Quem sou eu

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Espírito imortal encarnado na Terra, adquirindo valiosas experiências enquanto pai(drasto) (de 6, em graduadas relações), marido (no 2º casamento. Que seja o último!), servidor público federal e ativista ambiental, entre outras aventuras... Estive por 8 anos no Acre, voltei ao meu amado Rio Grande do Sul, tornei ao Acre, cá estou.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Meus pedidos para 2011

Querid@, amad@...

Para você, em 2011, e para sempre, tudo de Bom...

Clique aqui para assistir ao vídeo da música que sintetiza meus desejos para o Ano "que vai nascer".

Paz e Bem...ção.
Pablo

Desejo

Flávia Wenceslau

Composição: Flávia Wenceslau
Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar...

--
Cruzeiro do Sul - Acre - Brasil
skype: pablo.saldo
Telefone: 68 3322 3380
Fone/Fax: 68 3322 1291
Celular: 68 9975 3591
http://pablosando.blogspot.com
msn: pablo.saldo@ibama.gov.br
--
"Infeliz a instrução que não se converte em moralidade e em piedade."
Comenius (1592 - 1670)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011...

VIDA
Mário Quintana
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...


Dessa forma eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
A única falta que terá,

será desse tempo 
que infelizmente não voltará mais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

RENOVAÇÃO


Olá, nossas Fraternais Saudações!

Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!!
Obrigado pela companhia!!!
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

RENOVAÇÃO



Quando o espinho buscar-te o coração
E puderes dizer – bendito sejas!
Quando a pedrada visitar-te o peito
E exclamares – bendita sejas tu!

Quando a prova amargosa e redentora
Requisitar-te a casa ao pranto escuro
E lembrares que há sombras
Mais terríveis que a tua em muita gente;

Quando inclinares teus ouvidos calmos
À irritação e à cólera dos outros,
Perdoando as ofensas e esquecendo-as;

Quando a dor inspirar-te
O canto excelso e doce da esperança;

Então tua alma içada à luz Celeste,
Sob a glória da vida superior,
Viverá luminosa e preparada
Para o Reino do Amor...

 



pelo Espírito Rodrigues de Abreu - Do livro: Nosso Livro, Médium: Francisco Cândido Xavier.

cesse o nosso site: www.caminhosluz.com.br

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AGRADEÇAMOS


Olá, nossas Fraternais Saudações!

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AGRADEÇAMOS

 


Agradece ao Senhor
As mãos com que trabalhas,
O ar em que respiras,
A luz que te ilumina,
E a água em que te banhas...

És alguém que nasceu
Na escola acolhedora
Da esperança que ajuda
E da beleza excelsa,
Peregrinando em paz
Nas sendas de bondade
Que a natureza amiga,
Em nome do Senhor,
Traça divinamente
Na direção dos céus.

Aprende a servir sempre,
E a ser reconhecido
Ao Pai que te enriquece
De alegrias e dons.
Agradece! Agradece!
E terás novas portas
Descerradas e claras
Aos teus passos na fé
Para a nova ascensão...
Um coração alegre,
Aberto ao sol da graça
É jardim sublimado,
Onde a mão de Jesus
Planta as flores do bem
Para que a Terra hoje,
Amargurada e má,
Amanhã se converta
Sob a luz imortal
Do amor que nunca morre
Na casa divinal
Da eterna redenção.

 



pelo Espírito Rodrigues de Abreu - Do livro: Cartas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

EM TUDO

Hoje tem reunião geral do NGI...

Olá, nossas Fraternais Saudações!

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EM TUDO



Em tudo o aprendiz do Evangelho encontra ensejo de empregar a orientação da fraternidade pura:

- Escolhendo métodos para estudo.

- Mantendo persistência no serviço em favor do próximo.

- Elegendo a serenidade por norma de cada dia.

- Burilando ideais sadios na ação de interesses gerais.

- Aplicando teoria e prática do bem nas tarefas mais simples.

- Anotando por si mesmo a verificação das próprias deficiências.

- Exprimindo gratidão operante.

- Sustentando intenções nobres constantemente.

- Defendendo a valorização efetiva das qualidades respeitáveis 

dos companheiros que o cercam.

- Apresentando a doação espontânea de concurso pessoal a 

benefício dos outros.

Portanto, jamais percamos a visão central da meta superior a que nos dirigimos.

Com Jesus, estamos empenhados em trabalho ideal de equipe, no esforço máximo de construtividade pela eficiência da alma no culto do amor vivo, e pela criação da felicidade para todas as criaturas.

 



pelo Espírito André Luiz - Do livro: Estude e Viva, Médiuns: Francisco Cândid Xavier e Waldo Vieira.

Caso queira deixar de receber nossas mensagens, basta clicar aqui ou retorne esse com o título EXCLUIR.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

DÉCIMAS PARA O AMOR


Olá, nossas Fraternais Saudações!

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DÉCIMAS PARA O AMOR



Brigue de sombra, sorrateiro, passa,
Amar não é expandir-se
Em termos de exaltação,
Sete cores nas palavras,
Coroando a louvação!
Não é a ardente promessa
Que quase sempre professa
Do sentimento o valor!
Não é nos lábios a jura
Que com certeza assegura
A eternidade do Amor!

Não é o vínculo frágil
Da intempestiva paixão,
Que à maneira como surge
Se desfaz no coração!
Como o sopro da tormenta
Que deixa marca violenta,
Para depressa partir!
Que tem o sentido breve,
Dura o tempo do interesse,
Pois antes que aparecesse
Já começa a ruir!

Não! Não! O Amor verdadeiro
A mais alto nos conduz,
Por estradas de renúncias
Alcatifadas de luz!

É árvore generosa
Na gleba do coração!
Na benção da Caridade,
Só dá frutos da Bondade,
Só dá flores do Perdão!

 



pelo Espírito Rogaciano Leite - Do livro: Mais Amor, Médium: Francisco Cândid Xavier.

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sábado, 20 de novembro de 2010

flavia wenceslau quase primavera

Pra quem gosta de boa música, e/ou vai assistir o show de Flávia Wenceslau na Musical Importadora, em Cruzeiro do Sul, aí vai uma diga digital: o álbum Quase Primavera, da cantora, via rapidshare:
Download: flavia wenceslau quase primavera 

A pesquisa no Google também traz muito material interessante, inclusive o site oficial da cantora.
Nos vemos lá!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bezerra de Menezes, maio de 2010

Olá, nossas Fraternais Saudações!

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NOVAS RESPONSABILIDADES



Filhos da alma: que Jesus nos abençoe.

O século XXI continua guindado à mais alta tecnologia desbravando os infindáveis horizontes da ciência.

Antigos mistérios do conhecimento são desvelados. Enigmas, que permaneciam incompreensíveis, são decifrados e o materialismo sorri zombeteiro das mensagens sublimes do amor.

Paradoxalmente, os avanços respeitáveis dessas áreas do intelecto não lograram modificar as ocorrências traumáticas que têm lugar no orbe, na atualidade. No auge das conquistas das inteligências, permanecem as convulsões sociais unidas às convulsões planetárias no momento da grande transição que passa a Terra amada por todos nós.

De um momento para outro, uma erupção vulcânica arrebenta as camadas que ocultam o magma, e as cinzas – atiradas acima de 10 mil metros da superfície terrestre – modificam toda a paisagem europeia ameaçando as comunicações, a movimentação, enquanto se pensa em outras e contínuas erupções que podem vir assinaladas por gases venenosos ou por lava incandescente... Fenômenos de tal monta podem ser detectados, mas não impedidos, demonstrando que a vacuidade da inteligência não pode ultrapassar a sabedoria das leis cósmicas estabelecidas por Deus.

E Gaia – a grande mãe planetária– estorcega, enquanto na sua superfície a violência irrompe em catadupas, ameaçando a estabilidade da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral, caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das anotações bíblicas...

Poder-se-ia acreditar que o caos seria a conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra os horizontes imensos do cosmo não se encontra à matroca.

Jesus está no leme e os Seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais.

Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da beleza, do bem e do dever.

Assinalando esse período de transformação estamos convidados, encarnados e desencarnados, a contribuir em favor do progresso que nos chega de forma complexa, porém bem direcionada.

Avancemos com as hostes do Consolador na direção do porto do mundo de regeneração.

Sejam os nossos atos assinalados pelos prepostos de Jesus, de tal forma que se definam as diretrizes comportamentais.

...E que todos possam identificar-nos pela maneira como enfrentaremos dissabores e angústias, testemunhos e holocaustos, à semelhança dos cristãos primitivos que viveram, guardadas as proporções, período equivalente, instaurando na Terra o Evangelho libertador, desfigurado nos últimos dezessete séculos, enquanto, com Allan Kardec, surgiu o Consolador trazendo-nos Jesus de volta.

É compreensível, portanto, que os Espíritos comprometidos com o passado delituoso tentem implantar a desordem, estabelecer o desequilíbrio das emoções para que pontifique o mal, na versão mitológica da perturbação demoníaca. Em nome da luz inapagável daqueles momentosos dias da Galileia, particularmente durante a sinfonia incomparável das bem-aventuranças, demonstremos que a nossa é a força do amor e as nossas reflexões no mundo íntimo trabalham pela nossa iluminação.

Nos dias atuais, como no passado, amar é ver Deus em nosso próximo; meditar é encontrar Deus em nosso mundo íntimo, a fim de espargir-se a caridade na direção de todas as criaturas humanas.

Trabalhar, portanto, o mundo íntimo, não temer quaisquer ameaças de natureza calamitosa através das grandes destruições que fazem parte do progresso e da renovação, ou aquelas de dimensão não menos significativa na intimidade doméstica, nos conflitos do sentimento, demonstrando que a luz do Cristo brilha em nós e conduz-nos com segurança.

A Eurásia, cansada de tantas guerras, de destruição, da cegueira materialista, dos contínuos holocaustos de raças e de etnias, de governos arbitrários e perversos, clama por Jesus, como o mundo todo necessita de Jesus. Seus emissários, de Krishna a Bahá'u'lláh, de Moisés a Allan Kardec, de Buda aos peregrinos da não violência, de Maomé aos pacificadores muçulmanos, todos esses, ministros de Jesus, preparam-lhe, através dos milênios, o caminho para que através do Consolador – mesmo sem mudanças de diretrizes filosóficas ou religiosas – predomine o amor.

Sejam celebradas e vividas a crença em Deus, na imortalidade, nas vidas ou existências sucessivas, fazendo que as criaturas deem-se as mãos construindo o mundo de regeneração e de paz pelo qual todos anelamos...

Jesus, meus filhos, ontem, hoje e amanhã, é a nossa bússola, é o nosso porto, é a nave que nos conduz com segurança à plenitude.

