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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Potencial Carta Testamento

Eis que me deparo, acho que pela primeira vez na vida, com a possibilidade real e consciente de "ir a óbito"...

Não que não possamos ir lá a qualquer momento da vida - para morrer, basta estar vivo - e que eu não pense eventualmente nessa possibilidade, mas aguardar, por longos 17 dias, uma cirurgia, e assinar não apenas um, mas dois termos em que reconheço a possibilidade de desencarnar permanentemente, mexeu comigo, ser humano cheio de medos e receios, um dos maiores deles o de "deste plano me ausentar".

Desde que me (re)conheço por gente, oscilo entre me maravilhar com a vida e a presente encarnação e (a)guardar  o momento da ida ao Mais Além, o retorno à "Pátria Espiritual" para um dia, me parece, desvanescer no Cosmo Infinito (<spoiler> assistam The Good Place </spoiler>, estudem gnosis e budismo, a roda de Samsara, para saber mais a respeito). Reconhecendo estar, ainda, muito distante dessa tida Iluminação, por isso este momento me perturba, e por isso escrevo essas mal redigidas palavras.

Apesar do "baixo risco cirúrgico", sabe Deus, né? Vai que o meu Ser Divino, aquele que se/me jogou pra cá, pressa experiência terrena, já esteja cansado, já cumpriu com o combinado reencarnatório, tenha alguma dívida cármica pra pagar, ou coisa do gênero, e a minha existência deva finalizar numa mesa de cirurgia. Talvez por isso, tenha pavor de hospitais, e quando os adentro é desafiando este temor por aqueles a quem amo, neste atual episódio, esse tal pablito, a quem muito aprecio. Talvez por isso, nas últimas trilhas pela Ermida Dom Bosco com o grupo Calangos e Caliandras tenha me deparado admirando esse constructo humano onde vim parar - Hospital do Paranoá, oficialmente denominado Regional Leste - do outro lado do Lago Paranoá, a despeito da magnífica natureza ao meu redor naqueles momentos. Talvez por isso, eu, orgulhoso piloto de motocicleta sem nenhum acidente relevante no currículo até então - apenas algumas leves trombadas, quedas e derrapadas - tenha decolado num quebra molas, me estatelado no chão e fraturado o rádio distal direito. Sabe Deus...

Mas, deixemos de coisas, cuidemos da vida.

Senão chega a morte ou coisa parecida e nos arrasta moço, sem ter visto a vida. 

Ou coisa parecida.

Sei que vi e vejo - vivi e vivo - a vida, dentro das minhas possibilidades. Do útero de minha mãe Iara até aqui, da minha amada Pelotas até o Distrito Federal, passando pelo Vale do Juruamar e outros tantos locais nos mundos internos e externo por onde errei - às vezes, creio, acertando - e perambulei, testemunhei primores e horrores da vida.

E é sobre ela, a vida, que quero falar - mas apenas escrevo - nesta potencial Carta Testamento, o que de melhor, julgo eu, posso deixar àqueles que ficarem, e com minhas humildes palavras se importarem.


VIVAM! Mas vivam MESMO, pra valer! Ame e dê vexame, sem Tesão por viver não há solução. Prestem atenção aos detalhes, aos supostos acasos, às sincronicidades, a tudo e ao nada, àquilo que te afeta, que te perturba, que ativa as sinapses cerebrais, que te arregala os olhos, bambeia as pernas, que faz o coração acelerar, o ar faltar nos pulmões, o rosto ruborescer, a genitália entumecer e/ou umedecer. Aí residem os prazeres e as dores, as coisas, sentimentos e pessoas que estão no mundo pra te ensinar o que é viver, e o que podemos fazer (d|n)essa vida. Ainda que, distraídos, venceremos, é prestando atenção às coisas da vida é que, de fato, viveremos. O que nos perturba são sinais advindos de outros planos, outros corpos, que chegam pra nos mostrar o caminho, o que fazer ou não. Equilibrades, sigamos a intuição.

