Mostrando postagens com marcador juruá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juruá. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

domingo, 19 de agosto de 2012

Terapia

UAAAAAAAHHHHH! I'm alive!! (Again...)
Mais uma tentativa de manter este blog vivo. Mas, desconfio, que ele, sendo parte de mim (pequena exteriorização da minha mente), é como eu sou: intempestivo, inconstante, intermitente e inspirado...
E sendo como eu, interminável, também ;-D

Gente, a vida não tem sido fácil nessas paragens mais ao Sul do Brasil, e pouco mais ao Norte de onde meu umbigo foi enterrado (ou outro fim que tenha sido dado a ele, provavelmente o saiba minha mãe). O retorno tem sido assim como aparenta geometricamente: um giro de 180 graus. E não pode ser encarado como um retorno estrito senso porque o Pablo que retornou é deveras diferente daquele que foi, e apenas isso já valeria uma enquete com amigos e familiares, e um estudo de minha parte.
Enfim, aqui estou eu - a bem da verdade nós, porque a minha individualidade encontra-se profundamente imersa no coletivo conhecido por família - meio cá, meio lá (ou aí, dependendo de quem lê este texto), ainda em transição. Por mais que faça mais de ano que "deixamos o Norte", o Norte não nos deixou, e as adversidades do reestabelecimento, assomadas à saudade da "vida boa" que deixamos, pesam em momentos mais tensos, e chegamos a pensar " Pra quê tudo isso?", é bate uma vontade de voltar, até mesmo de nunca ter vindo...
O fato é que o núcleo familiar anda bem diferente: uma a mais, uma a menos, e outras duas em profunda transformação. Uma pela idade crítica, a outra pelos desafios que a mudança lhe impuseram. Eu? Pra mim, continuo o mesmo, com ligeiras alterações, minha fase de mudanças radicais já passou (até que venha outra, ou eu aprenda a manter um ritmo de aperfeiçoamento constante e gradativo). Me corrijam se eu estiver errado.
Tanta mudança que nos deixa meio sem chão, e as antigas referências - que não nos servem aqui, acabam sendo apenas lembranças, e ainda idealizadas pela distância é pela saudade - acabam por nós assombrar, e o "meia volta, volver" parece a solução mais acertada.
Tudo parece difícil: o tanto de roupa por cima (e sempre) , a frieza e a indiferença características dos gaúchos, a distância da família (pois acabamos ficando "nem lá, nem cá"), fazer novas amizades (ou de resgatar as antigas), o atendimento médico precário, a falta daquele apoio doméstico que só a Lenir sabia dar... Vamos sobrevivendo, meio partidos, bastante alterados. Mesmo a proximidade com a "família do Sul" parece um tanto ilusória, pois, por mais que nos vejamos com uma frequência infinitamente maior, acabamos não vivendo a família, apenas a visitando...
Também o trabalho, por mais que seja o mesmo, e quase uma repetição daquilo que já fiz lá (ou aí), se dá em condições bem diferentes, e como já não tem pra mim o peso e a importância de outros tempos (seja porque as prioridades são outras, seja por um certo desencanto ou desilusão com o serviço público), também não estimulam, não dão ânimo. Em reconhecimento, devo admitir que a turma aqui é grande e boa, e encontrei algo (melhor dizendo, algum) que sempre quis: um chefe companheiro. E que tem sido também um grande amigo e, porque não dizer, mestre.
AINDA ASSIM, me sinto satisfeito com as escolhas feitas: mentiria se não admitisse um desejo de voltar a Juruamar, mas não agora. Voltaria com um sentimento de derrota, teria um gosto amargo na boca e um sorriso amarelo nos lábios. Mas não é isso que me impede de querer voltar agora: acredito que precisamos viver nossas escolhas, acreditar naquilo que nosso coração intuiu como o melhor pra nós. Superadas algumas adversidades momentâneas, aceitas aquelas permanentes, passar esse tempo que nos cabe passar, pra daí pensar em "voltar", ou seguir adiante. O futuro, a Deus pertence!
Justiça seja feita, temos contado com vários apoios importantes, sobretudo do grupo de Amor Exigente da escola da Ana Clara, onde a família é o centro da discussão; além dos colegas do ICMBio; e, óbvio, de minha mãe querida, que, sei, sofre um tanto calada (outro tanto nem tão).
PS: o título do post se justifica pelo "por pra fora", pelo Amor Exigente, mas sobretudo - e chega a ser uma anedota familiar - por ter sido rascunhado enquanto eu lavava a louça acumulada de alguns dias. É muito importante ter-a-pia: lavamos a alma!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mais um blogueiro no Juruá