Porfiai no bem a qualquer preço. Uma existência corporal, por mais larga, é sempre muito breve no relógio da imortalidade. Semeai, portanto, hoje o amor, redimindo-vos dos equívocos de ontem com segurança, agora, na certeza de que estes são os sublimes dias da grande mudança para melhor.

Ainda verteremos muito pranto, ouviremos muitas profecias alarmantes, mas a Terra sairá desse processo de transformação mais feliz, mais depurada, com seus filhos ditosos rumando para mundo superior na escalada evolutiva.

Saudamo-vos a todos os companheiros dos diversos países aqui reunidos, e em nome dos Espíritos que fazem parte da equipe do Consolador, exoramos ao Mestre inolvidável que prossiga abençoando-nos com Sua paz, na certeza de que com Ele – o amor não amado – venceremos todos os obstáculos.

Muita paz, filhos da alma e que Jesus permaneça conosco.

São os votos do servidor paternal e humílimo de sempre,

 



pelo Espírito Bezerra de Menezes - Mensagem psicofônica
recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco,
na manhã de 09 de maio de 2010,
no Encontro do Conselho Espírita Internacional,
reunido em Varsóvia, Polônia.


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PROTEÇÃO

Olá, nossas Fraternais Saudações!

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PROTEÇÃO



O trabalho que tens
Veio do amor de Deus.

A tentação que sofres,
É a prova que te apura.

O parente difícil
É um teste para o bem.

Doença que te aflija
Reajusta-te o ser.

Recorda a tempestade
Regenerando a vida.

Por trás de todo mal
Brilha a bênção de Deus.


pelo Espírito Emmanuel,
do livro: Deus Sempre,
médium: Francisco Cândido Xavier.

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sábado, 30 de outubro de 2010

O Hino da Nova República

Essa música embalava meus domingos no Teatro Avenida e no "Maçã Verde", em Pelotas, na tenra e inocente adolescência. Tem uns 30 anos e continua atualíssima!

Após longo e inóquo embate político travado na lista de discussão (literal, neste episódi)  dos Analistas Ambientais, meu coleguíssima Fernando Raeder achou a letra oportuna para o atual momento. Concordo com ele, mas acho que motivações completamente opostas, que se unem, no final...
Para aqueles que não conheceram, para aqueles que nunca esqueceram, senhoras e senhores:
O ADVENTISTA



É preciso acreditar, sempre!

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Fernando L. Raeder <...@yahoo.com.br>
Data: 30 de outubro de 2010 10:46
Assunto: [AA_Ibama] O Hino da Nova República
Para: aa_ibama@yahoogrupos.com.br


Na véspera de mais uma eleição presidencial, e após longo, enfadonho, pueril, e sectário debate nessa lista, com a cada vez mais inevitável participação dos chapa-brancas de plantão, só me resta perguntar:
- "Tem alguém aí que acredita  ?????"
O Adventista (M. Nova/F. Hummel)
Eu acredito no bem e no mal
Eu acredito no imposto predial
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcante
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito que o amor atrai
Eu acredito em mamãe e papai
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no milagre que não vem
Eu acredito nos homens de bem
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nas boas intenções
Mais este papo ja encheu os meus culhões
Eu não acredito, eu não acredito
Não vai haver amor nesta p.... nunca mais, nunca mais, nunca, nunca, nunca mais  !!!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

É preciso que ele cresça e eu diminua

Vista da janela do curso

Nosso Lar, o filme

Acabo de assistir "Nosso Lar", e o sentimento me lança a uma resenha emocionada.
Mais um primor da cinematografia "espírita", uma obra recheada de amor fraterno, oportunidades de profundas reflexões e singelas homenagens àquilo que há de mais sublime em nossa existência e aos potenciais desta almas que ainda chafurdam na materialidade.
Nem sei o que mais dizer, e tenho certeza que muitos já disseram muito e melhor do que eu poderia, pois o que sinto não se expressa em palavras, e quero levar para o mundo dos sonhos ao qual me recolho nos próximos instantes.
Ah, lembrei: Assistam!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eu no Rio

Estou no Rio de Janeiro,"Capital do melhor e do pior do Brasil". Infelizmente, os 40 graus estão pela metade: faz frio na Cidade Maravilhosa, que nem por isso perde charme ou elegância, apesar de não ser "aquele" Rio esperado por este acreúcho que não pisava estas areias desde 1994, quando aqui estivemos com os futuros colegas da FURG, na melhor viagem (neste plano) desta minha existência, deliciando-nos com o swing de Mick Jagger & Cia na turnê Voodoo Lounge.
Chegamos, vindos de Rio Branco (numa friagem tenebrosa), com conexão em Brasília, abaixo de chuva na noite do dia 3, enquanto o Brasil comemorava o 2° turno e a Tsunami Verde promovida pelo povo brasileiro em reconhecimento ao valor da nossa ilustre Marina da Floresta e do Mundo. Já eram 23:00, e o programa era acompanhar os resultados das eleições. Fui dormir sem saber se haveria 2° turno no Acre e, talvez por isso, ou talvez pela emoção de estar em tão ilustre solo, dormi pouco e um sono leve. Despertei às 6:00, tomei café em fui em busca do mar, uma vez que o hotel em que estamos fica no aterro do Flamengo, há uma quadra da praia, bem próximo de um outro em que fiquei hospedado com a turma da ETFPel numa época que nem lembro a data (alguém em ajude).
O tempo continuava encoberto, mas a cidade já dava sinais de vida após a festa da democracia: seres humanos e caninos paseando pela orla, os garis limpando os resquícios eleitorais, mais algum (pouco) lixo e as flores e folhas nas calçadas.
Reconhecendo o Rio de Janeiro (Pão de açucar ou os taxis amarelos?)
O Cristo: é preciso que ele creça e eu diminua
Me admirei com os pombos à beira-mar, aonde eu espera encontrar, quem sabe, andorinhas ou gaivotas. A água até não estava tão fria, mas o vento e a solitude do momento me desconvidaram ao banho. Talvez amanhã, ou quando o clima estiver mais propício, tenho tempo (viajo na segunda, 11/10):

Fomos para o curso do Funbio, aonde passei ainda mais frio, mas o chimarrão me salvou.
Ao longo do dia recebi comunicações da carioquíssima Virginia Gandres e do riograndino radicado no Rio, Felipe Massia Pereira. Combinamos nos encontrar, e asim vou preenchendo minha agenda, praticamente ao sabor do acaso.
Terminado o longo primeiro dia de curso, voltamos ao hotel, e saímos mais alguns colegas, em busca de alimento. Optei por saciar o espírito, e fui assistir "Nosso Lar", num cinema próximo ao hotel.
Encerrada a sessão, retornei ao hotel, posto estas mal traçadas linhas, e descubro que minha esposa tentou falar comigo via Facebook enquanto eu "perdia meu tempo" com vocês, meus amigos imaginários.

Ah, parabéns ao Tiririca (que você aprenda a escrever urgentemente, e copiando a letra do bilhete forjado) em São Paulo; ao deputado Henrique Afonso, meu candidato eleito; e a "Missionária Antonia Lucia" (que bons ventos a cassem).

Boa noite.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pablo Saldo invited you to Dropbox

Pois é, entrei na onda do DropBox. Tô achando super 10 manter meus arquivos em trabalho acessíveis em qualquer lugar, e ainda poder compartilhar alguns deles. São até 8GB grátis sincronizados "na nuvem".

Te associa a partir desse link que tu e eu ganharemos 250MB adicionais.
Pablo Saldo wants you to use Dropbox to sync and share files online and across computers.

Get started here.

- The Dropbox Team

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Manual do arquiteto descalço

Este livro é um marco na construção ecológica, com várias pequenas dicas de como fazer uma boa contrução. Encontrei-o escaneado no 4shared, e compartilho com os amigos.
Estamos pensando em comprar um terreno e construir. Aguardem notícias.
Aceitamos sugestão de bons programas para arquitetura, estou procurando.
Se encontrar algum digno, divulgo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

AMAS?

Olá, nossas Fraternais Saudações!

Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!!
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AMAS?



Por toda a parte o horror se patenteia nas rotas do crime, da defecção, da indiferença para com o bem.

Pelo mundo parece que o coração humano já não crê no restabelecimento da ordem divina, que orienta para a saúde geral, para a beleza total, para o amor.

E tu, como te movimentas pelas estradas desse orbe em conflito, que se vê a braços com tormentosos dilemas?

Tens considerado a mensagem enlouquecedora do caos? Ou buscas apoiar-te nos alicerces do amor ensinado pelo Venturoso Guia da Cruz?

Amas, enfim?

Se amas, não é preciso explicar-te os motivos dos perturbadores episódios do mundo, pois compreendes que, em sendo espíritos renascidos para retomar a conquista do progresso, estão se corrigindo das distorções dos caracteres próprios.

Se amas, já identificaste a ação de Deus na Terra, localizando os indivíduos que se encontram nos aprendizados do bem, muito próximos daqueles outros que ainda mantêm vínculos com as grotescas ou sombrias aberrações, a fim de que os primeiros tenham chances de exercitar o bom e o bem que apregoam e dizem seguir, junto aos que são baldos de qualquer sentido de vida superior.

Se amas, não te deixarás consumir pela rebeldia, ou pela ira, ou pela violência, ao perceberes os infaustos arroubos de despudorados e atormentados irmãos da estrada terrena, tendo em vista que, com base nos ensinos da reencarnação, tu te dás conta de que não és inocente, tampouco te está experimentando o Criador. Sabes que o que hoje te desassossega no mundo, está vinculado ao campo dos teus desatinos pretéritos, o que te permitirá a realização por te superares, cooperando como podes para que o mundo e os seus habitantes sejam melhorados.

Se amas, estarás sempre nutrindo-te na Fonte do Amor na Terra, que é a Mensagem de Jesus. E, por essa razão, terás sempre a visão aclarada para o fato de que, nesse momento desencontrado da humanidade, a orientação de Cima é no sentido de trabalhar incansavelmente, servir alegremente, cooperar com a Luz onde reine a sombra, ensinar onde a ignorância campeie, compreender a quem não te assimila as orientações, firmar-te na oração e na vigilância que pôr-te-ão à cavaleiro dessas influências nefastas que cavalgam sobre o planeta.

Se amas, enfim, és alguém amigo do equilíbrio e aconselha-te com as lições felizes que o Celeste Amigo deixou, para quem desejasse seguir após os Seus passos.

Assim, então, se de fato amas, sabes que deves tomar sobre os ombros a cruz dos teus compromissos, dos teus deveres; renunciar às forças do egocentrismo, esquecendo-te de ti mesmo, e seguir o Bom Amigo para sempre.

Se amas, antegozas as formosuras do mundo novo, que já se instala em teu âmago, e que fazem luzir tua existência desde agora.

