sem conteúdo próprio, será que estou numa fase mais "absorvente", será falta de tempo ou será preguiça?

E no mais, a impressão que eu tenho é de que ninguém anda por aqui mesmo...

Nóis na tira...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Um novo passo em falso

Postado por Paulo Coelho em 26 de dezembro de 2009 às 23:26
Como nada muda da noite para o dia, o guerreiro dá um novo passo em falso e mergulha mais uma vez no abismo. Os fantasmas o provocam, a solidão o atormenta. Como agora tem mais consciência de seus atos, não pensava que isso fosse tornar a acontecer.

Mas aconteceu. Envolto pela escuridão, ele se comunica com seu mestre.

“Mestre, caí de novo no abismo”, diz. “As águas são fundas e escuras”

“Lembra-te de uma coisa”, responde o mestre. “O que afoga não é o mergulho, mas o fato de permanecer debaixo d´água”.

E o guerreiro usa o resto de suas forças para sair da situação em que se encontra."

O verdadeiro respeito

Postado por Paulo Coelho em 10 de janeiro de 2010 às 00:28
Durante a evangelização no Japão, um missionário foi preso por samurais.

-Se quiser continuar vivo, amanhã terá que pisar a imagem de Cristo, diante de todos – disseram os guerreiros.

O missionário foi dormir, sem nenhuma dúvida no coração: jamais cometeria tal sacrilégio, e estava preparado para o martírio.

Acordou no meio da noite, e ao levantar-se da cama, tropeçou num homem que dormia no chão. Quase caiu para trás: era Jesus Cristo em pessoa!

-Agora que já pisou em mim, vá lá fora e pise na minha imagem – disse Jesus. -Porque lutar por uma ideia é muito mais importante que a vaidade de um sacrifício."

domingo, 10 de janeiro de 2010

Meu níver...

34 aninhos... é tempo, mas também é pouco, ainda sou um guri!

31 parabéns virtuais, alguns simples (mas de coração), aqueles scraps animados que viraram um clássico no Orkut, e dois vídeos do youtube que me tocaram profundamente. Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando é animada (em diversos sentidos), e vem carregada de sentimentos, falam tudo, e mais um pouco.

Gente de todo o Brasil, velhos e novos amigos, familiares, e gente que tô vivendo de saudade. que 2010 nos permita um reencontro, Assim Seja!
Obrigado a todos aqueles que lembraram deste gaúcho desgarrado...

Amo vocês.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Avião desaparecido na Amazônia

Esse avião que desapareceu entre Cruzeiro do Sul e Tabatinga, eu não tava nele não, podem ficar tranquilos...

referente a:

"Avião da FAB desaparece na Amazônia
Aeronave partiu de Cruzeiro do Sul (AC) com destino a Tabatinga (AM).FAB não informou o número de pessoas a bordo.

Um avião Cessna C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB)
desapareceu na região da Amazônia, na manhã desta quinta-feira
(29). Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a
aeronave partiu de Cruzeiro do Sul (AC) com destino a Tabatinga (AM)."
- G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Avião da FAB desaparece na Amazônia (ver no Google Sidewiki)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre Comenius, piedade, moralidade, instrução e filosofias orientais

