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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

01.01.2023

Que dia, mes amigues! primeiro de janeiro de 2023 entrou pra História. #euFui e trago, em primeira mão, minhas impressões sobre tudo que estamos vivendo...

É uma época fabulosa de se estar vivo e admirar -  ou não - os eventos sociopolíticos dessa nação chamada Brasil. Se formos analisar a trajetória de Luiz Inácio, mes amigues, dava outro filme, e vamos pra trilogia, como toda boa obra cinematográfica da atualidade ou blockbuster de sucesso, com perdão do pleonasmo poliglota. Nem vou me deter muito nisso, mas 'o cara" é foda e, em resumo: papai voltou.

<aqui vai uma foto ou mais de pessoas com as diversas faixas alternativas vestidas pelo povo na posse. não tirei essas fotos (podia), mas elas devem estar por aí, "nas redes">

Isso posto, vamos às emoções que florescem do fato. Esperança, Alegria, Solidariedade, PAZ voltam a ser as palavras gerais. Que alívio! que saibamos conservar esse Estado de Espírito, que ele habite em nós para sempre, amém! Superamos uma proposta bélica, beligerante, belicosa e outras tantas coisas não belas. Que desapareçam! Fora daqui! Bora voltar a sonhar, a construir esse país fabuloso, esse pedaço de chão que Deus nos deu pra "tomar de conta".

Falando em voltar a sonhar e a construir, temos uma política ambiental pra reconstruir e reelaborar e, meus amigues, que satisfação de estar no "olho do furacão" neste momento. Esperança e Alegria não cabem em mim, e choro eventualmente percebendo a beleza de tudo isso, dos atores e do cenário em geral. Admirar o povo presente na posse foi algo tocante (eu deveria ter estado mais fotógrafo ontem. tantas imagens registradas e diluídas na retina que eu poderia ter compartilhado com o mundo). Amo mes irmes...

Mas não era disso que eu ia escrever, era sobre o prazer de ser chefiado por Luiz Inácio Lula da Silva e Osmarina Marina Vaz de Lima, mais uma vez! Relembrei minha humilde trajetória, desde Cruzeiro do Sul/AC (e dantes) até aqui, o momento presente. "No tempo de Lula", o anterior, o primeiro - e segundo - era só alegria, tocando política pública de socioconservação na Amazônia. Hoje, "tecnocrata" no órgão coração (me perdoem o pleonasmo metalinguístico) dessas mesmas - e outras tantas - políticas. Acabei de passar os olhos na nova estrutura do MMA e , mes amigues, dá vontade de trabalhar nuns 3 ou 4 departamentos 😁. Quanta política boa está sendo retomada, e a casa sendo reorganizada pra evidenciar as políticas prioritárias. Particularmente, gosto muito do cantinho em que "me escondi" durante esse período trevoso que passamos, e me beneficiei tanto da política interna de trabalho remoto, que não sei se quero mexer nesse aspecto da minha vida, talvez ele seja, hoje, o meu "bem" mais precioso. Mas a tentação está a solta na Esplanada, e o futuro a Deus pertence.

Pra não me alongar em demasia, pulemos pra posse. QUE EVENTO LINDO! Que emoção "ver" (pelo telão) o homem "tomar posse". Na minha mente várias coisas poderiam ser melhoradas, mas fiquei muito satisfeito. Esperávamos um ambiente até certo ponto opressor, com revistas, policiamento ostensivo, coisa e tal, mas o povo andou quase livre pela Esplanada, apesar do embretamento medonho (me solidarizei com o gado, constrangido entre cercas)...

Depois de desembretados, o gramado da Esplanada "era nosso". Batizado de "LulaPaloosa", o "Festival do Futuro" foi um sucesso, com direito a tudo que os melhores festivais têm a oferecer: filas imensas, muita reclamação, esgotamento dos recursos, momentos inesquecíveis, encontro com amigues distantes de há muito tempo. Não posso afirmar que meu coração é vermelho, mas posso assegurar que minha cabeça, pesco e braços são 😹. Não há protetor solar que dê conta do Sol do Cerrado em dia estridente. São Pedro foi parceiro e segurou as chuva pro povo brincar. Passei o dia desejando chuva pra lavar a alma, mas Deus não deu.