 



pelo Espírito Camilo - Do livro: Revelações da Luz,
Médium: J. Raul Teixeira.


Acesse o nosso site: www.caminhosluz.com.br

domingo, 29 de agosto de 2010

Fotos georreferenciadas da BR-364

Nestas férias de agosto, fomos curtir o XI Festival do Açaí, em Feijó.
Tiramos várias fotografias na estrada, e montei um roteiro KMZ com elas, utilizando o software PhotoMapper. Foi uma primeira experiência, achei o resultado bem bacana: com os recursos de navegação do Google Earth, dá pra curtir o conjunto das fotos, pausando e clicando nas miniaturas. Confira!

A HISTÓRIA TRISTE – VOLUME 1: PANDA (Resenha)

Inspirado pelo recebimento, através do clube do livro do Universo Espírita, do livro “O mistério de Patience Worth: a história do mais extraordinário romance mediúnico”, relatando a história da tradução por Hermínio Corrêa de Miranda para o português de uma obra norte-americana por nome “A sorry tale”, comprei pela Candeia o primeiro dos 3 volumes, subentitulado “Panda”. Os outros dois “sub-chamam-se” “Hatte” e “Jesus”.
Três foram os motivos da escolha: primeiramente, meu fascínio por tudo o que escreve Hermínio Corrêa de Miranda. Comecei por “Diversidades dos Carismas” ainda em 2006,  em função de uma extensa publicidade no meio espírita quando do re-lançamento do livro do aclamado escritor de “Diálogo com as sombras”, o qual eu desconhecia  (autor e obras) até então. Lembro agora que não terminei de lê-lo, pois logo após o Clube do Livro do Universo Espírita me presenteou com “Alquimia da Mente” e este livro me cativou o interesse de tal maneira que levei meses o lendo, saboreando e refletindo sobre cada capítulo da intrincada relação entre mente e cérebro, Individualidade e personalidade. Recebi alguns outros, comprei mais alguns, e tenho um considerável compêndio de suas obras, algumas aguardando pacientemente o momento apropriado para serem por mim saboreadas. Tenho por  hábito doar meus livros à biblioteca do CEAK, aonde já residem outras obras de Hermínio Miranda, mas confesso meu apego por este pequeno conjunto, que considero tão valioso que temo por ele, apesar de com isso não permitir que outros se deleitem com tamanha profundidade na sublime escrita de HCM, como o mesmo se refere em sua obras. A maioria delas trata de estudos, compilações, teorias sobre a imortalidade da alma (o Espírito) e a sua relação com a matéria com a qual se comunica. Em “A história triste” entretanto, HCM é “apenas” o seu tradutor.
O segundo motivo são as condições nas quais o livro foi escrito: no início da década de 1910, um Espírito autodenominado Patience Worth (algo como “Digna Paciência”) comunicou-se através de uma jovem médium de nome Pearl Leonore Curran, ditando muitos poemas, vários contos e alguns poucos romances, dos quais “A sorry tale” é o mais famoso. Sua fama advém dos detalhes sobre a vida na Palestina à época de Jesus, e também pela qualidade literária da obra, escrita em um inglês vitoriano e com uso de neologismos particulares, característicos deste Espírito. A médium em questão, comprovadamente analfabeta funcional e extremamente iletrada, jamais poderia ter elaborado por si tal obra, e tudo o mais que fora comunicado por Patience. Tal fato, ao invés de dar notoriedade à obra, a levou ao ostracismo, devido ao preconceito à literatura mediúnica na época, que ainda vigora em alguns espaços literários. Cabe aqui a nota de que a obra foi escrita valendo-se de uma prancheta, ao invés da hoje costumeira psicografia.
The last, but not de least, é o fato de a obra ser mais uma daquelas que se situa nos tempos do Mestre, ainda que, aparentemente, não verse sobre ele especificamente (apesar de ele ser uma das personagens presentes neste primeiro volume e ter um volume intitulado com o seu nome), assim como é “Há dois mil anos”de Emmanuel. Mais uma vez, o escrito tem tons autobiográficos, ainda que a autora espiritual assim não o declare, mas os indícios de tal são visíveis e as notas complementares de  HCM reforçam esta idéia. Ódio (em inglês, Hate) nasce na mesma noite que Jesus, em condições semelhantes, ambos nas cercanias de Belém. Filho do futuro Imperador Tibério com uma “dançarina” de Roma, a mãe abandonada nutre tamanha mágoa com os acontecimentos pretéritos que impregna sua existência e a de seu rebento com o ódio do seu desamor, batizando o menino com o nome de Hate, mais tarde alterado pela tutora judia para Hatte no intuito de minimizar a pecha maldita.
O decurso parece óbvio: uma vida de toda sorte amaldiçoada, para o jovem e aqueles a sua volta, mas que, graças à presença de espírito, à sensibilidade e ao amor do ex-escravo Panda é suavizada e apresentada como profunda oportunidade de redenção de todos os envolvidos. Os protagonistas do livro são a escória daquele mundo, os amaldiçoados que procuram manter pura a alma apesar das mazelas a que estão submetidos:  deficiências mentais e físicas, lepra, humilhações, prisões e morte física. Os personagens transitam ao lado dos poderosos do mundo e daqueles que se supõem muita coisa, mesmo sendo quase nada.  Encontros e desencontros vão tecendo a teia da trama do longo romance (o primeiro volume tem 270 páginas, “devoradas” por mim em cerca de quinze dias).
Teia, a mãe de Hatte, é dotada de qualidades proféticas e parece prever o decurso da vida de Jesus, que parece confundir com o futuro do próprio filho, que também “herda” as faculdades da mãe. “Ele virá do Oriente” e “o sacrifício do cordeiro” são visões recorrentes de uma mediunidade descontrolada.  Ela conhece Maria, identifica suas qualidades morais e espirituais e profetiza seus infortúnios. Mais tarde, Hatte encontra-se com o jovem Jesus, que o diz que tanto Ele  quanto Hatte encontrariam o Pai, e que ambos eram irmãos. Jesus obviamente falava de Deus, mas Hatte julga tratar-se do pai desconhecido,  que ele mais tarde descobre ser da nobreza de Roma, um rei, o que confunde ainda mais o entendimento do jovem, após Jesus afirmar diante do Templo de Jerusalém que seu Pai habitava aquele lugar.
As falas e os diálogos são todos recheados de poesia e sabedoria, num texto que flui leve pelos constantes infortúnios e desventuras de seus protagonistas e da série de coadjuvantes que vão recheando a estória. Enfim, uma obra intitulada  “A história triste” (ou “Uma estória triste”, tradução literal do inglês) não poderia trazer pujança e boa-aventurança, apesar de o livro nos relembrar da importância de nos submetermos àquilo que o mundo tem para nós, com humildade e resignação. Outro bordão do livro sai da boca de Téia para ganhar a mente e o coração das outras personagens: “Ele (Deus) é sábio”. Vivamos crendo nisso...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O ANJO SERVIDOR

Olá, nossas Fraternais Saudações!

Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!!
Obrigado pela companhia!!!
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

O ANJO SERVIDOR



Quando o anjo servidor, em trabalho inadiável, alcançou o pátio repousante, onde se aglomeravam desencarnados diversos, olhou de relance para ver se descobria alguém que com ele cooperasse na tarefa que o deslocava do Céu.

Necessitava de companheiro recem-vindo da Terra e, aproximando-se das almas recentemente desembarcadas no Além, procurou, lesto, entre elas, o colaborador nas condições exigidas.

Explicou seus objetivos em poucas palavras e dirigiu-se o cavalheiro de semblante grave, perguntando:

- Meu irmão, quais são os seus planos?

– Estou aguardando a minha entrada no banquete divino – redargüiu o interpelado, sem cerimônia –, fui católico, apostólico romano. Servi a diversas congregações, jamais perdi a santa missa. Confessava-me regularmente. Recebi, centenas de vezes, a sagrada partícula, extasiado e feliz. Respeitei os sacerdotes e beijei, reverente, o anel dos meus pastores. Distribuía esmolas pela conferência a que me filiara. Honrei a memória dos santos com dilatadas penitências.

Fixou o horizonte distanciado, persignou-se e rematou:

– Louvado seja o Senhor que me salvou pelo mistério do Santíssimo Sacramento! Entrarei, contrito, na Corte Celeste! Aleluia! Aleluia!...

O emissário de Mais Alto aprovou-o, com um gesto silencioso, e passou adiante.

Pousando a atenção noutro recém-desencarnado, indagou:

– Amigo, que esperas por tua vez?

– Eu ?! – suspirou – busco a herança de meu Deus. Vivi na religião reformada. Guardei a fé, acima de tudo. Nunca faltei aos meus cultos.

Fiz a leitura diária da Bíblia, enquanto estive na Terra. Defendi os ideais evangélicos, ardorosamente. Fui combatente de Cristo, condenando-lhe os inimigos. Contava com a remuneração de meus serviços, no Juízo Final; no entanto, reconheço hoje que a minha gloria pode ser apressada. Habitarei a direita de meu Senhor para sempre.

O anjo fez sinal de aprovação e passou a um terceiro.

– Que aguardas, irmão? – interragou ele.

Radiante, o novo interlocutor observou:

– Fui espiritista. Preparo-me gostosamente para a jornada em demanda dos mundos felizes.

Doutrinei os espíritos das trevas. Pratiquei a caridade em todos os setores. Fui simples e paciente.

Em tempo algum estive ausente das minhas sessões. Cultivei a pregação sistemática dos princípios que abracei, em nome de Deus. Confiei-me invariàvelmente aos Bons Espíritos. Agora, como é natural, entrarei na posse dos meus bens eternos.

O missionário angélico aprovou-o igualmente e auscultou o seguinte:

– Que projeto traçaste, amigo? – inquiriu atencioso.

– Eu? eu? – gaguejou o companheiro a quem se dirigira, – para exprimir-me com verdade, nem eu mesmo compreendo minha presença entre os justos e piedosos. Fui trazido a este recinto constrangidamente.

E, em pranto mal contido, acrescentou, desaponto:

– Fui ateu, por infelicidade minha. Não admitia a sobrevivência da alma. Não sei, francamente, se cheguei a praticar algum bem no mundo. Apenas busquei sempre a execução dos meus deveres de humanidade, atendendo às diretrizes da reta consciência. Procurei levantar os fracos e os abatidos e proporcionar ensejos de aprendizado e serviço a ignorantes e ociosos como se o fizesse a mim mesmo, sem nenhum propósito de ser recompensado na paisagem que me surpreende. Tantos sofredores, porém, encontrei no caminho terrestre e tanto trabalho vi no Planeta aguardando braços fortes e generosos que, sabendo hoje da existência de uma Justiça Misericordiosa e Infalível no Céu, muito me envergonho da descrença que adotei na Terra, embora procurasse lutar para ser um homem digno, e, se me fosse concedido formar algum projeto, devo assegurar que meu único desejo é regressar à Terra e cooperar mais ativamente na felicidade dos nossos semelhantes.