Nosso estágiário no ICMBio e militante verde Romisson "Nawa" (essa é nova pra mim :^D) está atacando de blogueiro. Ainda tá no começo, o primeiro post é sobre nossa amada idolatrada salve salve Marina Silva. Vamos ver no que dá. Ele parece um jovem com muita coisa boa na cabeça, muito promissor.
Sucesso, Romisson!
Tô de olho ;^p

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fotos georreferenciadas da BR-364

Nestas férias de agosto, fomos curtir o XI Festival do Açaí, em Feijó.
Tiramos várias fotografias na estrada, e montei um roteiro KMZ com elas, utilizando o software PhotoMapper. Foi uma primeira experiência, achei o resultado bem bacana: com os recursos de navegação do Google Earth, dá pra curtir o conjunto das fotos, pausando e clicando nas miniaturas. Confira!

domingo, 1 de agosto de 2010

Geek da Floresta

Bem, sou analista ambiental do Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade, trabalho no Parque Nacional da Serra do Divisor, em Cruzeiro do Sul, Acre, coração da Floresta Amazônica. Minha mochila procura compatibilizar o regime de trabalho ao qual estou submetido: períodos no escritório, ou em Rio Branco, Porto Velho ou Brasília;  e períodos na Unidade de Conservação,  em contato com populações tradicionais em comunidades isoladas ou em pequenos municípios .
  