Tem o colarinho branco, e também o vermelho...

Não ficamos até o final do festival, pq Lula não decretou ponto facultativo pro dia de hoje, e Adriana tinha plantão às 7h. Mas, quanta emoção, playlist selecionada a dedo, muito emocionante, esqueci 30 anos de vida e me senti com 16 anos novamente (nossa relação tem disso). Só me chateei com a qualidade do som em alguns momento meio cruciais, sobretudo Maria Rita cantando "o homem falou", e acabei de descobrir que a transmissão cortou a música pra entrevistar a Janja, mas ok...

Enfim, mes amigues, foi show, voltamos alegres e satisfeitos pra casa, pra tocar a vida que nos resta. Que o futuro seja esse vislumbre glorioso, do quanto podemos - individual e coletivamente - sermos e termos.

Pablastê!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Eu, lor e cardgames (pq twitLonger acho cringe)

 Recentemente ganhei um "regalo" da riot games br, através de uma personalidade da comunidade que prefere ficar no anonimato (#tmj), e ganhei o tão cobiçado cardback "do soquinho"! 💕 

 cardback "exclusivo" que ganhei da riot

O inusitado presente me fez refletir na minha trajetória em Legends of Runeterra e nos cardgames em geral. 

Comecei "nessa vida" quando do lançamento de Magic the Gathering no Brasil. Fui verificar datas, dizem ter acontecido em 1995, dois anos após o lançamento nos EUA, Eu teria19 anos (nasci em 1976). Na minha memória eu era mais jovem, por volta dos 16, achei que tinha sido até antes disso, mas parece contrariar os fatos.  Provavelmente fossem cartas importadas, lembro que elas eram em inglês, e isso já constrangia muito o tamanho da comunidade, mas nos encontrávamos na loja (esqueci o nome), que ficava numa galeria do calçadão da Andrade Neves, em Pelotas. Boa parte da minha farta mesada era investida nos famigerados boosters, que nos atolavam de cartas repetidas, a gente se virava com as cartas que tinha, pegava carta emprestada pra jogar torneios, uma nerdice sem tamanho 😁.

A puberdade amadureceu, e abandonei as cartinhas para me dedicar a coisas "mais adultas", tipo gurias e embriaguez 👀. Ficou pra trás, nem lembro o que fiz das cartas, talvez tenha dado pro Diego, meu irmão 9 anos mais novo. Enfim, minhas memórias antigas são um tanto o quanto nebulosas e, provavelmente, distorcidas...


Foi apenas em 2017 que retornei ao mundo fantástico dos cardgames. Pesquisando por algum "joguinho" mobile pro meu "novíssimo" Moto G5 (que ainda funciona), vi uma versão cardgame de um jogo que eu curtia muito no PC, instalei e me (re)apaixonei: o jogo era muito rápido, divertido, colorido, e os heróis misturando 2 regiões permitiam múltiplas combinações, eu passava horas jogando e assistindo as lives do Fry Em Up, que me iniciou no mundo fantástico da Twitch e ainda hoje faz lives diárias de PvZ Heroes.

Em 2018 o jogo parou de receber manutenção e atualizações, algumas missões se tornaram inexequíveis, o que me frustrou e me fez procurar alternativas. Testei HeartStone, que era inspirado em Warcraft (outro jogo do meu apreço), mas o visual e a dublagem me pareceu um tanto o quanto infantil, e tinha uma economia que me pareceu meio predatória. Nessa busca encontrei ShadowVerse, o qual gostei DEMAIS (pelas  artes belíssimas 😈, um modo história muito divertido e uns formatos pvp bem bacanas, inclusive com torneios ingame), apesar da dificuldade de um jogador iniciante e f2p em obter e craftar as cartas, e ter várias opções de decks (o sonho de todo cardgamer).

