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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Again & again & again (enquanto há vida, há esperança)

Eis-me aqui, diante desta tela cinza e branco do blogger, "firmemente" disposto a retomar minhas escrivinhações após looongo período de silêncio (aqui, pois por aí ando bradando coisas mil: #tchauQuerida, #eleiçõesgerais2016 #foraTodos, #PEC65não, #BiodiversidadeSIM, #legalizaSTF).
O que dizer, sobre o que escrever, neste mundo em polvorosa em que nos encontramos? Sei lá, mas o contato hoje com dois artefatos de feminilidade talvez tenha atiçado minha veia de escrivinhador, u foi a corrente de poemas que me encontrou (thanks Lu Ribas pelo elo) . Sinto a vontade de escrever, mas não sei sobre o quê. E assim vou preenchendo estes linhas, esperando a inspiração que por ora não me vem, cabeça cheia de coisas que se recusam a se manifestar neste espaço tão só meu (aqui só eu escrevo, e poucos lêem).

Enfim, vamos a trivialidades: a vida segue, muuuuita coisa mudou. No meu perfil ainda estava no Sul, e eis-me aqui, de volta ao Cruzeiro, do Sul, que fica no Norte, que fica no Acre, no meu coração, no lugar que apelidei de Juruámar (Juruá+mar, juro amar). Separado, recasado, todo enrolado (pra variar). do PV pra Rede (tentando me firmar, e fazer pra mudar), trabalhando em RESEX (Liberdade, UHU!). Passei os últimos 2 anos rebuscando o passado, repreparando o futuro, algumas coisas - as mais profundas - ainda estão em processo.

40 anos... Meu, a vida começa aos 40, definitivamente, até aqui foi um ensaio, tentativa e erro, teste. Agora parece mais pra valer, levando a vida com mais cuidado (hahaha), prestando mais atenção ao que vou fazendo (ainda que ainda hajam muitos reflexos condicionados, muitos dos quais sequer reconheço).

Popor hoje é sossó, pepessoal...
amanhã tem mais. Ou não.

domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

domingo, 9 de junho de 2013

Vir e ir; re-unir e dividir; o eterno devir

Subtítulo: “O que é que a gente não faz por amor?”

Há 294 dias (thanks Excel!) eu publicava neste blog um desabafo sobre a situação em que me (nos) encontrava(mos) após a mudança do Acre para o Rio Grande do Sul. Escrevi sobre as mudanças na estrutura familiar, as dificuldades de (re)adaptação, da saudade dos “velhos” (mas não os mais velhos) tempos. Eis que o tempo passou, e aquilo que parecia ter “gosto de derrota” nos foi ofertado com sabor de sacrifício. Voltaremos ao Acre, parece certo. Há um processo no ICMBio solicitando minha remoção, no interesse da administração, para a RESEX Riozinho da Liberdade, em Cruzeiro do Sul. O constante esvaziamento dos escritórios do Norte faz com que qualquer analista que busque o Norte encontre portas abertas, tapete vermelho e o que mais o serviço público possa lhe oferecer...

Seu Mario, vocês devem estar a par, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), e se encontra em situação delicada. O futuro a Deus pertence, mas a recuperação dele parece que será lenta, e com altos e baixos. A debilidade física afeta o psicológico, o neurológico não contribui, os muitos anos vividos e a solidão da viuvez parecem ter atingido em cheio o grande coração do meu sogro, que, de sua vontade já teria se entregue de corpo e alma a “ultima amante”. Mas, o futuro a Deus pertence, e a vida orgânica ainda persiste numa alma, me dizem, aquebrantada. A família se esforça em reverter o quadro. Sandra e Clarissa viajaram a CZS, para ajudar nos cuidados, que devem ser constantes enquanto durarem.


Por aqui a vida não se alterou substancialmente, mas a situação acaba por reforçar a decisão tomada: o constante ir e vir que, devido às características peculiares da região, se torna cada vez mais cansativo. O carro novo (um Logan, recomendo) facilita, mas não elimina as dificuldades no deslocamento Mostardas<->Pelotas: transformou diversas trocas de meios de transporte e o carregar de considerável bagagem em constantes esperas na fila da balsa e uma maior preocupação com horários da partida e chegada. Também nos ampliou a capacidade de ir e vir, e proporcionou relativa economia, é verdade. Mas, no cerne, Sandra sem melhores perspectivas, e após algumas tentativas frustradas, menos animada com o porvir profissional. De minha parte, a vida profissional até melhorou, engrenou, animou. Mas as dificuldades da “patroa” me atingem em cheio, e tudo aquilo que pode me alegrar pouco o faz, com exceção da mais recente razão do meu viver, Clarissa. Desde a viagem alegria transmutou-se em saudades. 