Caro Rodrigo,

Realmente Comenius era cristão, protestante, talvez um pouco herético, se analisarmos às suas concepções, as quais o transformaram, de certa forma, no pai da Pedagogia, o amor tornado ciência social. O incluo na assinatura de meus emails por ter influenciado Pestalozzi, que influenciou Allan Kardec, que codificou a "doutrina dos Espíritos", à qual eu me filio atualmente.
Mas, voltemos ao Cristianismo: será ele a moralidade mais fajuta que a espécie já conheceu, ou ainda não conhecemos o "cristianismo" realmente? Com certeza sabemos o que foi feito dos ensinos que Jesus trouxe a este mundo, sobretudo ao ocidente: somos reflexo disso. De fato, estes ensinos são de sobremaneira semelhantes às filosofias orientais que tu citas, das quais também sorvo algum ensinamento, tentando, por exemplo, ser fluido como a água, algo que aprendi no Tao Te Ching, assim como lá aprendi que Deus NUNCA nos será plenamente compreensível, pois é algo que vai além da compreensão. Mas de alguma forma devemos refinar esta nossa incompreensão para até onde nos for possível, naquilo que o Espiritismo vem chamar desenvolvimento da Intuição.
Estes ensinos são semelhantes porque guardam ligação com uma verdade essencial, são emanações desta verdade, a qual chamamos Deus, Tao, Chi. Eis o verdadeiro monoteísmo, e muitos poucos de nós nos apercebemos dele.
Admiro Jesus sobretudo pelo modelo de vida que o Evangelho nos apresenta, algo se se reflete (distorcido pelas imperfeições humanas), em Fransciso de Assis e na Teologia da Libertação, por exemplo: a preferência pelos pobres, pelos fracos da Terra, pelos humildes. Ele (o "Filho do Homem") nos dá a prova inequívoca de que Deus (o Tao, o Chi), nos dá tudo aquilo de que realmente necessitamos, assim como provê aos pássaros e aos lírios, e eis a nova definitiva chaga: a falta de fé no porvir, e descrença no poder do Universo, e a crença única e exclusivamente em nós mesmos, geralmente um nós individualista, que não percebe sequer o próximo ao nosso lado e quanto apoio ele pode nos dar. E assim, amadores que somos, tisnamos o quadro maravilhoso pintado por Deus (o Tao, o Chi).
Daí a necessidade de instrução, para melhor nos conhecermos e conhecermos o mundo que nos rodeia, reflexo exterior de um modo particular de ver a vida. Se essa instrução não nos tornar pessoas melhores, mais justas, mais equilibradas, mais harmonizadas com o sopro divino, de que nos servirá? Se este equilíbrio, esta harmonia, não nos torna mais tolerantes, de que nos serviu?

Enfim, o seu questionamento é a essência de tudo que a frase de Comenuis questiona:
Não seria melhor aprender que tipo de moral realmente é moral?
Recomendo uma leitura aprofundada da Didática Magna, principal obra de Comenius, de onde a citação foi retirada.

"Infeliz a instrução que não se converte em moralidade e em piedade."
Comenius (1592 - 1670)


Obrigado amigo, por este momento de reflexão, que compartilho com os amigos do blog pablosando.blogspot.com.
Paz e Bem.
Pablo

2009/10/21 Rodrigo **** <**********@ig.com.br>:
> Caro Pablo,
>
> não posso deixar de comentar sua frase do Comenius. Antes de querer
> transformar toda instrução em moralidade, não seria melhor aprender
> que tipo de moral realmente é moral?
Fiquei com a impressão
> ("piedade") que esse Comenius é cristão, e infelizmente o cristianismo
> é talvez a moralidade mais fajuta que a espécie já conheceu. Sugiro a
> vc procurar os trabalhos dos orientais, mais especificamente (não
> necessariamente nesta ordem) o budismo, taoísmo e confucionismo. Dão
> uma lavada nesse mar de superstição e "sujeitos bonzinhos" que ora nos
> assola. <Dei uma olhada na Wikipedia> Por melhor educador que ele
> tenha sido, não tenho dúvidas que o monoteísmo divide os povos.
>
> Abraços,
>
> Rodrigo ****.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

parabsemeador.gif Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muita gente, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou, ficando toda a gente de pé na ribeira; e lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram às aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha altura de terra. Mas saindo o sol se queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e crescendo os espinhos, a afogaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, XIII: 1-9 ).


Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevêm tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um. (Mateus, XIII: 18-23).