O elemento principal é (1) um Acer Aspire AS1410, 2GB RAM e 250G HD. Tela de 11.6”, processador Intel Celeron, dá conta de planilhas,banco de dados, tem um software de SIG (Sistema de Informações Georreferenciadas)  instalado e permite a exibição de vídeos em tela cheia; que são armazenados, junto com o backup dos arquivos do escritório no (2) HD externo de 250GB com case X-Craft da CoolerMaster, devidamente adesivado (adesivos fluorescentes ;^) para não errar o encaixe do cabo, e acondicionado num estojo “adotado” de um roteador D-Link DWL-G730AP (que ainda não “ganhou a mata”: fica no homeoffice), e que permite o acondicionamento adicional de um hub USB 4 portas. O conjunto se completa com (3) um dvd externo  GP08NU20 da LG, e alguns discos virgens envelopados pra distribuir material pro povo da floresta, nessas paragens onde “Luz para Todos”ou gerador é uma realidade para grande parte dos moradores; e (4) um par de caixas de som SPA5200 USB da Philips. Adicionamos (5) um conjunto de cabos USB, carregadores e adaptadores de energia; além de (6a) uma longa extensão (ainda não achei uma de 3 pinos) pra poder deixar os equipamentos o mais longe do gerador possíve l, ganhar grande mobilidade e amplitude;   e (6b) alguns outros adaptadores: bluetooth,  card reader e áudio RCA (caso apareça uma caixa amplificada).
Uma (7) série de livros sobre biodiversidade e povos e comunidades tradicionias não pode faltar, praquelas horas de estudo na rede ou durante os longos deslocamentos no fundo de uma canoa , além da agenda (presente da ONG parceira), bloco de notas (com o adesivo do meu candidato ;^), lapiseira, caneta e marcador de texto, além de um apontador retrátil/laser. Ah, uma micro-lanterna Maglite, que funciona com uma pilha AAA recarregável que dura muuito tempo, acessório de um kit de sobrevivência Victorinox que não costumo utilizar.
Registrar eventos em áudio e vídeo é uma norma pessoal, então não pode faltar o (8)  Dell AXIM x50v, com várias baterias sobressalentes,  instalado software pra gravação em mp3 NoteM;  além da Canon PowerShot A620, com a qual eu fiz este registro fotográfico.  Um Cartão SD  de 2GB  em cada um garante o armazenamento de muitas fotos e vários vídeos. Com o (9) Nokia 5610 XpressMusic me comunico na cidade e ouço música na floresta, além de jogar City Bloxx e Sims 3. Em casos extremos, vira câmera de foto e vídeo e gravador de áudio. Com a promoção Vivo On e o pacote Vivo Twitando, acesso as redes sociais e recebo e envio emails. Pena o alcance da operadora ser tão restrito, a Oi já chegou nos municípios mais isolados, mas por aqui todo mundo é Vivo.  Fones de ouvido bluetooth pra conectar com o netbook ou celular, além dos fones tradicionais com prendedores nas orelhas, pra garantir hi-fi mesmo ao som de um motor de rabeta ou voadeira.
Todo o trabalho é lançado no  SIG  ou no Google Earth, onde gero mapas descritivos das atividades realizadas, então o (10) GPS é o fiel companheiro, e acabamos de receber uns modelos GPSmap 76CSx da Garmin, colorido, com cartão microSD e uma recepção excelente, registrando as coordenadas até debaixo de mata fechada. Esses brinquedinhos exigem algumas (11) boas pilhas recarregáveis, e um carregador eficiente, com tecla de refresh (descarrega totalmente antes de fazer a recarga).
Na hora do lanche (12) saches com mel, amendoim gigante do Quinari, castanha “do pará” (da amazônia) e uma cocada caseira produzida por uma senhora que passa vendendo semanalmente no escritório. Como bom gaúcho, incremento a carga com a (13) mateira do chimarrão.
Com toda essa parafernália eletrônica e sujeito às chuvas torrenciais da Amazônia, levo sempre um ou mais (14) sacos plásticos, (15) toalha super-absorvente Dry Lite e um  (16) abrigo Anorak Storm da Trilhas &Rumos.
E finalmente, ela, a estrela do post: uma (17) mochila Targus TCG650 já bem surrada pelo tempo, mas firme e forte, presente de um amigo professor da UFAC. Tudo dentro, vou de Brasília à fronteira com o Peru. Pronto pra tudo.
Promoção na promoção: mando um conjunto de DVD sobre a Serra do Divisor pro primeiro que indicar aonde está o pin botton do Instituto Chico Mendes, que utilizo nas reuniões “a paisana”.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Páscoa na Serra

Fomos à serra do Moa, no Parque Nacional da Serra do Divisor, passar a Páscoa. "De lambuja", levamos um fotógrafo peruano-paulista "na garupa".
Curtam as fotos (essas são as nossas):

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A refundação da Aliança dos Povos da Floresta