Enquanto eu me divertia com SV, um pessoal nos grupos do Facebook enviava, no paralelo, notícias de um novo cardgame que estava ainda em beta fechado, inspirado nos campeões de League of Legends, jogo que eu até tentei jogar um bocadinho, mas moba era uma coisa nova pra mim, e até hoje me atrapalho em transformar pressionar de teclas em ações em tempo real. Mas eu sabia que era coisa "quente", pois a riot games era uma das mais top desenvolvedoras de jogos eletrônicos, com campeonatos milionários, personagens carismáticos, coisa e tals.

Quando em abril de 2020 - a pandemia  estava borbulhando e o lockdown assombrava nossas vidas -  Legends of Runeterra foi lançado, corri para instalar, e o jogo, meu deus, era tudo de bom: vc ganhava muitas cartas e muitas essências podendo escolher as cartas que queria craftar pra completar seus deck e poder jogar com o meta (outro goal de todo cardgamer). Enfim: entrei de cabeça na parada, comecei a  jogar e organizar torneios, acompanhar vários streamers, interagir com a comunidade... até meu twitter eu reativei 😼.

O jogo é simplesmente muito bom:  tem a mistura de regiões que eu acho suuper interessante pro deckbuilding (ao contrário de SV que vc fica preso a arquétipos vinculados e determinados heróis), uma intensa comunidade competitiva fomentada pelo programa de torneios da riot, que nos abastece de moedas, nos permitindo comprar skins, pets, boards, emotes, sem precisar gastar dinheiro (alguns streamers trocavam moedas por pontos de sub nos seus canais também, hoje bem menos). Cheguei a ganhar alguns deles, e fiz também alguns top 4 que me garantiram muitas e muitas moedas que, inclusive, patrocinaram os passes de temporada que comprei. 


meus emblemas da Runescola

meu retrospecto no competitivo:

  • 3º Lugar no Liga Lotus, episódio 5
  • Campeão da 4ª Taça Libertadores de Runeterra
  • Campeão do Liga Lotus, episódio 10
  • 3º Lugar no Runescola Blitz #83
  • 3º Lugar no Runescola Nightfall #47

Rankeada sempre foi um problema pra mim, questão de tempo e paciência, mas ainda consegui alcançar o Mestre em 3 oportunidades, primeiramente de Endure, depois de Jinx Draven e na última oportunidade, Fizz TF , além de  decks acessórios como scouts, Lee Zoe, Lulu Jinx, Azirelia...

Minhas últimas partidas de Legends os Runeterra, e meu histórico rankeado nas temporadas

Em determinado momento da minha trajetóra autobani das minhas lineups campeões como Thresh, LeBlanc, Viego (sucumba!), Veigar, Pyke e mais recentemente, Evelynn, e me foquei em campeões de "espírito elevado", como Lux, Karma, Aphelios, Akshan... just for fun, mas no intuito de "abraçar a luz". foi divertido...

minhas maiores maestrias no Legends of Runeterra

Entretanto, recentemente, Legends of Runeterra se tornou demasiadamente complexo e demorado pro meu gosto, e me vi perdendo partidas em troneio por conta do relógio, demorando pra escolher entre as inúmeras opções ofertadas em tela, sejam feitiços, seguidores ou os mais recentes equipamentos. O grau de imprevisibilidade advindo da complexificação no lor acabou me deixando "bolado", e a mais recente Saga Darkin, e as alterações realizadas nos passes de temporada, me desmotivaram MUITO a seguir jogando, até mesmo o Caminho dos Campeões passou a me parecer muito complexo, com inúmeras missões, as quais eu nunca mais cumpriria na totalidade pq, apesar de me dedicar bastante ao jogo, minha disponibilidade na vida adulta é bem reduzida, comparado com a juventude foco do jogo, que tem "a vida inteira" pra se dedicar a ele. Muito me emociona o nosso bom desempenho nos torneios oficiais e estou torcendo fervorosamente pelo Maykas, um cara show de bola  que jogou num time do qual eu era "coach e capitão", nos primórdios do competitivo e extinta FTX, que quase se classificou pra liga principal da saudosa LBR (mas fomos ultrapassados por uma manobra de bastidores da hoje IMENSA HDR, the best Legends of Runeterra team on Earth).