Com surpresa, o anjo abraçou-o e convidou-o a segui-lo, esclarecendo:

– Sim, vamos. Todos os que permanecem neste este átrio de repouso merecem a bênção divina. O católico, o reformista, o espiritista e o incrédulo, suscetíveis de serem erguidos até aqui, foram, homens de elevada expressão na melhoria do mundo. Todavia, para servir imediatamente ao meu lado, prefiro o irmão que não tenha o pensamento prisioneiro do salário celestial. Preciso de um cooperador liberado das complicações de pagamento. A conta prévia costuma dificultar o trabalho.

E, sem mais delonga, desceu em companhia do ex-materialista a fim de atender a serviço urgente na Terra.

 



pelo Espírito Irmão X - Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Acesse o nosso site: www.caminhosluz.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Podcast Espírita: Qualidades da Prece

Nova série: podcast de nossas palestras no Centro Espírita Allan Kardec.
Tema da noite: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 27: Qualidades da Prece


terça-feira, 17 de agosto de 2010

CONVITE: Inauguração da Casa Telégrafo de Marina

"Não há nada mais potente do que uma ideia cujo tempo chegou"
Marina Silva na convenção do PV, citando Vitor Hugo
.

Amig@, companheir@, colega,

Inauguraremos, Sandra , Ana Clara, Lenir e eu: a nossa família;
mais uma Casa de Marina, a 1ª em Cruzeiro do Sul.
Um comitê eleitoral domiciliar, iniciativa de mais de 600 famílias em todo o Brasil.

Nosso objetivo não é fazer propaganda político-partidária, mas ajudar na divulgação de uma proposta de Nação capitaneada por uma candidatura à Presidência do País, assim como de outros candidatos que supra-partidariamente, se coadunem com esta mesma proposta, que não é de Marina ou que qualquer um, mas que "está no ar", e há aqueles que sintonizam-se mental e afetivamente com ela.

A nossa iniciativa foi batizada de "CASA TELÉGRAFO DE MARINA", não apenas por estar localizada no bairro do Telégrafo, mas porque a intenção é transmitir esta mensagem de um Novo Brasil Possível: mais digno, mais justo, mais decente. Onde a "coisa pública" serve ao povo e é respeitada; onde a sociobioversidade brasileira não se resume apenas em "recursos naturais" explorados exaustivamente, mas possui valor em si, pela integração de todos os seres na Teia da Vida e pelo exercício de respeito mútuo que devemos a todos e que há de nos levar a patamares de cidadania/florestania mais elevados.

Enfim, o sonho continua vivo nesta família, e ela quer dividi-lo com você.
Participe de nossa inauguração, ou passe noutro dia, pra tomar um chimarrão, um café, um suco, um guaraná,
e conhecer - e ajudar a construir - uma proposta de Nação que merecemos, podemos e devemos alcançar.

Endereço:
Rua Minas Gerais, 520 - Bairro do Telégrafo
Em frente à sede social do MOHAN,
Terceira casa descendo a ladeira

Inauguração
Dia 18 de agosto (quarta-feira)
19 Horas.

Com Amor,
Pablo, Sandra, Ana Clara e Lenir
A Família Rocha Saldo

domingo, 1 de agosto de 2010

Geek da Floresta

Bem, sou analista ambiental do Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade, trabalho no Parque Nacional da Serra do Divisor, em Cruzeiro do Sul, Acre, coração da Floresta Amazônica. Minha mochila procura compatibilizar o regime de trabalho ao qual estou submetido: períodos no escritório, ou em Rio Branco, Porto Velho ou Brasília;  e períodos na Unidade de Conservação,  em contato com populações tradicionais em comunidades isoladas ou em pequenos municípios .
  
O elemento principal é (1) um Acer Aspire AS1410, 2GB RAM e 250G HD. Tela de 11.6”, processador Intel Celeron, dá conta de planilhas,banco de dados, tem um software de SIG (Sistema de Informações Georreferenciadas)  instalado e permite a exibição de vídeos em tela cheia; que são armazenados, junto com o backup dos arquivos do escritório no (2) HD externo de 250GB com case X-Craft da CoolerMaster, devidamente adesivado (adesivos fluorescentes ;^) para não errar o encaixe do cabo, e acondicionado num estojo “adotado” de um roteador D-Link DWL-G730AP (que ainda não “ganhou a mata”: fica no homeoffice), e que permite o acondicionamento adicional de um hub USB 4 portas. O conjunto se completa com (3) um dvd externo  GP08NU20 da LG, e alguns discos virgens envelopados pra distribuir material pro povo da floresta, nessas paragens onde “Luz para Todos”ou gerador é uma realidade para grande parte dos moradores; e (4) um par de caixas de som SPA5200 USB da Philips. Adicionamos (5) um conjunto de cabos USB, carregadores e adaptadores de energia; além de (6a) uma longa extensão (ainda não achei uma de 3 pinos) pra poder deixar os equipamentos o mais longe do gerador possíve l, ganhar grande mobilidade e amplitude;   e (6b) alguns outros adaptadores: bluetooth,  card reader e áudio RCA (caso apareça uma caixa amplificada).
Uma (7) série de livros sobre biodiversidade e povos e comunidades tradicionias não pode faltar, praquelas horas de estudo na rede ou durante os longos deslocamentos no fundo de uma canoa , além da agenda (presente da ONG parceira), bloco de notas (com o adesivo do meu candidato ;^), lapiseira, caneta e marcador de texto, além de um apontador retrátil/laser. Ah, uma micro-lanterna Maglite, que funciona com uma pilha AAA recarregável que dura muuito tempo, acessório de um kit de sobrevivência Victorinox que não costumo utilizar.
Registrar eventos em áudio e vídeo é uma norma pessoal, então não pode faltar o (8)  Dell AXIM x50v, com várias baterias sobressalentes,  instalado software pra gravação em mp3 NoteM;  além da Canon PowerShot A620, com a qual eu fiz este registro fotográfico.  Um Cartão SD  de 2GB  em cada um garante o armazenamento de muitas fotos e vários vídeos. Com o (9) Nokia 5610 XpressMusic me comunico na cidade e ouço música na floresta, além de jogar City Bloxx e Sims 3. Em casos extremos, vira câmera de foto e vídeo e gravador de áudio. Com a promoção Vivo On e o pacote Vivo Twitando, acesso as redes sociais e recebo e envio emails. Pena o alcance da operadora ser tão restrito, a Oi já chegou nos municípios mais isolados, mas por aqui todo mundo é Vivo.  Fones de ouvido bluetooth pra conectar com o netbook ou celular, além dos fones tradicionais com prendedores nas orelhas, pra garantir hi-fi mesmo ao som de um motor de rabeta ou voadeira.
Todo o trabalho é lançado no  SIG  ou no Google Earth, onde gero mapas descritivos das atividades realizadas, então o (10) GPS é o fiel companheiro, e acabamos de receber uns modelos GPSmap 76CSx da Garmin, colorido, com cartão microSD e uma recepção excelente, registrando as coordenadas até debaixo de mata fechada. Esses brinquedinhos exigem algumas (11) boas pilhas recarregáveis, e um carregador eficiente, com tecla de refresh (descarrega totalmente antes de fazer a recarga).
Na hora do lanche (12) saches com mel, amendoim gigante do Quinari, castanha “do pará” (da amazônia) e uma cocada caseira produzida por uma senhora que passa vendendo semanalmente no escritório. Como bom gaúcho, incremento a carga com a (13) mateira do chimarrão.
Com toda essa parafernália eletrônica e sujeito às chuvas torrenciais da Amazônia, levo sempre um ou mais (14) sacos plásticos, (15) toalha super-absorvente Dry Lite e um  (16) abrigo Anorak Storm da Trilhas &Rumos.
E finalmente, ela, a estrela do post: uma (17) mochila Targus TCG650 já bem surrada pelo tempo, mas firme e forte, presente de um amigo professor da UFAC. Tudo dentro, vou de Brasília à fronteira com o Peru. Pronto pra tudo.
Promoção na promoção: mando um conjunto de DVD sobre a Serra do Divisor pro primeiro que indicar aonde está o pin botton do Instituto Chico Mendes, que utilizo nas reuniões “a paisana”.

sábado, 31 de julho de 2010

1994 - Marina Silva pro Senado

Em 1994, Marina silva foi eleita senadora pelo Acre, com 64.436 votos, 4.081 votos a frente do segundo candidato, Nabor Júnior, o qual era tido como primeiro lugar certo naquelas eleições.
Foi um marco na política acreana e nacional, a então vereadora, uma professora, ex-seringueira, vencer uma disputa de tamanho gabarito contra tradicionais políticos estaduais. Marina iniciou a disputa com 3% dos votos.
Com condições mínimas, mas muita mobilização, Marina sempre sobrepujou o poder político e financeiro de grandes caciques políticos e dos donos do poder.
É a minha primeira eleição com Marina candidata, uma vez que quando aportei em terras acreanas ela acabara de se reeleger senadora. "Não alcancei aquele tempo", como se diz por aqui, mas me caiu nas mãos recordação desses tempos que não vivi: Uma foto com os amigos Preto (de bandeira namão), Meire ("rastafari", hoje assessora do deputado Henrique Afonso) e Prof. Ivo (com o garoto no colo, hoje secretário de Educação em Cruzeiro do Sul) em manifestação no centro de Cruzeiro do Sul. Gente que sonhou, que acreditou num outro mundo possível e viu parte do sonho se realizar na eleição de Marina e de outros tantos.
 Agora, chegou a minha vez de juntar-me a eles e a outros tantos pelo Brasil e pelo Mundo, que acreditam num outro modo de fazer política, que sonham com a edificação de um Mundo em bases mais justas, dignas e solidárias.
Eu sou +1!
Marina Presidente 43.

PS: O blog do Altino traz uma excelente avaliação de quem é Marina Silva, e o tipo de política que ela faz. Confira!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Transparência e participação popular no Senado e na Câmara

Para quem se interessa pelo que acontece no Legislativo Nacional:
http://votenaweb.com.br
Apesar de não ser um site oficial, é uma excelente ferramenta de participação.
Permite a listagem e o acompanhamento dos projetos de lei tramitando e tramitados pela Câmara e pelo Senado, voto popular, conferência entre a opinião do povo e dos deputados e senadores, seleção por Estado e várias outras facilidades.
O grau de participação da população ainda é baixo, precisa de divulgação. Eis aqui a minha contribuição ;^)

Me lembrou uma conversa virtual adormecida entre os amigos de sempre, sobre as possibilidades de uso das Tecnologias da Informação na democracia brasileira.
Agora falta tramitar um PL pra tornar a iniciativa uma ferramenta oficial, e daqui a pouco não precisaremos de políticos eleitos.