Acompanhando Marina "Nina" Kahn, coordenadora do Subcomponente 2.3 do Programa ARPA (Participação comunitária), encontrei o Centro Yorenka Ãtame em festa: estava sendo realizada uma grande oficina para a elaboração do Plano de Manejo da RESEX Alto Juruá, com a participação de mais de 120 representantes de 80 comunidades da REAJ.
Foi muito bom rever velhos amigos da reserva, bem como conhecer uma nova geração de lideranças que está despontando...
Mas, o que mais me emocionou foi perceber a re-união de antigos aliados, que estiveram distantes por um bom tempo: extrativistas e indígenas compartilhando, novamente, um ideal. A primeira aliança foi realizada para proteger os territórios tradicionais de seringueiros e indígenas, sobretudo a criação das primeiras Reservas Extrativistas. Depois, cada um parece ter tomado caminhos distintos. Lembro de um encontro, acho que foi o 3º, em que os indígenas dispontavam muito adiante dos seringueiros nas suas proposições...
Pois bem: a REAJ passou um tempo nebuloso, que culminou com o seu presidentes preso por envolvimento com tráfico de dorgas. Triste episódio que muito ensinou aos Povos da Floresta.
Mas, rei morto, rei posto: a Associação Ashaninka, APIWTXA, juntamente com a Comissão Pró-Índio, muito colaboraram para a realização de uma nova assembléia para a ASAREAJ.
E os primeiros resultados dessa parceria estão sendo colhidos: os indíos Ashaninka estão ajudando os extrativistas a recomporem a sua vegetação, ocupada por pastagens e capoeiras cansadas da agricultura, através de Sistemas Agroflorestais, bem como outras iniciativas, como a criação de abelhas sem ferrão. Os próximos passos devem ser a cração de tracajás consorciados com peixes em açudes.
Tudo isso materializou-se do Astral no último dia 20, quando lideranças Ashaninka e da REAJ assinaram um Termo de Cooperação referente a estas iniciativas, junto aos representantes comunitários. Durante o encontro, foram apresentados vídeos dos Ashaninka, mostrando os rumos tomados pelos indígenas nesses últimos 10 anos, principalmente. As imagens, e a realidade de uma escola de saberes tradicionais coordenadas pelos Ashaninka fizeram os moradores da REAJ avaliarem seus rumos e propor novos direcionamentos, que devem transparecer nas regras a serem estabelecidas no Plano de Manejo.
VIVA O POVO SERINGUEIRO!!! VIVA O POVO INDÍGENA!!!
LONGA VIDA A ALIANÇA DOS POVOS DA FLORESTA!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Notícias de MT

Meu amor,
Estou em Marechal Thaumaturgo, no Yorenka. O voo foi tranquilo, furamos algumas nuvens e pegamos alguma turbulência, natural prum voo a tarde.
Quando cheguei não sabia muito bem para onde ir. Daí um "mensageiro" me disse que o Figueiredo estava aqui no Yorenka, que tava acontecendo uma reunião. Achei que era do Funbio, e que iria participar da minha viagem com a Nina. Pra minha surpresa, tava rolando uma oficina de elaboração do Plano de Manejo da REAJ! Foi muito legal, reencontrar os velhos amigos da Reserva, e conhecer mais alguns: são 120 representantes de 80 comunidades!!
Encontrei o Augusto, que parece meio esgotado com a maratona, mas tá muito satisfeito. Disse que a coisa tá difícil mesmo é em casa, pois já são dois meses fora... Tu sabe como é, né? ;^)
Complementando, encontrei Marta e Pacca voltando da Apiwtxa, e a Mariana Pantoja. Estamoso todos aqui na Yorenka. Devo permanecer por aqui até sexta, quando chega a Cleusa da SOS, pra irmos pro Grajaú-Triunfo. A Nina é uma "senhora", super bacana, daquelas super envolvidas, sabe? Devemos ficar por aqui pra fechar os relatórios da Apiwtxa, que pra ela é o mais essencial. Talvez iremos até o  Kaxixa...
Pois é, tá sendo muito legal, o lugar é mesmo muito lindo, não tinha vindo ainda aqui. Vi o Benke rapidamente, não conversamos muito.
Não liguei porque não botei os pés na "vila". Qualquer coisa vou lá amanhã, pra ouvir a voz de vocês, e comprar banana.
Reunimos Mariana, Marta e eu: juntamos as comidinhas e fizemos uma ceia com banana, mamão, gramixó, aveia e granola. Show de bola.
Enfim está excelente. Se tu estivesse aqui ia ser ainda mais.
Amo vocês, e já tô com um pouco de saudade, foi tudo muito corrido...
Beijo a todas.
Eu

PS: Sorria, você está sendo filmada. Tô mandando esse meu email pro blog, pra manter atualizado. Tu te importa?