No paralelo, lançaram Marvel Snap, joguinho rápido de cartas (dá pra jogar duas partidas durante uma cagada 😁💩) com os super conhecidos super heróis - e vilões - da Marvel, o qual eu tive oportunidade de jogar desde o beta, baixando o apk diretamente no tablet (que delícia é uma tela de 8 polegadas, cara). São 3 localizações em tela (me lembra pvz heroes), e o seu objetivo é vencer em pelo menos duas, ou empatar em uma e ter a maior soma de poder global, podendo ainda "trucar e retrucar" (o tal do snap), pra aumentar a aposta naquela partida, podend ganhar - ou perder - entre 1 e 8 "cubos". Jogo rápido, dinâmico, com um meta que varia constantemente conforme vão mudando localizações (as "lanes") mais presentes ao longo da semana, o lançamento frequente e gradual de novas cartas (vai passas a ser 1 por semana), uma comunidade absurdamente ativa, a estratégia cosmética, a busca por obter as cartas de seu interesse... Enfim um conjunto de características que me cativaram de tal maneira, que abandonei TODOS os outros jogos (além de lor, brinquei bastante no wild rift e no pokemon unite, depois que os moba chegaram ao mobile e passaram os botões do teclado pras telas), pra me dedicar a este em particular, o que resultou em ter alcançado o rank Infinito (o mais alto) na mais recente temporada Guerreiros de Wakanda (FOREVER!!!), o que me deu um cardback belíssimo das Dora Milage, das premiações mais estimadas que eu já recebi na minha trajetória competitiva. Vários pequenos detalhes (como títulos, avatares, skins chamadas de variantes). Fui pego no scam, ViktorKav 😁, tô pagando passe todo mês...


cardback das Dora Milage no Marvel Snap

O jogo ainda está em desenvolvimento, falta muita coisa, mas já estão prometidos o modo não rankeado, a lista de amigos, formação de guildas... Espero que lancem algum competitivo extra rank, mas até agora não falaram disso, talvez ele fique só no casual mesmo, mas sei que o pessoal tá só esperando o modo de desafiar amigos pra poder organizar torneios da comunidade.

Enfim (e nunca é o fim, percebebeu? 😎) esse conversê todo pra dizer que me considero afastado em definitivo do competitivo amador de Legends Runeterra, sem abandonar em definitivo nossa linda comunidade. Ainda acompanho vários streamers de meu apreço, assisto vários torneios da comunidade (fico me devendo um primeiro lugar num torneio da Runescola, Dudu de Nunu não deixa 😊💕) e torcerei fervorosamente pelo Brasil (aka Maykas) no mundial que inicia... amanhã? Assim como no lol e no agora ameaçado de extinção competitivo de wild rift, passo a me considerar mero expectador, por ora.

Um dos meus lemas é "nunca diga nunca". Talvez eu retorne num futuro hoje improvável, pelos fatores que enunciei lá em cima. Mas, como junto com o cardback do tamo junto a riot me mandou umas moedas - acho que que foram 3k - é possível que eu volte antes do esperado, se lançarem um passe que me atraia, ou algo que me estimule a gastá-las e retornar aos "campos de Runeterra", esse mundo fantástica que anima tantos corações e mentes.


recursos que eu tenho disponíveis no lor

Namastê! See you around...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Again & again & again (enquanto há vida, há esperança)

Eis-me aqui, diante desta tela cinza e branco do blogger, "firmemente" disposto a retomar minhas escrivinhações após looongo período de silêncio (aqui, pois por aí ando bradando coisas mil: #tchauQuerida, #eleiçõesgerais2016 #foraTodos, #PEC65não, #BiodiversidadeSIM, #legalizaSTF).
O que dizer, sobre o que escrever, neste mundo em polvorosa em que nos encontramos? Sei lá, mas o contato hoje com dois artefatos de feminilidade talvez tenha atiçado minha veia de escrivinhador, u foi a corrente de poemas que me encontrou (thanks Lu Ribas pelo elo) . Sinto a vontade de escrever, mas não sei sobre o quê. E assim vou preenchendo estes linhas, esperando a inspiração que por ora não me vem, cabeça cheia de coisas que se recusam a se manifestar neste espaço tão só meu (aqui só eu escrevo, e poucos lêem).