Vai lá, e aprecia:
http://votenaweb.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

[AA_Ibama] artigo impactos hidrelétricas (Sevá) - grifos meus

Importante crítica à enxurrada de hidrelétricas com implementação prevista na amazônia.

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Roberta Graf <roberta.graf@gmail.com>
Data: 20 de julho de 2010 15:18

Ciência e Cultura

ISSN 0009-6725 versão impressa

Cienc. Cult. v.60 n.3 São Paulo set. 2008

 

 

ESTRANHAS CATEDRAIS. NOTAS SOBRE O CAPITAL HIDRELÉTRICO, A NATUREZA E A SOCIEDADE

Oswaldo Sevá

 

Dormia a pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações.
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais

(Chico Buarque e Francis Hime, Vai passar, 1985)

 

INTRODUÇÃO A usina hidrelétrica é um objeto construído – em geral, maior ou bem maior que todas as demais construções existentes – e equipado com máquinas e sistemas sofisticados e caros, para produzir eletricidade usando a energia dos rios. Tecnicamente, costuma ser assim analisado, e nas faculdades é ensinado apenas com esta delimitação. Só que, passados cento e vinte anos de sua implantação pioneira, construiu-se um conjunto impressionante de milhares de usinas em quase todos os países do mundo, nos rios das principais bacias fluviais de todos os continentes, exceto a Antártida. Assim, estamos imersos em um surto econômico que continua, com usinas em fase de construção e de projeto, e que vai desencadeando situações inéditas em cada local para grupos humanos que ali residem, trabalham, convivem com as obras e as usinas; um surto com efeitos que vão se sobrepondo na dinâmica dos rios e das bacias fluviais. Essas usinas se tornaram objeto de interesse único dentro do vasto campo do conhecimento humano; tais obras e tudo o quê mobilizam, materialmente e simbolicamente, podem também ser registradas na história das civilizações como uma das maiores experimentações feitas pela nossa espécie e o seu "gênio", no ímpeto de domar as forças maiores, as da natureza. Experiências vividas por milhões de pessoas, e cujas complicações continuam se revelando a cada dia e estão ainda longe de terem se desenvolvido plenamente. Se estamos aqui numa revista de Ciência e Cultura, é bom buscarmos a compreensão de todas as suas conseqüências e significados, sabendo no entanto que é impossível alcançar tal onisciência. O que vale é a busca, o resultado ainda que parcial.

INDÚSTRIA BARRAGEIRA E A ELETRIFICAÇÃO Do ponto de vista da história social e econômica, um dos fios condutores do processo é a concentração de capital nas maiores usinas, ao mesmo tempo em que se constitui um complexo industrial – financeiro, praticamente oligopolista, conhecido nos primeiros tempos como "o cartel da indústria elétrica" e agora como dam industry, conceito divulgado por McCully (1) e pela entidade International Rivers (2).

Tão notável quanto a disseminação geográfica da nova tecnologia durante o século XX, e que ainda continua, é o seu contínuo aumento de dimensões: as usinas pioneiras das décadas de 1880 a 1910 tinham uma potência instalada de centenas ou alguns milhares de quilowatts (kW); em meados do século, as maiores já contavam com máquinas para centenas de milhares de kW. Hoje a mais possante, Itaipu, no rio Paraná, inaugurada em 1982, expulsando quase 30 mil moradores do lado brasileiro (3), alcança 14 milhões de quilowatts instalados, e logo será superada pela usina chinesa Three Gorges, no rio Yang Tzé, inaugurada em 2003, cuja potência total, em fase de instalação, é 18 milhões de kW, e cujos desalojados em várias cidades e distritos rurais somam dois milhões de pessoas (4).

Tantas usinas em tantos lugares instrumentaram um processo histórico de eletrificação, conceito que compreende as várias etapas dos investimentos realizados para que se concretize a valorização dessa mercadoria especial, a energia elétrica. Processo que começa pelos canteiros de obras que desviam o rio e erigem o "paredão" trancando-o, segue pela instalação de máquinas turbo – geradoras que engolem vazões de água represada, e também pela instalação de usinas geradoras de outro tipo, as termelétricas (5); finaliza com a construção de linhas de transmissão desta eletricidade até os denominados centros de carga, onde, por meio de subestações elétricas e de linhas de distribuição e transformadores, são conectados os consumidores finais. Tais ciclos de ampliação econômica acontecem localmente, em simultâneo, e regionalmente, uns após os outros, e assim a eletrificação vai se expandindo geograficamente, concretizando o chamado "aproveitamento" de vários rios, e construindo redes extensas de cabos conectando várias usinas, atendendo consumidores finais em várias cidades e regiões inteiras que estão ligadas nas mesmas malhas do sistema elétrico. O qual, no caso brasileiro, cobre dois terços da área territorial do país, responde por mais de 90% de todo o consumo nacional, e é garantido em termos energéticos pelas hidrelétricas.

REPRESA COMO FATO FÍSICO-TERRITORIAL INÉDITO As usinas são, de fato, criações do final do século XIX, quando a tecnologia elétrica se consolidou com os dínamos, transformadores, motores, os primeiros servomecanismos mas... barrar rios e conduzir a água para outros pontos de utilização ou aproveitar ali mesmo sua força-motriz era algo praticado há séculos, ou milênios, vide os aquedutos romanos, as obras de riego dos impérios pré-colombianos nos Andes e na América Central, as rodas d'água.

A repercussão atual de tais obras é totalmente outra, pois foram sendo barrados rios cada vez maiores e mais caudalosos, as dimensões das construções se exacerbaram a ponto de algumas represas e canais serem visíveis pelos satélites e astronautas e, só por isso, são cirurgias de grande porte na paisagem terrestre. Bem além disso, estamos diante de uma somatória inusitada de alterações geográficas, geológicas, fluviais e hidrológicas e, conseqüentemente, de alterações atmosféricas e biológicas, de longo prazo, em todos os rios barrados e nas terras ribeirinhas mais próximas.

Barragens e represas têm que ser consideradas, cada uma, como um fato físico-territorial recente. Cada uma delas se sobrepôs ao que sempre foi ali o piso da vida animal e humana, seu fluxo de água aproveitada é parte do fluxo que sempre por ali passou como parte do ciclo maior da água na atmosfera.

Todas as represas se entopem, mais lentamente ou menos, e seus prédios e grandes mecanismos podem se deteriorar, logo, elas não são eternas. Estatisticamente, se rompem umas tantas por ano, outras colapsam, algumas são deliberadamente desativadas, abrindo suas comportas de vez, ou até removendo seus "paredões", conforme notícias regularmente publicadas, por exemplo, na World Rivers Review, periódico da entidade International Rivers.

São cada vez mais pesquisadas as alterações radicais nas estruturas geológica e hidrológica da área da represa existente e das projetadas, e as mudanças irreversíveis na dinâmica do rio barrado (em muitos casos, do rio mais uma vez barrado) e as alterações nos ecossistemas formados nele e em seu entorno. Temas estudados principalmente pelos geólogos, engenheiros civis, pelos hidrólogos, limnólogos, e pelos biólogos e ecólogos.

Um rio barrado não é mais um rio, é um conjunto de ecossistemas parcialmente gerenciados, esses que o povo chama "lagos" por causa de seu aspecto fotogênico, mas que são de fato reservatórios – e que são obrigatoriamente evaporatórios - e que são também infiltratórios. Sabemos, enfim, que – com as represas, a alteração irreversível do relevo oculta outras alterações das camadas da crosta terrestre, mudando os seus níveis de pressão interna, fazendo sumir a água de onde ela circulava, fazendo – a surgir onde não havia. Só que tal tipo de alterações também tem conseqüências sociais e econômicas: se cardumes desaparecem, espécies se tornam dominantes, peixamentos exóticos são feitos nas represas, aí a alimentação do povo muda; se poços d'água secam, várzeas se encharcam e enchem "por baixo", se brotam novas nascentes, ou secam as existentes, então a agricultura muda; se há vegetações submersas, emanam gases carbônicos, inclusive metano e ácidos orgânicos, afetando os vizinhos e seus bichos e plantas – e por essa razão também são temas e situações estudadas pelos pesquisadores da área social e econômica (6;7;8).

A ampliação das capacidades instaladas nas usinas se tornou um dos maiores negócios do mundo e, em função disto, praticamente se criou uma "ciência barrageira", ou seja, o tipo de conhecimento sistemático necessário para movimentar essa poderosa dam industry (2). Dentre os dogmas dessa "ciência" identificamos a crença de que serão feitas sempre mais e maiores barragens, o que se choca com a inevitável limitação geográfica (um dia todos os rios barráveis podem estar barrados); notável também é a insistência do argumento de que essa hidroeletricidade é uma "energia renovável", algo como um moto perpétuo que se renova sempre, sem limitações, sem perder nenhum atributo, sem desperdício, sem dissipação.

Aberrações à parte, o quê de fato se sabe é que a massa de água no mundo, em seus três estados físicos, é constante, e que o ciclo da água, numa escala continental-regional-oceânica, é renovável.

Essa combinação de tecnologias pesadas de modificação do relevo e de ereção de grandes prédios, com um modo singular de ocupação territorial, alagando de modo permanente superfícies da ordem de dezenas ou centenas de quilômetros quadrados, em vários casos, alguns milhares de quilômetros quadrados, - é o que caracteriza a "ciência barrageira". Uniram-se de modo duradouro às engenharias mecânicas e elétricas, para que máquinas se fabricassem e se instalassem nas casas de força das usinas – com a engenharia civil que abre, rasga, corta, fura, aterra, dinamita, remove, ergue... a obra civil feita de paredões de rocha e terra, prédios de concreto. A geologia se tornou parceira sine qua non neste empreendimento, pois é essencial escolher bem os terrenos onde fazer tais obras, onde colocar fundações e de qual tipo, onde ancorar as ombreiras dos maciços a construir e, depois, temos que prever como poderá se comportar uma crosta com um novo enorme peso de água e de concreto e ferragens onde antes havia apenas o peso e a pressão da atmosfera.

BASES CONCEITUAIS E EMPÍRICAS PARA UM CONHECIMENTO CRÍTICO Pelo fato da hidrelétrica convencional se compor também de um reservatório, – ou seja, uma massa de água renovável, porque o rio continua fluindo, embora represado – temos que somar ao antigo relevo, solos e biomassa, agora submersos, a biomassa atual mais a poluição e os sedimentos que ali afluem. No balanço hídrico, temos de retirar da água afluente o tanto que evapora e o tanto que se infiltra e tratar o sistema como trifásico (água, sedimentos, gases). Aí sim, parte da vazão da água será turbinada e parte dela, ao longo do ano, terá que ser vertida passando pelas comportas e tobogãs dos vertedouros.