Muito já se falou sobre os "solos" (os corações, as almas dos homens) aonde semeia o semeador, e o próprio Jesus assim o fez para esclarecer aos discípulos, conforme solicitação destes (que está no hiato do trecho selecionado aqui). Interessante notar que quem semeia, na transfiguração da parábola, na revelação do seu sentido "oculto", não é quem preparou o "solo", pois cada um é lavrador de si próprio, e tampouco o semeador colhe o fruto do seu trabalho, que fica a cargo do "dono do terreno", que haverá de colher "segundo suas próprias obras", isto é, conforme houvera lavrado a terra. Obviamente, cada semente plantada renderá conforme a qualidade do solo, dentro da ótica da parábola. Muito já foi dito, lido e estudado sobre estes solos de que a Humanidade é formada. Gostaria aqui de trazer a nossa reflexão sobre o semeador e a sua tarefa de semear.
Primeiramente, quem é o semeador? A princípio, poderíamos pensar que Jesus falava dele próprio, e muitas vezes somos levados a este raciocínio, pois ele é o maior de todos os semeadores que este planeta já conheceu, olhemos para nós, para as incontáveis congregações religiosas do planeta, frutos deste semear de Jesus, em solos que ainda precisam, na sua imensa maioria de alguma correção, para que dêem os frutos mais adequados. Entretanto, a mim parece que o semeador é todo aquele que a isso se propõe, ou seja, é todo aquele que se propõe a pregar a "palavra de Deus", que é a nossa semente em questão. Então, o semeador sou eu neste momento, é você no seu tempo, somos todos nós na nossa prática diária, pois na verdade, saimos todos a semear aos quatro ventos, e nos importa considerar que sementes andamos a carregar na nossa algibeira, e isso me faz lembrar da parábola subsequente deste capítulo de Mateus, a do trigo e do joio, mas esta fica para um outro momento.
Prestemos atenção que o nosso semeador em questão sai a semear e não escolhe terreno: lança suas sementes ao caminho, na terra espinhosa, entre pedras e em bom solo, assim como deve ter semeado às margens dos rios e, quem sabe, até mesmo no oceano. Essa prática pode nos parecer pouco eficaz dentro de uma lógica agrícola terrena, mas aqui não é alimento para o corpo que se busca alcançar, mas o alimento da alma. O semeador planta o futuro, planta a semente da Boa Nova, em que todos nós nos reconheceremos enquantos filhos de Deus, alinhados com o seu pensamento e a sua harmonia, que reina na Creação.
Se a semente encontra um bom solo, ela germina e dará frutos, conforme a vitalidade do solo. Mas também, conforme a qualidade da semente. Não é assim na nossa agricultura, procuramos as melhores e mais produtivas sementes? Pois bem, voltamos à questão das sementes que carregamos conosco. Daí a importância do estudo e da prática evangélica, da boa moral, da ética a que cada um deve se dedicar em conhecer e vivenciar, pois a semeadura é livre, mas inevitável, e a colheita será obrigatória. E os frutos da nossa plantação? Haverão de ser semeados em outras terras, outros solos, infinitamente e por todos nós.
Voltemos àquelas sementes que não germinaram. Fosse na lógica agrícola terrestre, abandonaríamos os solos improdutivos e buscaríamos os solos mais adaptados, e muitas vezes é assim que fazemos. "Não é assim que agem os publicanos?" Nos perguntaria Jesus . É preciso recuperar os solos alterados, as áreas degradas, porque todo solo guarda em si o potencial da grande colheita: ele começa dando 10 por 1, e vai ampliando a sua produtividade! Como é que isso acontece? É que parte da produção derrama-se sobre o próprio solo, nutrindo-o, fortalecendo-o. E mesmo aquele solo duro, espinhoso ou pedreguento, de semente em semente vai se tornando apto a receber a derradeira semente, porque os semeadores estão aí, incessantemente, nos dois planos da vida. Um dia, essa semente há de brotar e frutificar, e que dia maravilhoso, pra quem planta e, principalmente, pra quem vai colher...
É pode vir o vento, a enxurrada, que a riqueza do solo nutrido da "Palavra de Deus", da Boa Nova, do Evangelho não se vai com as itempéries. A traça não roi e a ferrugem não desgasta, pois são os tesouros do Céu, guardados na arca dos nossos corações, na imagem de uma pequena semente, de onde pode nascer uma castanheira, uma samaúma, mas também pode nascer o joio, se não tivermos cuidado de procurar saber de quê é esta semente.
Então, meus irmãos, lavremos o próprio solo, nos preparando para receber a semente, e saiamos a semear por aí, indiscriminadamente. Vamos trazer a reflexão de hoje para este nosso momento: Será que as sementes que eu carrego comigo são de boa qualidade? Será que eu não posso trabalhar o melhoramento, a produtividade da minha semente? Com certeza que sim! E o solo de cada um aqui, será que está nas melhores condições? Com certeza que não! Porque sempre poderemos ser melhores do que somos.
Que a Paz e o Amor de Deus estejam sempre presentes em nossas vidas!