Enfim, vamos a trivialidades: a vida segue, muuuuita coisa mudou. No meu perfil ainda estava no Sul, e eis-me aqui, de volta ao Cruzeiro, do Sul, que fica no Norte, que fica no Acre, no meu coração, no lugar que apelidei de Juruámar (Juruá+mar, juro amar). Separado, recasado, todo enrolado (pra variar). do PV pra Rede (tentando me firmar, e fazer pra mudar), trabalhando em RESEX (Liberdade, UHU!). Passei os últimos 2 anos rebuscando o passado, repreparando o futuro, algumas coisas - as mais profundas - ainda estão em processo.

40 anos... Meu, a vida começa aos 40, definitivamente, até aqui foi um ensaio, tentativa e erro, teste. Agora parece mais pra valer, levando a vida com mais cuidado (hahaha), prestando mais atenção ao que vou fazendo (ainda que ainda hajam muitos reflexos condicionados, muitos dos quais sequer reconheço).

Popor hoje é sossó, pepessoal...
amanhã tem mais. Ou não.

domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

domingo, 19 de agosto de 2012

Terapia

UAAAAAAAHHHHH! I'm alive!! (Again...)
Mais uma tentativa de manter este blog vivo. Mas, desconfio, que ele, sendo parte de mim (pequena exteriorização da minha mente), é como eu sou: intempestivo, inconstante, intermitente e inspirado...
E sendo como eu, interminável, também ;-D

Gente, a vida não tem sido fácil nessas paragens mais ao Sul do Brasil, e pouco mais ao Norte de onde meu umbigo foi enterrado (ou outro fim que tenha sido dado a ele, provavelmente o saiba minha mãe). O retorno tem sido assim como aparenta geometricamente: um giro de 180 graus. E não pode ser encarado como um retorno estrito senso porque o Pablo que retornou é deveras diferente daquele que foi, e apenas isso já valeria uma enquete com amigos e familiares, e um estudo de minha parte.
Enfim, aqui estou eu - a bem da verdade nós, porque a minha individualidade encontra-se profundamente imersa no coletivo conhecido por família - meio cá, meio lá (ou aí, dependendo de quem lê este texto), ainda em transição. Por mais que faça mais de ano que "deixamos o Norte", o Norte não nos deixou, e as adversidades do reestabelecimento, assomadas à saudade da "vida boa" que deixamos, pesam em momentos mais tensos, e chegamos a pensar " Pra quê tudo isso?", é bate uma vontade de voltar, até mesmo de nunca ter vindo...
O fato é que o núcleo familiar anda bem diferente: uma a mais, uma a menos, e outras duas em profunda transformação. Uma pela idade crítica, a outra pelos desafios que a mudança lhe impuseram. Eu? Pra mim, continuo o mesmo, com ligeiras alterações, minha fase de mudanças radicais já passou (até que venha outra, ou eu aprenda a manter um ritmo de aperfeiçoamento constante e gradativo). Me corrijam se eu estiver errado.
Tanta mudança que nos deixa meio sem chão, e as antigas referências - que não nos servem aqui, acabam sendo apenas lembranças, e ainda idealizadas pela distância é pela saudade - acabam por nós assombrar, e o "meia volta, volver" parece a solução mais acertada.
Tudo parece difícil: o tanto de roupa por cima (e sempre) , a frieza e a indiferença características dos gaúchos, a distância da família (pois acabamos ficando "nem lá, nem cá"), fazer novas amizades (ou de resgatar as antigas), o atendimento médico precário, a falta daquele apoio doméstico que só a Lenir sabia dar... Vamos sobrevivendo, meio partidos, bastante alterados. Mesmo a proximidade com a "família do Sul" parece um tanto ilusória, pois, por mais que nos vejamos com uma frequência infinitamente maior, acabamos não vivendo a família, apenas a visitando...
Também o trabalho, por mais que seja o mesmo, e quase uma repetição daquilo que já fiz lá (ou aí), se dá em condições bem diferentes, e como já não tem pra mim o peso e a importância de outros tempos (seja porque as prioridades são outras, seja por um certo desencanto ou desilusão com o serviço público), também não estimulam, não dão ânimo. Em reconhecimento, devo admitir que a turma aqui é grande e boa, e encontrei algo (melhor dizendo, algum) que sempre quis: um chefe companheiro. E que tem sido também um grande amigo e, porque não dizer, mestre.
AINDA ASSIM, me sinto satisfeito com as escolhas feitas: mentiria se não admitisse um desejo de voltar a Juruamar, mas não agora. Voltaria com um sentimento de derrota, teria um gosto amargo na boca e um sorriso amarelo nos lábios. Mas não é isso que me impede de querer voltar agora: acredito que precisamos viver nossas escolhas, acreditar naquilo que nosso coração intuiu como o melhor pra nós. Superadas algumas adversidades momentâneas, aceitas aquelas permanentes, passar esse tempo que nos cabe passar, pra daí pensar em "voltar", ou seguir adiante. O futuro, a Deus pertence!
Justiça seja feita, temos contado com vários apoios importantes, sobretudo do grupo de Amor Exigente da escola da Ana Clara, onde a família é o centro da discussão; além dos colegas do ICMBio; e, óbvio, de minha mãe querida, que, sei, sofre um tanto calada (outro tanto nem tão).
PS: o título do post se justifica pelo "por pra fora", pelo Amor Exigente, mas sobretudo - e chega a ser uma anedota familiar - por ter sido rascunhado enquanto eu lavava a louça acumulada de alguns dias. É muito importante ter-a-pia: lavamos a alma!