A represa tem que ser estudada, portanto, como um ecossistema parcialmente construído e parcialmente operado, e sujeito a alterações progressivas e sazonais, hidrológicas e geotécnicas.

Pelo fato de ao mesmo tempo ser uma usina, a hidrelétrica só se compreende pelo conjunto formado pelo reservatório mais as obras civis (a barragem, o vertedouro, os diques, as tubulações e canais) mais o maquinário eletro-mecânico que compõe a casa de força e a subestação. Porém, como usina, tem que ser vista, é o que dizem modernamente, como uma "unidade de negócios", cuja atividade-fim é gerar e vender eletricidade, se possível, sem parar. Um negócio que atua num mercado marcadamente oligopólico, e no caso brasileiro, regulado de modo "desregulatório", por mais estranho que isso pareça. Sendo capital fixo, incorpora trabalho morto e materiais da natureza em escala ultra-intensiva, e é utilizado intensivamente, embora em condições objetivamente bastante variáveis ao longo das horas, dos meses e das décadas.

Fica tudo sujeito à degradação operacional e organizacional, e exposto a vários tipos de riscos técnicos e sociais. E, quando se articulam as duas metades inseparáveis – reservatório e usina – aí as características do caráter usina reservatório e sua conseqüente cirurgia fluvial, dificilmente vão se adequar ou se subordinar às características do caráter usina negócio – e disso advêm quase todos os problemas de operação, de desempenho e de segurança dessas instalações.

Um quadro conceitual correto tem que destacar a finitude de cada hidrelétrica – às vezes travestida de sucateamento, ou de "elevação de custos" – e explicitar antes de tudo, seu risco de integridade. Simplesmente por estarem nos rios, já ficam sujeitos às enxurradas, aos alagamentos e às temporadas de seca que caracterizam os rios no mundo todo. Os pioneiros da pesquisa social e ambiental nas hidrelétricas, Goldsmith e Hildyard (6), compilaram os casos mais conhecidos de acidentes com barragens, em vários países; dentre todas as obras implantadas entre 1930 e 1974; apresentam trinta e três situações agrupadas como "I. maiores terremotos induzidos por barragens", com sete eventos no período, com magnitude Richter acima de 5 pontos: Koyna, com 103 metros de altura, na Índia, o mais intenso; dois na Grécia: Kremasta 165m, e Maraton 63 m; dois nos EUA: Oroville, Califórnia, 236 m, e Hoover, 221 m, rio Colorado, Arizona; HsinfengKiang, 105 m, na China; Kariba, 128 m, no rio Zambéze entre os atuais Zimbabwe e Zâmbia.

Depois: "II. terremotos induzidos menos intensos", onze eventos, com magnitudes entre 3.2 e 5 pontos na escala Richter, em barragens com alturas variando de 67 m a 317 metros, localizadas nos EUA, Itália, França, Espanha, nos Bálcãs, na Turquia e na antiga União Soviética, Nova Zelândia, Austrália e Japão. Nos dois grupos, a grande maioria dos sismos ocorreu em um intervalo de tempo de menos de um ano até três anos após a formação da represa, ou seja, o primeiro enchimento completo do "lago". Poucos desses acidentes ocorreram em prazos mais longos, de sete até vinte e dois anos após a formação das represas. Ressaltam que os terremotos podem também ser causados quando os reservatórios são esvaziados, por exemplo, os casos conhecidos pela população da Califórnia, nas barragens Oroville e Mono Lake. Outro autor-chave no conhecimento crítico das hidrelétricas, Patrick McCully (1), nos fornece outra compilação da sismicidade induzida por barragens, com eventos de magnitude Richter maior que 4.0 dos quais, trinta e dois casos ocorridos em represas formadas entre os anos de 1960 e 1981. A maioria dos sismos importantes ocorreu num prazo curto, de até dois anos após o início do enchimento, outros num prazo de três a oito anos. Na mesma lista consta um caso brasileiro de sismo induzido: em 1974, com magnitude Richter 4,2 em área sob influência direta de duas represas, das hidrelétricas Porto Colômbia e Volta Grande, no rio Grande, no Triângulo Mineiro.

Um estudioso da geofísica do solo brasileiro, Miotto (9), do IPT, organizou, há vinte e cinco anos, um histórico de quarenta e sete sismos registrados na região sudeste do Brasil, com intensidade Mercator V a VI, desde 1789, com o 1º sismo registrado em Cananéia (SP), até 1982. Dentre esses, três eventos são qualificados sismos induzidos por barragens: 1) no entorno da represa de Furnas, rio Grande (MG), dia 15 de novembro de 1966, com intensidade IV a V, poucos anos após o enchimento da represa; 2) perto da usina do Cajuru, da empresa Cemig, rio Pará (MG), em 23 de janeiro de 1972, intensidade VI; 3) no entorno da usina Paraibuna, da empresa CESP, cuja represa é formada pelos rios Paraibuna e Paraitinga, na Serra do Mar (SP), dia 16 de novembro de 1977, com intensidade IV MM.

Pelo menos quatro outros sismos foram registrados em municípios próximos de represas, e em momentos em que tais represas já estavam formadas: em 18 de janeiro de 1981, em Passos (MG); no dia 11 de setembro de 1981, em Alfenas (MG), no dia 02 de maio de 1982, em Caconde (SP); no dia 25 de agosto de 1982, em Araxá (MG).

Atualizando e confirmando esse risco intrínseco, tivemos no Brasil, em junho de 2006 o esvaziamento intempestivo da represa recém-enchida Campos Novos, no rio Canoas (SC), formador do rio Uruguai, por causa de rachaduras nos túneis de desvio, com danos no revestimento de concreto da face interna do paredão de 180 metros de altura. E, agora no verão 2007-08, romperam-se duas barragens recém construídas, em usinas do tipo chamado Pequena Central Hidrelétrica (PCH): Apertadinho, próximo de Vilhena (RO), num rio formador do rio Machado, e Espora, num afluente do rio Paranaíba, extremo oeste de Goiás, ambas com os prejuízos conhecidos rio abaixo, nas fazendas, vilarejos, estradas, redes elétricas.

PROBLEMAS SÉRIOS, BEM MAIS QUE "IMPACTOS" Dentre as complicações operacionais mais freqüentes das usinas, estão certas conseqüências desastrosas por ocasião de manobras de fechamento de comportas, no primeiro enchimento da represa, e nas paradas e partidas de turbo – geradores. Como anti-exemplo, um rio enorme ficou seco por dezenas de quilômetros, durante semanas seguidas: o Tocantins, em 1998, quando fecharam as comportas da usina Serra da Mesa (GO), das empresas Furnas e VBC. Rio abaixo, na usina Lajeado (TO), quatro anos depois, uma mortandade de peixes jamais vista ocorreu à jusante da barragem, enquanto na represa, a principal praia foi interditada por motivos sanitários. Uma mortandade humana ficou pouco conhecida, na época, 1988: oitenta e oito pessoas faleceram com diarréias agudas, dentre as duas mil trezentos e noventa e duas pessoas intoxicadas, residentes na beira da represa recém-formada da usina Itaparica, da empresa Chesf, a qual alagou municípios da Bahia e de Pernambuco, ali sepultando a cidade de Petrolândia (PE), seu esgoto, seu lixo e o cemitério (10).

Para os que são ainda cientistas, investigadores da realidade e de suas contradições – os quais sabem que entre os pilares da ciência estão a dúvida sobre o conteúdo e a forma das coisas e o questionamento das aparências e das razões profundas – a situação hoje, após o surto das hidrelétricas, é outra, foi radicalmente alterada. Trata-se de rupturas e violações: a destruição dos monumentos fluviais mais maravilhosos do planeta; a acumulação primitiva de capital, fundada na expropriação dos pobres e dos nativos; a especulação e a concentração fundiária de milhares de hectares a cada represa.

 

 

A implantação de usinas hidrelétricas nos rios se constitui, no mundo todo, num campo de disputas por terrenos e posições geográficas, e resultam em re-ordenamentos fundiário e agrícola das regiões onde são implantadas. Dada a sua dimensão técnica, econômica e territorial, tornam-se fatores de desorganização social e econômica, a qual se segue uma re-organização das populações que aí residiam, e a entrada de novas atividades que se estabelecem no entorno da represa. Tais temas são pesquisados atualmente por cientistas sociais, geógrafos, antropólogos, além de economistas, agrônomos, e outros, dos quais indicamos na bibliografia (1;11;12;13).

Não deveria haver surpresa com tal caráter conflituoso das hidrelétricas, pois nas civilizações passadas, as terras ribeirinhas e o uso dos rios foram fatores de disputas entre grupos sociais e focos de conflitos de interesses econômicos e estratégicos. E continuam sendo, o quê há de novo é que agora os rios, a água e as terras ribeirinhas também vão sendo conquistadas pela indústria barrageira, para serem "geridos" em função de critérios da mercadoria eletricidade. As dimensões das represas agora se contabilizam até centenas de milhares de hectares de superfície, as maiores, dezenas de milhares, na maioria delas, e o remanejamento fundiário atinge também as áreas ocupadas por canteiros de obras e respectivos serviços alojamentos e pequenas fábricas acopladas, mais as estradas de serviço, as glebas de onde se retira madeira, areia, pedra, seixos, a faixa das linhas de transmissão. Por tudo isso, não é adequado caracterizar como "impactos" os processos sociais e territoriais da implantação de hidrelétrica; "impacto", expressão extraída da física (da parte que estuda os choques e as quantidades de movimento) tornou-se palavra meramente administrativa, prescrita para utilizar nos processos de licenciamento ambiental, mas contra-producente, e, quando se trata do conhecimento, da ciência, uma noção desviacionista.

EMBLEMAS DA EXPANSÃO CAPITALISTA Quais causas e quais processos de transformação radical poderíamos identificar no desenrolar nos projetos de mega-hidrelétricas? São os mesmos que identificamos ao analisar outros investimentos industriais de grande porte (14;11).

São engrenagens formidáveis de acumulação de capital e de mobilização de força de trabalho, de dimensões relevantes em comparação com a própria economia nacional. Algumas se tornam rapidamente e permanecem durante alguns anos os principais focos concentrados de comércio e de emprego no país ou pelo menos nos Estados onde se concentram as obras. Não é a toa que mega-projetos, inclusive hidrelétricas, encabeçam a febril plataforma do segundo governo, o Plano de Aceleração do Crescimento.