(Reflexões para uma palestra no Centro Espírita Allan Kardec)

sábado, 17 de outubro de 2009

3º Congresso Espírita Brasileiro: Eu Vou!


E a Sandra também. Assim seja!
Pois é, embalados por amigos espíritas em Rio Branco estamos embarcando nesta jornada.
Amigos de Brasília, estamos procurando um abrigo na capital para esses dias (16 a 18 de abril de 2010) .
Os principais palestrantes convidados são Divaldo Franco e Raul Teixiera, mas os três dias estarão repletos de atividades culturais e mesas redondas com outras personalidades do movimento espírita mundial. O tema principal é o Centenário de encarnação de Chico Xavier e toda a sua obra.
Se você se interessou, corra que as vagas pro auditório principal estão acabando. Mas haverão salas com telões, para todos poderem assistir (bem que eles poderiam jogar esses vídeos online, né?).
Mais informações no site: www.100anoschicoxavier.com.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A refundação da Aliança dos Povos da Floresta

Acompanhando Marina "Nina" Kahn, coordenadora do Subcomponente 2.3 do Programa ARPA (Participação comunitária), encontrei o Centro Yorenka Ãtame em festa: estava sendo realizada uma grande oficina para a elaboração do Plano de Manejo da RESEX Alto Juruá, com a participação de mais de 120 representantes de 80 comunidades da REAJ.
Foi muito bom rever velhos amigos da reserva, bem como conhecer uma nova geração de lideranças que está despontando...
Mas, o que mais me emocionou foi perceber a re-união de antigos aliados, que estiveram distantes por um bom tempo: extrativistas e indígenas compartilhando, novamente, um ideal. A primeira aliança foi realizada para proteger os territórios tradicionais de seringueiros e indígenas, sobretudo a criação das primeiras Reservas Extrativistas. Depois, cada um parece ter tomado caminhos distintos. Lembro de um encontro, acho que foi o 3º, em que os indígenas dispontavam muito adiante dos seringueiros nas suas proposições...
Pois bem: a REAJ passou um tempo nebuloso, que culminou com o seu presidentes preso por envolvimento com tráfico de dorgas. Triste episódio que muito ensinou aos Povos da Floresta.
Mas, rei morto, rei posto: a Associação Ashaninka, APIWTXA, juntamente com a Comissão Pró-Índio, muito colaboraram para a realização de uma nova assembléia para a ASAREAJ.
E os primeiros resultados dessa parceria estão sendo colhidos: os indíos Ashaninka estão ajudando os extrativistas a recomporem a sua vegetação, ocupada por pastagens e capoeiras cansadas da agricultura, através de Sistemas Agroflorestais, bem como outras iniciativas, como a criação de abelhas sem ferrão. Os próximos passos devem ser a cração de tracajás consorciados com peixes em açudes.
Tudo isso materializou-se do Astral no último dia 20, quando lideranças Ashaninka e da REAJ assinaram um Termo de Cooperação referente a estas iniciativas, junto aos representantes comunitários. Durante o encontro, foram apresentados vídeos dos Ashaninka, mostrando os rumos tomados pelos indígenas nesses últimos 10 anos, principalmente. As imagens, e a realidade de uma escola de saberes tradicionais coordenadas pelos Ashaninka fizeram os moradores da REAJ avaliarem seus rumos e propor novos direcionamentos, que devem transparecer nas regras a serem estabelecidas no Plano de Manejo.
VIVA O POVO SERINGUEIRO!!! VIVA O POVO INDÍGENA!!!
LONGA VIDA A ALIANÇA DOS POVOS DA FLORESTA!!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Amor meu, uma saudadezinha apaixonada......
E gostaria que soubesse, acho até que sabe, que para mim és fonte de alegria!
Encontro em ti uma ilha de paz e carinho, encontro tudo que poderia desejar numa relação de afeto, que só me inspira a mais firme esperança.
Encontro em ti a felicidade plena, que só pode existir num contexto de amor profundo e verdadeiro.
Contigo acalmo-me e tranqüilizo-me, pois sei da força que és capaz de me transmitir, sei das boas energias que fluem em direção a mim, sei do reconfortante aconchego que só posso encontrar em teus braços e afagos.
Espero que me vejas, também, como um lugar seguro para guardar este tesouro que é teu coração.

