Quem sou eu

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Espírito imortal encarnado na Terra, adquirindo valiosas experiências enquanto pai(drasto) (de 6, em graduadas relações), marido (no 2º casamento. Que seja o último!), servidor público federal e ativista ambiental, entre outras aventuras... Estive por 8 anos no Acre, voltei ao meu amado Rio Grande do Sul, tornei ao Acre, cá estou.

domingo, 17 de julho de 2016

#tchauQueridas

Se nos encontrarmos e eu, aparentemente do nada, embargar a voz e marejar os olhos, me desculpe, não deve ser nada contigo. Provavelmente meu pensamento tenha voado até o meu mais recente paraíso perdido: dois dos meus maiores tesouros nesta vida, a alegria e o sentido de muitos dos meus dias, que desde um fatídico 16 de julho não estão mais tão proximas de mim, "se foram" pra capital do Acre, esse estado que não existe (imagine se existisse? )
O motivo é a crise, várias na verdade, as quais não quero mencionar aqui porque não é disso que se trata este post.
Pois é,  se foram, "logo ali", cerca de 700km de BR-364, na distância de uma carona, de R$110 do ônibus,  45 minutos de voo. E aquilo que até anteontem eu gabava - os voos executivos CZS-BSB, sem aquela escala de 12horas em Rio Branco - já não me serve tanto quanto servia. Quem me dera ter 24 horas com as minhas gurias a cada viagem que eu fizesse...
Sei que estão em muito boas mãos,  as dindas Maria e Amanda, os tios Socorro e Baiano, o primo Bê e o Billy são tudo de bom, família maravilhosa. Vão estudar,  se desenvolver, ter excelentes bons momentos. Mas eu não estarei tão presente quanto antes, todo encontro demandará um tanto de planejamento,  ainda que haja esperanca de oportunidades do ocasião...

Me oprime o coração a perspectiva dos dias futuros, respiro fundo, choro, e sigo em frente. Colher o que se planta, eis a vida...
Fiz por merecer, sabia que provavelmente aconteceria, mas entre imaginar e viver, e foi tudo tão rápido entre o decidir e ir, que não consegui me preparar adequadamente. Sei que vai passar,  tudo passa, mas tá doendo pacas!
Meu bem, as meninas, os amigos, me consolam, mas é difícil não pensar nos momentos que elas gostariam de estar conosco - como no excelente domingo no sítio do Pedro e da Iraci que passamos hoje, comemorando os 30 anos da Mille. Olho a juventude e as crianças e penso nelas. Olhos fotos, penso, projeto e marejo (quando não choro compulsivamente, com dificuldade de parar), e assim tem sido os meus dias, com esse aperto desde o dia que soube que iria acontecer.
Enfim, continua a vida, não é o fim do mundo, apenas o resto de nossas vidas. Ainda nos encontraremos, passaremos ainda muito tempo juntos, mas fica um gosto de nunca mais...