Criam – ou emendam e contrapõem aos núcleos urbanos precedentes – suas próprias cidadelas operárias, com sua segmentação de classe, autoritária e deliberadamente injusta, desde os alojamentos de "solteiros" dentro dos canteiros, os cortiços e pensões improvisadas nos "beiradões", cidades livres do outro lado do rio ou do alambrado, até os confortáveis hotéis de trânsito, clubes e salões exclusivos para executivos e engenheiros, eventualmente pesquisadores oficialmente recebidos. Lá dentro do perímetro administrativo, tudo sob regras de comportamento, bem policiado, com numerosos informantes circulando; lá fora, nos alojamentos, nas redondezas, nas firmas sub-contratadas, a "selva sem lei", os agenciadores e oportunistas fazendo o quê querem – ou quase isso – com os milhares de desempregados, expulsos da terra, peões itinerantes tentando obter alguma migalha.

Por isso, mega-obras devem ser analisadas como campos de ação dos interesses de classes e de grupos sociais. Como cenário de disputas de excelentes oportunidades de lucros e exercício de poder em âmbito extra-local e extra-nacional, combustível clássico da cadeia financeira e produtiva da obra, ao mesmo tempo nas suas duas pontas – a de fornecimento durante a construção e a de despacho de eletricidade depois de pronta e operacional, ou seja, na etapa de avanço de capital e na etapa de realização da mercadoria a ser produzida. Dentre tais competições e coligações entre interesses distintos, chama especialmente a atenção uma série de disputas prévias sobre o próprio projeto: onde será feito, se pode ser alhures ou não? Quem contratará serviços? Quem será empregado? Quais as cotas (altitudes) e locais atingidos?

E mais: a boataria deliberada e em parte incontrolável, sobre as indenizações e preços de aquisição de glebas de terra e de benfeitorias, sobre o licenciamento, sobre as compensações a serem oferecidas. Uma transformação radical, já vivida em outros locais e em outros tempos da história, é expressa por uma seqüência na qual podemos entrever a acumulação primitiva capitalista, um tipo de espasmo, rápido e intenso – que dura vários anos nas obras menores, uma a duas décadas nas maiores.

É mais, porém, do que uma fase pioneira, é continuidade do processo histórico capitalista: as grandes obras vão demarcando os ciclos de acumulação ao longo dos quase três séculos que está durando este sistema político e econômico. Primeiro ferrovias, estaleiros e portos, canais, pontes, túneis, depois as barragens, os grandes eixos de transporte e de comunicação, as mega-fábricas, refinarias, montadoras de veículos e de aparelhos. Como a dominação é sempre também política, boa parte destes surtos e ciclos é baseada em informação privilegiada: p.ex. alguns sabem antes dos demais qual a posição do eixo do barramento naquele ponto preciso do rio, quais os terrenos serão afogados até qual cota de altitude. A acumulação de capital em poucas mãos se instrumenta por meio de negociações entre partes desiguais; são muitos os que acabam sendo prejudicados. Mas são individualmente fracos, envolvidos a contra-gosto em transações forçadas; pessoas, famílias e até cidades inteiras sendo objetos de logro, de traição, de ameaças. Informação privilegiada, desigualdade notável nas negociações, poder de fogo, estas são marcas de um processo conhecido como acumulação primitiva, com os métodos típicos da expropriação de bens materiais e simbólicos das pessoas e da espoliação de comunidades humanas, aldeias, etnias.

Do lado dominante, são poderosos os meios de execução das ações: como impedir que uma carga de explosivos detone uma laje rochosa se isto já está programado e decidido? Quem resistirá a uma moto-niveladora que está arrasando um pomar e uma casa, cujos donos não tiveram como fazer valer sua recusa? Quem modificará o fechamento ou a abertura de uma comporta cuja operação está secando o rio a jusante ou, ao contrário, está baixando o nível da represa? Nesses dois casos, a operação da usina provoca prejuízos sérios para os agricultores e outras atividades beira-rio e beira-represa, e o que podem eles fazer quando estas manobras técnicas operacionais vêm determinadas por um board de despachantes – vendedores de eletricidade funcionando no Rio de Janeiro ou em Brasília?

A cada canteiro de obras, introduzem-se "para sempre" novas noções e novos valores da mercantilização, pois terras, benfeitorias, patrimônios passam a ser vistos apenas como dinheiro, e por fim, a mercantilização da própria força de trabalho e de muitas relações sociais. O investimento em si, o avanço de capital nas contratações de serviços e nas compras de insumos criam novas oportunidades de negócios assanhando as contas feitas nos gabinetes das direções financeiras e industriais. Dentro do alambrado, para dentro das guaritas, a nova lógica é o assalariamento de grandes contingentes, e assim, em poucos anos, já temos já os ingredientes básicos de uma sociedade organizada a partir das empresas capitalistas e entorno delas. Processo que poderá ser novamente observado no Brasil, especialmente em Porto Velho, capital de Rondônia, caso deslanchem as mega-obras no rio Madeira, as usinas projetadas Santo Antônio e Jirau, em fase de licenciamento e de montagem de financiamento (15).

Descontadas as partes polpudas de pagamentos feitos para grandes fornecedores de equipamentos pesados e materiais especiais, lá longe, ainda haverá um fluxo notável de dinheiro novo para os negócios locais. A circulação local de uma parte desta grande massa salarial alimenta quase tudo no entorno, farmácias, botecos, prostíbulos e lotéricas, e ainda vai sobrar uma parte para as remessas que fazem os dali para suas famílias de origem, lá longe, e outra parte para os pequenos investimentos que peões ou engenheiros do canteiro possam fazer alhures, numa fazendola, ou numa casa na capital.

Quando analisamos um conjunto de obras, num certo período da história do país, feitas ao mesmo tempo em diversas regiões, fica a certeza de que elas expressam métodos de conquista política e de colonização cultural por parte de grupos e de valores externos, "de fora", visando à ampliação de sua hegemonia. Nos últimos anos, todas as inaugurações de hidrelétricas, mesmo pequenas, e até mesmo uma simples partida de mais um grupo turbo-gerador, costumam contar com a presença do presidente e ministros da República, governadores de estado, todos reafirmando a importância da eletricidade para o progresso, nos advertindo dos "riscos de outro racionamento de energia, se os investimentos não prosseguirem", louvando os empregos ofertados pelas empreiteiras. Inaugurações de hidrelétricas há cento e vinte anos são eventos eleitoreiros, e têm sido cobertos pelos jornais, revistas, os boletins das empresas e dos sindicatos, rádios e TVs.

TANTOS LADOS DO MESMO PROBLEMA Até os anos 1980, os moradores rurais duramente atingidos, expulsos por obras de hidrelétricas no Brasil eram vítimas da chamada "remoção hidráulica", conforme mencionou numa reunião de pesquisadores em 2005 uma autoridade do setor (16). Ou então eram remanejados a grandes distâncias, induzidos a comprar lotes de empresas de colonização – como os atingidos de Itaipu (3) – ou foram levados para áreas de colonização oficial como os de Sobradinho, na Serra do Ramalho (BA). Naquela década tão profícua em movimentação política, os atingidos de várias obras foram incentivados por padres, pastores, bispos, agentes de entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Departamento Nacional de Trabalhadores Rurais da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1991, foi fundada uma federação nacional composta por movimentos de moradores, sitiantes e pequenos fazendeiros, posseiros e trabalhadores rurais e volantes, e moradores urbanos das áreas já atingidas e mais aqueles dos locais ameaçados pelas conseqüências de projetos anunciados de hidrelétricas, hoje conhecida como MAB, Movimento Nacional dos Trabalhadores Atingidos por Barragens (http://www.mabnacional.org.br).

 

 

No final da mesma década, formou-se, pela ação da diplomacia internacional e pressão de ONGs de vários países, uma Comissão Mundial sobre as Barragens, a World Comission on Dams (WCD), com patrocínio da ONU, e que aglutinou muitas informações em vários países sobre os problemas de tais obras, e produziu no ano de 2000 um relatório volumoso e rigoroso (17), marcado pela precaução e pela crítica ao modelo dominante até então (18) (disponível em http://www. dams.org).

Eis aqui uma pequena amostra de um portentoso acervo histórico, científico, cultural, onde se registra um acúmulo de eventos sociais e tecnológicos marcantes. A análise deste acervo e destes eventos é que nos vai permitindo qualificar as probabilidades de ocorrência de problemas graves, mesmo em obras que ainda não existem, que ainda são projetos e que pela lógica, poderiam ser abandonados.

Portanto, o interesse deste conhecimento histórico e desta memória profissional e social não é meramente acadêmico. O conhecimento crítico deveria se contrapor a essa pobreza intelectual, a esse maniqueísmo, e ganhar a "pauta" da agência reguladora da eletricidade, a Aneel, e das agências federal e estaduais que concedem licenças ambientais. Mas, pela lógica, também isso não ocorrerá, pois sua função ideológica é justamente essa, de impor a opção barrageira enquanto for possível, sem jamais explicitar as razões verdadeiras. Até hoje não reconhecem que a majestosa Tucuruí, que logo chegará a quase oito milhões de kW instalados, foi feita para fundir alumínio e beneficiar minérios, com os consumidores brasileiros bancando os rombos de contratos lesivos da Eletronorte com as indústrias consumidoras de energia.

Os cidadãos prejudicados e os patrimônios naturais e construídos que serão destruídos pelas obras, são vistos, nos estudos e pareceres guiados pela razão hidrelétrica cega, como "interferências" em suas obras. O fato de existirem pessoas com posses e direitos, trabalhando na área, a serem respeitadas, e patrimônios a serem defendidos, é estigmatizado como um "entrave".

 

 

UM FUTURO NÃO TÃO DEFINIDO Vai continuar se expandindo a hidroeletricidade? Sim, abstratamente poderia prosseguir até que todos os rios estivessem barrados em seus pontos mais favoráveis; na prática, ocorre o inverso, vão minguando os melhores "eixos" barráveis. Se prosseguir a disseminação de novas obras, os conflitos se agravarão.

A discussão de política energética é relevante, não nos cabe negar a pauta, só que é hoje bem outra a conversa, pois o Estado pesa cada vez menos, e os lucros vão cada vez mais para fora do país.

As limitações estão postas também pela luta política dos atingidos e outros vizinhos e usuários do rio, com a participação de dissidentes e setores da opinião pública e da opinião especializada (vários professores universitários, algumas associações profissionais, assessores de ONGs e de movimentos de atingidos) e ainda de algumas personalidades intelectuais e culturais. Se nos anos 1940, o grande músico popular Luiz Gonzaga fez e cantou seu baião de homenagem as usinas Paulo Afonso, em 1982, o poeta Carlos Drummond de Andrade conseguiu publicar sua indignação poética pelas Sete Quedas de Guaíra condenadas a submergir sob a represa de Itaipu.

Não só os gerentes do setor elétrico e os acadêmicos, mas também jornalistas, escritores e cineastas põem hidrelétricas na berlinda, elogiando ou criticando. As epopéias e os dramas das obras tornaram-se matéria-prima de documentários de época e de filmes nos EUA (19) e também no Brasil (20).