Te Amo.......
para sempre
Sandra

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Charge - Marina no PV


Marina Presidente!!!

Bom conselho (conto espírita)

Essa veio do meu amigo virtual Manuel. Muito boa, como tudo o que é exposto aqui...

O Preto Velho

Dando início a uma destas reuniões mediúnica num centro espírita orientado pela doutrina de Allan Kardec, foi feita a prece de abertura por um dos presentes. Iniciando-se as manifestações, pequenas mensagens de consolo e apoio, foram dadas pelos desencarnados aos membros da reunião.
Quando se abriu o espaço destinado à comunicação de Espíritos
necessitados, ocorreu o inesperado: a médium Letícia fica sob a influência de um Espírito.
O dirigente, como sempre fez nos seus vinte e tantos anos de prática
espírita, deu-lhe as boas-vindas, em nome de Jesus.
- Seja bem-vindo, meu irmão, nesta casa de caridade, disse-lhe Dr.
Anestor.
O espírito respondeu:
- Boa noite, Fio. Suncê me dá licença prá eu me aproximá de seus
trabalhos, Fio?".
- Claro, meu companheiro, nosso centro espírita está aberto a todos os que desejam progredir, respondeu o diretor da mesa.
Todos os presentes perceberam que a entidade comunicante era um
preto-velho, a entidade continuou:
-"Vósmecê não tem aí uma cachacinha prá eu bebê, Fio?".
- Não, não temos, disse-lhe Dr. Anestor. Você precisa se libertar destes costumes que traz dos terreiros, que é o de ingerir bebidas alcoólicas. O Espírito precisa evoluir, completou o dirigente.
- Vósmecê num tem aí um pito? Tô com vontade de pitá um cigarrinho, Fio.
- Ora, meu irmão, você deve deixar o mais breve possível este hábito
adquirido nas práticas de terreiro, se é que queres progredir. Que
benefícios traria isso a você?
O preto-velho respondeu:
- Preto-véio gostou muito de suas falas, mas suncê e mais alguns dos
médiuns não faz uso do cigarro, Fio? Suncê mesmo num toma suas
bebidinhas nos fins de sumana? Vós mecê pode me explicá a diferença que
tem o seu Espírito que beberica `whisky' lá fora, do meu Espírito que quer beber aqui dentro? Ou explicá prá mim, a diferença do cigarrinho que suncês fuma na rua, daquele que eu quero pitar aqui dentro, Fio?
Dr. Anestor não pôde explicar, mas resolveu arriscar: - Ora, meu amigo,
nós estamos num templo espírita e é preciso respeitar os trabalhos de
Jesus. O preto-velho retrucou, agora já não mais falando como caipira:
- Caro dirigente, na escola espiritual da qual faço parte, temos aprendido que o verdadeiro templo não se constitui nas quatro paredes a que chamais centro espírita. Para nós, estudiosos da alma, o templo da verdade é o do Espírito. E é ele que está sendo profanado com o uso do álcool e do fumo, como vêm procedendo os senhores. Vosso exemplo na sociedade, perante os estranhos e mesmo seus familiares, não tem sido dos melhores. O hábito, mesmo social, de beber e fumar deve ser combatido por todos os que trabalham na Terra em nome do Cristo. A lição do próprio comportamento é fundamental na vida de quem quer ensinar.
Houve grande silêncio diante de tal argumentação segura. Pouco depois, o Espírito continuou:
- Suncê me adescurpa a visitação que fiz hoje, e o tempo que tomei do seu trabalho. Vou-me embora para donde vim, mas antes, Fio, queria deixar a suncês um conselho: que tomem cuidado com suas obras, pois, como diria Nosso Sinhô', tem gente coando mosquito e engolindo camelos.