Ainda bem que Ana Clara ficou para me fazer companhia, devido às obrigações escolares. E, agora, é o seu destino o que mais me preocupa. Nesta fase complicada pra qualquer pessoa, o Universo a coloca num turbilhão de possibilidades, no vácuo do passo no abismo sob o qual caminhamos todos, mas do qual uma garota de 13 anos geralmente não se faz assim tão consciente. O mais óbvio seria retornar conosco à Cruzeiro, mas para quê? O que existe lá (ou aí, a depender de quem lê) para uma alma ávida por ver, conhecer e saber? Sandra volta para cuidar do pai, para próximo da família original e para perspectivas profissionais mais animadoras; eu volto para estar com Clarissa e Sandra, para, finalmente, trabalhar numa Reserva Extrativista, para viver a vida simples que gosto e sei viver; mas Ana Clara volta para quê? Acompanhar os pais? Não me parece uma resposta satisfatória, e percebo isso nela, que já manifestou o desejo de permanecer em Pelotas, onde há inúmeras possibilidades de conhecer e saber. Lembro que muito do que me motivou a deixar CZS foi dar às minhas filhas a oportunidade de estudar aquilo que lhes interessava, e que CZS não lhes oferecia. Carolina parece ter alcançado o objetivo, “faz Direito”, e o Universo lhe ofertou outros aprendizados, os quais nenhum de nós imaginava, tipo casar e tomar conta de uma casa, morar sozinha, conquistar certo nível de independência. Mas Ana Clara teve apenas um gostinho daquilo que buscava, e a mudança pra Mostardas a privou de outras experiências, ainda que tenha lhe oportunizado, também, vivências únicas e inesperadas. Por mim, ela fica, e tomaremos os cuidados possíveis e necessários para que uma pré-adolescente tenha uma vida autônoma minimante segura, longe dos pais, mas próxima a familiares que a amam.

Outra motivação que nos trouxe ao RS foi a possibilidade de estarmos próximos à família gaúcha, e a vinda da Clarissa tornou isso ainda mais importante: meu núcleo familiar original é de tamanho reduzido, e tive a oportunidade de oferecer à minha mãe e a todos os outros a presença da figura singular que é Clarissa Rocha Saldo, mensageira do Senhor que vem cumprir todas as profecias. O fato é que, neste quesito “convívio familiar”, também as coisas não foram conforme esperávamos, e é aqui que sei que a decisão tomada gera maior sofrimento. Me sinto tão constrangido que não sei bem o que dizer, acabo por repetir uma certa ladainha, me defendo na razão de “fazer o que acho que precisa ser feito”, e me consolo – e busco consolar – na esperança de um provável retorno às paragens gaúchas após “mais uma chuva” no Acre. Mas, o futuro a Deus pertence, e nem sempre o provável se constitui em realidade, então, no fundo, nada tenho a ofertar senão uma nova ausência, agora em dose dupla.

Enfim, mais uma vez aproveito este espaço pra desabafar, pra tentar me fazer compreender, pra divulgar aos quatro ventos as dores e delícias de minhalma. Que eu seja compreendido e perdoado. Quem pediu vida fácil?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reportagem sobre o PNLP na RBS


Este vídeo faz parte de uma reportagem sobre o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, veiculada recentemente no Jornal Zero Hora dum domingo desses. Tem eu falando das consequências da indisponibilidade de recursos que o ICMBio passou no 2o semestre desse ano.