Para qualquer ampliação, temos que nos basear nos preceitos da Constituição de 1988: o rio é um bem público, usar águas depende de outorga; se houver terra indígena afetada, depende de autorização expressa dos índios e do Congresso Nacional; fazer usina depende de licença ambiental; desapropriar terras e benfeitorias depende de competências legais e deve seguir padrões econômicos aceitáveis e rituais jurídicos...e assim por diante.

Quanto aos monumentos fluviais e locais sagrados perdidos, não se trata de estudar "impactos", nem haveria qualquer efeito positivo decorrente do fato físico - territorial. Qual a compensação, afinal, pela perda das Sete Quedas de Guaíra, o maior desnível cavado pelo grande rio Paraná? E, pelo desaparecimento do Canal de São Simão no rio Paranaíba, divisa entre Minas Gerais e Goiás? E da Cachoeira e arquipélago do Marimbondo, no rio Grande? E pela adulteração do mais longo, profundo e volumoso canyon brasileiro, Xingó, que começava após as quedas do rio São Francisco em Paulo Afonso?

 

 

Em nome da ciência, e pela cultura, pelo progresso de ambas, encaremos de frente, isto sim, o fato de que uma mega-obra hidrelétrica provoca alterações de grande porte na natureza e uma transformação radical na sociedade.

E nos reconfortemos, sem baixar a guarda, pois a era do "cada vez mais grandes hidrelétricas" está bem mais próxima de seu fim do que destila a sua cara e insistente propaganda.

 

Oswaldo Sevá é engenheiro mecânico de produção, doutor em geografia humana pela Université de Paris-I e professor do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica e do curso de pós-graduação em antropologia social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua como colaborador eventual do Ministério Público e de entidades de atingidos e ambientalistas.

 

 

NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Mc Cully, P. Silenced rivers. The ecology and politics of large dams. Zed Books, London (in association with IRN, Berkeley,CA, and The Ecologist), London, 2001.        Links ]

2. A expressão "barrageiro" é utilizada no Brasil por muitos engenheiros das empresas de eletricidade, de construção civil e de fabricação de equipamentos eletromecânicos, mas, originalmente, era identificada aos técnicos e peões dos canteiros de obras de usinas. A caracterização de um conglomerado de grupos capitalistas de setores conexos e interdependentes, pivotados pelo capital financeiro elétrico, é, no Brasil, uma noção incipiente. Contudo, em língua inglesa a expressão dam industry é usada por pesquisadores e no discurso ativista dos atingidos e dos ambientalistas. P.ex., McCully (1). E também na internet, o site da International Rivers, uma frente de ONGs e movimentos, com sede em Berkeley, Califórnia. Disponível em: http://internationalrivers.org        [ Links ]

3. Germani, G. Expropriados. Terra e água: o conflito de Itaipu. Editora UFBA e Editora da Ulbra, Salvador, 2003.        [ Links ]

4. Informes sobre os problemas e conflitos havidos na construção da maior hidrelétrica mundial, Three Gorges, na China. Disponível em: http://www.threegorges probe.org        [ Links ]

5. Usina termelétrica é um conjunto movido por máquinas que convertem calor da queima de combustíveis em eletricidade, sejam caldeiras que geram vapor aproveitado depois em máquinas a pistão ou em turbinas; sejam motores ou turbinas movidos pela expansão de gases quentes.

6. Goldsmith, E., Hildyard, N. The social and environmental effects of large dams", The Sierra Club Books, San Francisco, CA., 1984.        [ Links ]

7. Scudder, T. The future of large dams – Dealing with social, environmental, institutional and political costs. Earthscan, London, 2005.        [ Links ]

8. Fearnside, P. "Hidrelétricas projetadas no rio Xingu como fontes de gases do efeito estufa: Belo Monte (Kararaô) e Babaquara (Altamira)". In Sevá Fo. A . O. (org) Tenotã Mõ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos de hidrelétricas no rio Xingu", São Paulo: IRN – International Rivers Network, pp. 204-241, 2005.         [ Links ]

9. Mioto, J. A. Mapa de risco sísmico do Sudeste brasileiro. Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), São Paulo, 1984; posteriormente, algumas de suas análises e figuras também foram publicadas na revista Ciência Hoje.        [ Links ]

10. Essas pessoas contraíram hepatotoxicoses, devido à ingestão ou contato com a água da represa, em locais próximos à antiga cidade de Petrolândia, submersa poucos dias antes, sem as devidas medidas de limpeza e descontaminação de esgotos, fossas e cemitério. Análises da água provaram a concentração de algas pigmentadas e de cianobactérias (gêneros Anabaena sp. e Mycrocistis sp.) mencionado em Confalonieri e outros, "Novas perspectivas para a saúde ambiental: a importância dos ecossistemas naturais", pp. 41-47 In: II Seminário Nacional de Saúde e Ambiente, RJ, de 9 a 13 de junho de 2002, Série Eventos Científicos 4, Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, 2002).        [ Links ]

11. Seva Fo. A. O. (organizador) Tenotã Mõ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos de hidrelétricas no rio Xingu. São Paulo: IRN – International Rivers Network, 2005. Arquivo em www.fem.unicamp.br/~seva        [ Links ]

12. Zhouri, Laschefski, Pereira (orgs) A insustentável leveza da política ambiental. Desenvolvimento e conflitos socioambientais. Editora Autêntica, Belo Horizonte: 2005.         [ Links ] E também Goodland, R. "Evolução histórica da avaliação de impacto ambiental e social no Brasil: sugestões para o complexo hidrelétrico do Xingu" pp 175-191 de Sevá Fo., A. O. (org), aqui citado.        [ Links ]

13. Rothman, F. (editor) Vidas alagadas. Conflitos socioambientais, licenciamento e barragens. Editora UFV, Viçosa, 2008.        [ Links ]

14. Seva Fo. A. O. "Conhecimento crítico das mega–hidrelétricas: para avaliar de outro modo alterações naturais, transformações sociais e a destruição dos monumentos fluviais", Anais do 2º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade (Anppas), Indaiatuba, SP, 2004. Arquivo em www.fem.unicamp.br/~seva        [ Links ]

15. Sobre o licenciamento, a implantação e os ameaçados pelos projetos das usinas Santo Antônio e Jirau, Rondônia, rio Madeira consultar os sites na internet: http://www.infraest-energ-sudamerica.org/home; http://www.riosvivos.org.br; http://www.riomadeiravivo.org; http://www.fobomade.org.bo        [ Links ]

16. O então diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, engenheiro civil Jerson Kelman, convidado como palestrante no Encontro Ciências Sociais e Barragens, na UFRJ, em junho de 2005, alegou que a situação dos atingidos atualmente seria até boa, comparando-se com a época em que eram objeto de "remoção hidráulica" por parte das empresas que construíam as barragens.

17. WCD -World Comission on Dams. Dams and development. A new framework for decision-making. The Report of the World Commission on Dams, Earthscan Publications, London: 2000.        Links ]

18. Na síntese feita por McCully: "A publicação em novembro de 2000, do relatório da Comissão Mundial de Barragens, feriu o orgulho pessoal e profissional de muitos na indústria das grandes barragens. A WCD criticou não somente o fraco desempenho dos projetos de grandes barragens, como também a corrupção, a incompetência institucional e os interesses velados que parecem impulsionar tais projetos.(...) Os mais importantes governos construtores de barragens, as associações industriais e o Banco Mundial trabalharam em conjunto para elaborar um discurso novo, pós-WCD, apresentando a grande barragem como renovável, não agressora do clima, e como uma alavanca para o alívio da pobreza". Extraído de "Backlash! Shock of WCD spurs the big dam industry into action". World Rivers Review, October 2003. Uma posição intermediária, ainda pró-barragens, porém reformista e atenta aos direitos civis e à lógica dos custos, é bem expressa pela obra de referenciada de Thayer Scudder, consultor da USAID, de ONGs internacionais, do Banco Mundial e que foi um dos comissários da WCD.        [ Links ]

19. Nos anos 1930 a 1940, a obra Hoover Dam no rio Colorado, próximo do Grand Canyon e de Las Vegas; e as obras da Tennessee Valley Authority, retratadas no filme de Elia Kazan Wild River, cujo happy end é o casamento entre uma moradora atingida pelas obras e um engenheiro da empresa! Nos anos 1970, na mesma bacia do Tennessee, em sua parte alta, nos Montes Apalache, no percurso de um trecho de rio que seria represado, passa-se o enredo de outro filme: Deliverance; e no Noroeste, o filme Northfork, enredo de Mark e Michael Polish sobre drama real da cidade e área rural atingidas em Northfork, no final dos anos 1940.

20. Por aqui, poucos exemplos: o valioso Repórter especial: Kararaô, um grito de guerra, de Delfino Araújo, TV Cultura, 1989, sobre o primeiro "pacote" de mega-projetos no Xingu; uma telenovela global (Fogo sobre terra) usava o canteiro de obras como cenário e no centro da trama estavam as terras, fazendas e a cidade de Divinéia, que iam ser "alagadas". Uma ficção baseada na história do interior do Rio de Janeiro e da política brasileira, desde os anos 1950, tendo no pivô dos conflitos uma cidadezinha e fazendas destinadas a submergir na represa da futura usina, está no filme A terceira morte de Joaquim Bolívar, de Flávio Cândido, 1999.

 

SITES INDICADOS NA INTERNET

Coordinadora de Afectados por Grandes Embalses y Trasvases, da Espanha. Disponível em: http://ww.coagret.com        [ Links ]

Entidades do rio Paraná (pesca, planície e humedales do baixo vale). Disponível em: http://www.proteger.org.ar         [ Links ]

Federação de entidades, Brasil, bacia do Prata e Pantanal. Disponível em: http://www.riosvivos.org.br        [ Links ]

Friends of Narmada River, Índia. Disponível em: http://www.narmada.org        [ Links ]

Movimento contra projetos de usinas na Patagônia chilena. Disponível em: http://ww.patagoniasinrepresas        [ Links ]

Movimento mexicano de Afectados por las Presas y en Defensa de losRíos. Disponível em: http://www.mapder.org        [ Links ]

Red Latinoamericana contra Represa. Disponível em: http://www.redlar.org        [ Links ]

Rivers Watch East and Southeast Asia. Disponível em: http://www.rwesa.org        [ Links ]

Sobre a implantação da usina Yaciretá, rio Paraná, fronteira Paraguai-Argentina, ver o site da entidade Taller Ecologista http://www.taller.org.ar/Energia         [ Links ]

Sobre os projetos de hidrelétricas nos rios Ribeira do Iguape (PR e SP) e Xingu (MT e PA), consultar o site do Instituto Sócio Ambiental em: http://www. socioambiental.org         [ Links ]

 

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