- Cuidado, irmãos, muito cuidado. Preto-véio deixa a todos um pouco da
paz que vem de Deus. Ficam meus sinceros votos de progresso a todos os
que militam nesta respeitável Seara".
Dado o conselho, afastou-se para o mundo invisível. Dr. Anestor ainda quis perguntar-lhe o porquê de falar "daquela forma", mas não houve resposta.
No ar ficou um profundo silêncio, uma fina sensação de paz e uma
importante lição para todos meditarem.

Notícias de MT

Meu amor,
Estou em Marechal Thaumaturgo, no Yorenka. O voo foi tranquilo, furamos algumas nuvens e pegamos alguma turbulência, natural prum voo a tarde.
Quando cheguei não sabia muito bem para onde ir. Daí um "mensageiro" me disse que o Figueiredo estava aqui no Yorenka, que tava acontecendo uma reunião. Achei que era do Funbio, e que iria participar da minha viagem com a Nina. Pra minha surpresa, tava rolando uma oficina de elaboração do Plano de Manejo da REAJ! Foi muito legal, reencontrar os velhos amigos da Reserva, e conhecer mais alguns: são 120 representantes de 80 comunidades!!
Encontrei o Augusto, que parece meio esgotado com a maratona, mas tá muito satisfeito. Disse que a coisa tá difícil mesmo é em casa, pois já são dois meses fora... Tu sabe como é, né? ;^)
Complementando, encontrei Marta e Pacca voltando da Apiwtxa, e a Mariana Pantoja. Estamoso todos aqui na Yorenka. Devo permanecer por aqui até sexta, quando chega a Cleusa da SOS, pra irmos pro Grajaú-Triunfo. A Nina é uma "senhora", super bacana, daquelas super envolvidas, sabe? Devemos ficar por aqui pra fechar os relatórios da Apiwtxa, que pra ela é o mais essencial. Talvez iremos até o  Kaxixa...
Pois é, tá sendo muito legal, o lugar é mesmo muito lindo, não tinha vindo ainda aqui. Vi o Benke rapidamente, não conversamos muito.
Não liguei porque não botei os pés na "vila". Qualquer coisa vou lá amanhã, pra ouvir a voz de vocês, e comprar banana.
Reunimos Mariana, Marta e eu: juntamos as comidinhas e fizemos uma ceia com banana, mamão, gramixó, aveia e granola. Show de bola.
Enfim está excelente. Se tu estivesse aqui ia ser ainda mais.
Amo vocês, e já tô com um pouco de saudade, foi tudo muito corrido...
Beijo a todas.
Eu

PS: Sorria, você está sendo filmada. Tô mandando esse meu email pro blog, pra manter atualizado. Tu te importa?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Assinatura de email da Sandra

Sandra Rocha Saldo   ¸.•*¨)
(¸.•´ ღ (¸.•*´¨¨*•*´¨¨*•.¸ღ.•*¨)

Escuta a esperança,
no silêncio da própria alma
a falar-te de futuro e de amor...
Ergue-te e caminha.
Enxuga as lágrimas e fita os Céus.
Deus que te sustentou até ontem,
sustentará hoje e sempre.
Meimei
¸.•*¨)
(¸.•´ ღ (¸.•*´¨¨*•*´¨¨*•.¸ღ.•*¨)