sábado, 9 de julho de 2011

A palavra é... SOLIDÃO

Estou passando por uma situação inusitada: acostumado com um núcleo familiar, agora, de 8 pessoas; acostumado com grandes (em vários sentidos) equipes e turmas, me vejo, neste exato instante, e desde ontem à noite, solitário...
Não que estar sozinho me seja estranho, às vezes, muitas vezes, me sinto só, mesmo acompanhado ou repleto de gente ao meu redor. As inúmeras viagens me dão momentos passageiros de solidão, mas este é mais extenso.
É a solidão do trabalho no final de semana em Mostardas que me atinge agora: distante da família, distante dos colegas, distante dos amigos, só. Ainda "meio-analista", com a capacidade de ir e vir limitada pela ausência de uma ordem de serviço que me coloque um veículo à disposição, ainda procurando re-ordenar e encontrar os documentos, em um computador no qual não sou o administrador, que não tem a minha cara, o meu jeito, me sinto desconfortável e só.
Só e com frio, diga-se de passagem. Busquei uma música que expressasse este sentimento, mas não encontrei no baú da memória. Lembrei de "Preta Pretinha" dos novos baianos, mas ela não expressa o sentimento de forma adequada (assim espero), pois ela projeta a solidão para adiante.
Sei que esta é uma sensação passageira, que logo vou engrenar no trabalho, que estabelecerei nova rede de contatos, que farei grandes amizades por aqui. Sei que segunda-feira estarão todos de volta ao escritório, sei que na quinta-feira estarei com a família, para uma "quase semana" feliz. Mas, neste momento, a desacostumação com a solidão me atinge, e procuro me habituar a ela, para poder curti-la, como procuro fazer com tudo que me atinge, aquilo que considero bom, e aquilo que costumamos considerar ruim ou desagradável.
Enfim, vou atrás de alimentar o corpo e a alma. Foi bom desabafar o sentimento, pra não ficar cristalizado. Deixo aqui o desconforto momentâneo, e sigo em frente.
Namastê!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Parece que chegou a hora de migrar pro Sul

Minha gente, vibrações positivas, posso estar voltando pra casa muito em breve:

PORTARIA Nº 03, DE 14 DE JANEIRO DE 2011
Regulamenta o Concurso Interno de Remoção – CIR/2011

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE resolve regulamentar o Concurso Interno de Remoção - CIR dos servidores ocupantes de cargo efetivo do Quadro de Pessoal do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade.