Por isso, ao mesmo tempo, vivam com prudência, abertura e moderação, para viverem bem e muito, e com a atenção necessária. Excessos e negações distorcem, nublam e desfocam a visão. Atento e forte, pra viver e não perder tempo temendo a morte, mas sem arriscar demasiadamente (pois viver é correr riscos). Em tempos de bets, aposte na vida com segurança, em pequenas doses, para não se arrepender depois pelo patrimônio espiritual e afetivo perdido, sua ética, sua moral, seu ser. Poisé, All in, somente na 305 Norte 😉 #ficaAdica.


E, vivendo, AMEM! Não o amor romântico, idealizado, piegas, fogo da paixão, que tantas vezes queima e se acaba, outras vezes consome tudo e todes, deixando Terra arrasada ao seu redor. Ame o Amor verdadeiro, real, aquele que um cara chamado Jesus - também conhecido por O Cristo - veio nos ensinar, e tão poucas pessoas apre(e)nderam até agora. Amor incondicional, que vem de Deus, brota no Ser e alcança as criaturas, indistintamente. Um amor seu, inabalável! Ame o real - ainda que tudo neste mundo seja ilusão - as coisas e, sobretudo, as pessoas, pelo que são e não são, e não pelo que você imagina que são ou que possam ser ou te oferecer "de bom". Não se projete (mentalmente, fisicamente pode ser válido 🤭) sobre as pessoas, não se deixe levar pelas aparências, mas busque a Verdade mais além, na energia, nos chakras conectados. 


Não se julgue tanto, nem pra pior nem pra melhor. Aliás, não julgue nada nem ninguém, escape da armadilha do "juízo de valor": nada é ruim ou bom, as coisas e pessoas simplesmente são! Atravesse o portal dicotômico para viver plenamente e conseguir enxergar e saber o que são e o que é. Transcendendo o julgamento, te habilitarás a viver e amar abundantemente, aceitando e agradecendo pelo que "a vida" (tua própria consciência) te ofertou, naquele momento e sempre.


Aparentemente encerrada esta primeira parte do testamento/testemunho, deixo-lhes, ainda, algumas outras sugestões, na esperança de que meu parco legado ajude a construirmos um mundo melhor:


Leiam:

- A Ilha, de Aldous Huxley 

- Todos os livros de Roberto Freire, principalmente Ame e dê vexame, Utopia e Paixão, Sem Tesão não há solução 

- Descolonizando afetos, de Geni Núñez

- O Guia do mochileiro das galáxias 

- Todas e quaisquer "escrituras sagradas" (mas não se apeguem a nenhuma, vivam a religiosidade do seu Ser, seja você o templo onde Deus habita, guarde os preceitos da tua consciência)


Assistam:

- A viagem (Cloud Atlas)

- The Good Place 

- O Guia do mochileiro das galáxias 


Ouçam:

- o que vem do coração, nos momentos de Paz e Tranquilidade

- minha playlist Haribo no YouTube Music 

- o som do silêncio

- Arnaldo Antunes 

- Os The Darma Lóvers. 


Preparei uma playlist com algumas músicas que gostaria que tocassem em ordem aleatória no meu velório, enterro  e outros festejos em minha memória. Com telão, se possível. Se possível, cremem este corpo que habitei e lancem as cinzas num Jardim de Santa Maria, ou num vasinho de maconha não legalizada.


Por (quase) fim, se, "por acaso", eu sobreviver à cirurgia e estes escritos te fizerem perceber o quanto tu me amas e o quão triste seria eu ter partido sem termos nos visto, encontrado, falado novamente, "vem nimin", que ainda tô por aqui por mais um tempo.

Caso contrário, de muito valeu, gratidão por tudo que vivemos juntos, e por nada 🙏


Namastê.

Fui!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

01.01.2023

Que dia, mes amigues! primeiro de janeiro de 2023 entrou pra História. #euFui e trago, em primeira mão, minhas impressões sobre tudo que estamos vivendo...