Já em Pelotas

Cá estou , a matar a saudadades de outros meus. A viagem foi tranquila e sem paradas, do ICMBio pro avião (sem fila no check in) do avião pro ônibus pra Pelotas.
Minto. Entre o avião e a rodoviária, encontrei Luciano (Kops), André (Rabelo) e Alexandre (Gervini). Foi muito bom matar rapidamente a saudade de amigos queridos, que a muito não via. Não encontrei com André e Luciano nas últimas férias. O papo foi rápido e descontraído (como de costume), regado a Polar e Pastel com Borda (r). Tem um mexicano que é uma delícia, e um doce de chocolate com morango. Quando vimos, faltavam dez minutos para as viste e duas, horário do meu ônibus (comprei a passagem ainda no aeroporto).
Demorei a dormir no ônibus, acho que a emoção, e por ter dormido no avião, também. Na rodoviária,, lá estava minha mãezinho, enrolada em muitos panos, a suportar o frio de Pelotas, muito maior do que em PoA).
Fomos para casa, tomamos sopa e emandamos conversas até as quatro. O Gabriel dormia, que hoje é dia de aula, e ele tinha, inclusive, uma palestra sobre crack.

É muito bom estar de volta, mesmo que momentaneamente.

Piada...

Uma "engenheira de informatica" estava ajudando um colega da empresa a configurar o computador e perguntou-lhe que senha ele queria utilizar. O homem, tentando cantá-la, disse:
- Pênis.
Ela, sem dizer uma palavra e sem rir ou se irritar, introduziu a senha. Mas não conseguiu resistir e caiu num acesso de riso quando o computador deu a resposta:
'SENHA REJEITADA: TAMANHO INSUFICIENTE.'
(mexe com quem tá quieto !!!!)

Pense numa cantada furada!
Contribuição de Iara Chagas de Avila, minha mãe...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Visita rápida ao RS

Atenção gaudérios!!! (tem alguém aí?)
Tô voltando aos pagos, pruma passadinha rápida. Visita de médico, como se diz.
Dias 3, 4 e 5 de julho estarei em Pelotas, matando a saudade dos meus, dos nossos.
Estarei em Brasília pruma reunião dia 30 e 1, daí vou aproveitar a carona pra gastar umas milhas.
Nos vemos, nos falamos.
Avisem aos amigos!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia MUNDIAL do Meio Ambiente em CZS

Viva o Meio Ambiente!!! (isto é uma ordem!)
Agitamos CZS no Dia do Meio Ambiente (que é mundial, eu não sabia, achava que era nacional, vejam quanta ignorância...)
O Ibama organizou uma caminhada e show artístico ambiental, com artistas locais e concurso de paródias.
O camarada que ia agitar a caminha deu bolo, daí fui convocado a dar a minha contribuição vocal, gritando palavras de ordem, convidando os transeuntes e falando da preservação do meio ambiente. Foi mó legal...
Outra hora coloco uns vídeos das paródia, tão muito boas, é que esqueci o HD externo no Ibama.

Paz e Bem.


Posted by Picasa

Faça uma gotinha feliz!!!

Olha a Sandra e a Ana Clara, na atividade que realizamos na comunidade Canela Fina, em comemoração ao dia do Meio Ambiente...
Ainda dei uma palestra sobre o diagnóstico que fizemos na comunidade, e apresentamos vídeos ambientais.
Tem mais no blog da AMAJ: amajurua.blogspot.com

the Power of Music

Como influenciar pessoas e virar um microssucesso na Internet...

Quem disse que uma andorinha só não faz verão?

Dá até uma esperança pra quem começa algo sozinho.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

AMAJ - Área verde Educandário

Vídeo que produzi sobre uma visita na área mais importante de serem preservadas na zona urbana de Cruzeiro do Sul.
Quem quiser ajudar, nossa ong, os Amigos das Águas, tá precisando dum apoio financeiro pra manter sua estrutura.
Assistam, e comentem!