Art. 2º O quantitativo de vagas disponíveis por Unidades de Conservação para o CIR/2011, é o constante dos Anexos I e II desta Portaria.

PARNA DA LAGOA DO PEIXE - RS    1 vaga

Art. 7º O CIR obedecerá aos prazos constantes do Cronograma de Execução a seguir:

ETAPAS
PERÍODO
Inscrição
31/01 a 04/02/2011
Seleção pela Comissão
07 a 18/02/2011
Divulgação do resultado
21/02/2011
Recurso
22 e 23/02/2011
Julgamento dos recursos
25/02 a 01/03/2011
Resultado final
04/03/2011


O Universo conspira, a gente dá uma força, e quando vê, "já é" (como diria um carioca)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novos anos

Preparei pequena seleção de fotos e alguns vídeos de antigos Reveillons passados desde a minha chegada à Juruámar.
Como você poderá perceber, a mudança é a única constância nas nossas vidas. Que assim seja, para todo o sempre, amém!

Este ano nos reunimos na casa do Seu Mário:



De 2010 não temos fotos, passamos na casa da D. Linda, mãe do Márcio "do Ibama".
2009, estávamos no Sul, com direito a ceia (micro)familiar e tradicional churrasco no dia seguinte. Foi a primeira vez que a "família Rocha Saldo" estava completa em férias pelo RS:





Em 2008, a reunião foi na casa do //Chico Mauro, dona Clarisse ainda estava conosco em matéria. Queimei uma camisa novinha, na brincadeira de fogueteiro, só voltei a soltar fogos neste 2011:



2007, reveillon na residência de Alderlei e Ruiter, reunião mega-familiar, com a presença de parentes distantes, e a nova safra, representada por Nauana e Bernardo:



Em 2006, a reunião foi na nossa casa, e a tônica foi a presença dos familiares "mais chegados", e os amigos mais próximos. Viramos o dia, e partimos prum churrasquito na casa do Marcondes:



Em 2005, estávamos pela primeira vez no Sul, sem câmera digital (em manutenção), e temos de lembrança esta foto no Cassino, o primeiro raiar de sol daquele ano:

De 2004-2005 - férias

2004, recém-chegado, mas já enrabichado,"virei o ano" com Sandra e minha futura família por "afinidade", na casa da tia Linei. 4 meses depois, com uma malária no meio, estaríamos morando juntos, na famosa "Casa Rosa", da rua Alagoas:

sábado, 30 de outubro de 2010

O Hino da Nova República

Essa música embalava meus domingos no Teatro Avenida e no "Maçã Verde", em Pelotas, na tenra e inocente adolescência. Tem uns 30 anos e continua atualíssima!

Após longo e inóquo embate político travado na lista de discussão (literal, neste episódi)  dos Analistas Ambientais, meu coleguíssima Fernando Raeder achou a letra oportuna para o atual momento. Concordo com ele, mas acho que motivações completamente opostas, que se unem, no final...
Para aqueles que não conheceram, para aqueles que nunca esqueceram, senhoras e senhores:
O ADVENTISTA



É preciso acreditar, sempre!

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Fernando L. Raeder <...@yahoo.com.br>
Data: 30 de outubro de 2010 10:46
Assunto: [AA_Ibama] O Hino da Nova República
Para: aa_ibama@yahoogrupos.com.br


Na véspera de mais uma eleição presidencial, e após longo, enfadonho, pueril, e sectário debate nessa lista, com a cada vez mais inevitável participação dos chapa-brancas de plantão, só me resta perguntar:
- "Tem alguém aí que acredita  ?????"
O Adventista (M. Nova/F. Hummel)
Eu acredito no bem e no mal
Eu acredito no imposto predial
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcante
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito que o amor atrai
Eu acredito em mamãe e papai
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no milagre que não vem
Eu acredito nos homens de bem
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nas boas intenções
Mais este papo ja encheu os meus culhões
Eu não acredito, eu não acredito
Não vai haver amor nesta p.... nunca mais, nunca mais, nunca, nunca, nunca mais  !!!!!