Nada contra a linha editorial da RBS, que gosta de pregar o "fim do mundo" e a "inoperância do governo". Sendo o "quinto poder" (muitas vezes querendo ser o primeiro), quer dizer o que - e como - as coisas devem ser feitas. A reportagem abusa do sensacionalismo das imagens fortes, em tons escuros. Só porque viram alguns barcos pescando próximo à praia, e encontraram 2 ou 3 carcaças de golfinho/toninha apodrecendo, falam de descaso e abandono do "santuário ameaçado"...
Não é bem assim. O fato é que, realmente, as questões oceânicas não estão presentes na nossa gestão, o que temos feito é tentar salvar os animais - pinguins, lobos, tartarugas e aves - que chegam até a praia, e o saldo tem sido muito positivo.
O fato é que conservação do meio ambiente não é prioridade pra nenhum governo, e também não é pra população em geral, inclusive aqui no RS. Não vi repercussão alguma da reportagem aqui na região, tava todo mundo mais preocupado com o Grenal (CHUPA, Grêmio \o/ :^D), a despedida do Olímpico, o show da Madonna e etc...
A RBS - apoiada pelo publicitário que aparentemente "denunciou" o "descaso" - bem que podia fazer uma campanha divulgando e valorizando  as UCs no Rio Grande do Sul, patrocinando uma limpeza da praia quando tiver a escolha da "Garota Verão", nos ajudar a produzir material informativo sobre o Parque, um milhão de coisas realmente úteis. Mas parece que não está na pauta da emissora.

domingo, 19 de agosto de 2012

Terapia

UAAAAAAAHHHHH! I'm alive!! (Again...)
Mais uma tentativa de manter este blog vivo. Mas, desconfio, que ele, sendo parte de mim (pequena exteriorização da minha mente), é como eu sou: intempestivo, inconstante, intermitente e inspirado...
E sendo como eu, interminável, também ;-D

Gente, a vida não tem sido fácil nessas paragens mais ao Sul do Brasil, e pouco mais ao Norte de onde meu umbigo foi enterrado (ou outro fim que tenha sido dado a ele, provavelmente o saiba minha mãe). O retorno tem sido assim como aparenta geometricamente: um giro de 180 graus. E não pode ser encarado como um retorno estrito senso porque o Pablo que retornou é deveras diferente daquele que foi, e apenas isso já valeria uma enquete com amigos e familiares, e um estudo de minha parte.
Enfim, aqui estou eu - a bem da verdade nós, porque a minha individualidade encontra-se profundamente imersa no coletivo conhecido por família - meio cá, meio lá (ou aí, dependendo de quem lê este texto), ainda em transição. Por mais que faça mais de ano que "deixamos o Norte", o Norte não nos deixou, e as adversidades do reestabelecimento, assomadas à saudade da "vida boa" que deixamos, pesam em momentos mais tensos, e chegamos a pensar " Pra quê tudo isso?", é bate uma vontade de voltar, até mesmo de nunca ter vindo...
O fato é que o núcleo familiar anda bem diferente: uma a mais, uma a menos, e outras duas em profunda transformação. Uma pela idade crítica, a outra pelos desafios que a mudança lhe impuseram. Eu? Pra mim, continuo o mesmo, com ligeiras alterações, minha fase de mudanças radicais já passou (até que venha outra, ou eu aprenda a manter um ritmo de aperfeiçoamento constante e gradativo). Me corrijam se eu estiver errado.
Tanta mudança que nos deixa meio sem chão, e as antigas referências - que não nos servem aqui, acabam sendo apenas lembranças, e ainda idealizadas pela distância é pela saudade - acabam por nós assombrar, e o "meia volta, volver" parece a solução mais acertada.
Tudo parece difícil: o tanto de roupa por cima (e sempre) , a frieza e a indiferença características dos gaúchos, a distância da família (pois acabamos ficando "nem lá, nem cá"), fazer novas amizades (ou de resgatar as antigas), o atendimento médico precário, a falta daquele apoio doméstico que só a Lenir sabia dar... Vamos sobrevivendo, meio partidos, bastante alterados. Mesmo a proximidade com a "família do Sul" parece um tanto ilusória, pois, por mais que nos vejamos com uma frequência infinitamente maior, acabamos não vivendo a família, apenas a visitando...
Também o trabalho, por mais que seja o mesmo, e quase uma repetição daquilo que já fiz lá (ou aí), se dá em condições bem diferentes, e como já não tem pra mim o peso e a importância de outros tempos (seja porque as prioridades são outras, seja por um certo desencanto ou desilusão com o serviço público), também não estimulam, não dão ânimo. Em reconhecimento, devo admitir que a turma aqui é grande e boa, e encontrei algo (melhor dizendo, algum) que sempre quis: um chefe companheiro. E que tem sido também um grande amigo e, porque não dizer, mestre.
AINDA ASSIM, me sinto satisfeito com as escolhas feitas: mentiria se não admitisse um desejo de voltar a Juruamar, mas não agora. Voltaria com um sentimento de derrota, teria um gosto amargo na boca e um sorriso amarelo nos lábios. Mas não é isso que me impede de querer voltar agora: acredito que precisamos viver nossas escolhas, acreditar naquilo que nosso coração intuiu como o melhor pra nós. Superadas algumas adversidades momentâneas, aceitas aquelas permanentes, passar esse tempo que nos cabe passar, pra daí pensar em "voltar", ou seguir adiante. O futuro, a Deus pertence!
Justiça seja feita, temos contado com vários apoios importantes, sobretudo do grupo de Amor Exigente da escola da Ana Clara, onde a família é o centro da discussão; além dos colegas do ICMBio; e, óbvio, de minha mãe querida, que, sei, sofre um tanto calada (outro tanto nem tão).
PS: o título do post se justifica pelo "por pra fora", pelo Amor Exigente, mas sobretudo - e chega a ser uma anedota familiar - por ter sido rascunhado enquanto eu lavava a louça acumulada de alguns dias. É muito importante ter-a-pia: lavamos a alma!

sábado, 9 de julho de 2011

A palavra é... SOLIDÃO

Estou passando por uma situação inusitada: acostumado com um núcleo familiar, agora, de 8 pessoas; acostumado com grandes (em vários sentidos) equipes e turmas, me vejo, neste exato instante, e desde ontem à noite, solitário...
Não que estar sozinho me seja estranho, às vezes, muitas vezes, me sinto só, mesmo acompanhado ou repleto de gente ao meu redor. As inúmeras viagens me dão momentos passageiros de solidão, mas este é mais extenso.
É a solidão do trabalho no final de semana em Mostardas que me atinge agora: distante da família, distante dos colegas, distante dos amigos, só. Ainda "meio-analista", com a capacidade de ir e vir limitada pela ausência de uma ordem de serviço que me coloque um veículo à disposição, ainda procurando re-ordenar e encontrar os documentos, em um computador no qual não sou o administrador, que não tem a minha cara, o meu jeito, me sinto desconfortável e só.
Só e com frio, diga-se de passagem. Busquei uma música que expressasse este sentimento, mas não encontrei no baú da memória. Lembrei de "Preta Pretinha" dos novos baianos, mas ela não expressa o sentimento de forma adequada (assim espero), pois ela projeta a solidão para adiante.
Sei que esta é uma sensação passageira, que logo vou engrenar no trabalho, que estabelecerei nova rede de contatos, que farei grandes amizades por aqui. Sei que segunda-feira estarão todos de volta ao escritório, sei que na quinta-feira estarei com a família, para uma "quase semana" feliz. Mas, neste momento, a desacostumação com a solidão me atinge, e procuro me habituar a ela, para poder curti-la, como procuro fazer com tudo que me atinge, aquilo que considero bom, e aquilo que costumamos considerar ruim ou desagradável.
Enfim, vou atrás de alimentar o corpo e a alma. Foi bom desabafar o sentimento, pra não ficar cristalizado. Deixo aqui o desconforto momentâneo, e sigo em frente.
Namastê!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Remoção: Fase 1 OK

A PRESIDENTA, SUBSTITUTA, DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, no uso das competências atribuídas pelo Decreto nº. 6.100, de 26 de abril de 2007, e pela Portaria nº. 153, de 06 de junho de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 09 de junho de 2008, resolve: 
Nº74, de 16.02.2011 - Art. 1º - Divulgar o resultado prévio do Concurso Interno de Remoção – CIR 2011, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, após análise curricular realizada pela Comissão de Seleção, conforme art. 5º da Portaria nº 03/, de 14/01/2011.


SERVIDOR
SELECIONADO PARA
Pablo de Avila Saldo
Parna Lagoa do Peixe/RS

Dia 04/março sai o resultado final, daí nos próximos 60 dias deve sair a portaria de remoção, então tenho 30 dias para tomar posse na nova lotação...

UHU!!!