É uma época fabulosa de se estar vivo e admirar -  ou não - os eventos sociopolíticos dessa nação chamada Brasil. Se formos analisar a trajetória de Luiz Inácio, mes amigues, dava outro filme, e vamos pra trilogia, como toda boa obra cinematográfica da atualidade ou blockbuster de sucesso, com perdão do pleonasmo poliglota. Nem vou me deter muito nisso, mas 'o cara" é foda e, em resumo: papai voltou.

<aqui vai uma foto ou mais de pessoas com as diversas faixas alternativas vestidas pelo povo na posse. não tirei essas fotos (podia), mas elas devem estar por aí, "nas redes">

Isso posto, vamos às emoções que florescem do fato. Esperança, Alegria, Solidariedade, PAZ voltam a ser as palavras gerais. Que alívio! que saibamos conservar esse Estado de Espírito, que ele habite em nós para sempre, amém! Superamos uma proposta bélica, beligerante, belicosa e outras tantas coisas não belas. Que desapareçam! Fora daqui! Bora voltar a sonhar, a construir esse país fabuloso, esse pedaço de chão que Deus nos deu pra "tomar de conta".

Falando em voltar a sonhar e a construir, temos uma política ambiental pra reconstruir e reelaborar e, meus amigues, que satisfação de estar no "olho do furacão" neste momento. Esperança e Alegria não cabem em mim, e choro eventualmente percebendo a beleza de tudo isso, dos atores e do cenário em geral. Admirar o povo presente na posse foi algo tocante (eu deveria ter estado mais fotógrafo ontem. tantas imagens registradas e diluídas na retina que eu poderia ter compartilhado com o mundo). Amo mes irmes...

Mas não era disso que eu ia escrever, era sobre o prazer de ser chefiado por Luiz Inácio Lula da Silva e Osmarina Marina Vaz de Lima, mais uma vez! Relembrei minha humilde trajetória, desde Cruzeiro do Sul/AC (e dantes) até aqui, o momento presente. "No tempo de Lula", o anterior, o primeiro - e segundo - era só alegria, tocando política pública de socioconservação na Amazônia. Hoje, "tecnocrata" no órgão coração (me perdoem o pleonasmo metalinguístico) dessas mesmas - e outras tantas - políticas. Acabei de passar os olhos na nova estrutura do MMA e , mes amigues, dá vontade de trabalhar nuns 3 ou 4 departamentos 😁. Quanta política boa está sendo retomada, e a casa sendo reorganizada pra evidenciar as políticas prioritárias. Particularmente, gosto muito do cantinho em que "me escondi" durante esse período trevoso que passamos, e me beneficiei tanto da política interna de trabalho remoto, que não sei se quero mexer nesse aspecto da minha vida, talvez ele seja, hoje, o meu "bem" mais precioso. Mas a tentação está a solta na Esplanada, e o futuro a Deus pertence.

Pra não me alongar em demasia, pulemos pra posse. QUE EVENTO LINDO! Que emoção "ver" (pelo telão) o homem "tomar posse". Na minha mente várias coisas poderiam ser melhoradas, mas fiquei muito satisfeito. Esperávamos um ambiente até certo ponto opressor, com revistas, policiamento ostensivo, coisa e tal, mas o povo andou quase livre pela Esplanada, apesar do embretamento medonho (me solidarizei com o gado, constrangido entre cercas)...

Depois de desembretados, o gramado da Esplanada "era nosso". Batizado de "LulaPaloosa", o "Festival do Futuro" foi um sucesso, com direito a tudo que os melhores festivais têm a oferecer: filas imensas, muita reclamação, esgotamento dos recursos, momentos inesquecíveis, encontro com amigues distantes de há muito tempo. Não posso afirmar que meu coração é vermelho, mas posso assegurar que minha cabeça, pesco e braços são 😹. Não há protetor solar que dê conta do Sol do Cerrado em dia estridente. São Pedro foi parceiro e segurou as chuva pro povo brincar. Passei o dia desejando chuva pra lavar a alma, mas Deus não deu.


Tem o colarinho branco, e também o vermelho...

Não ficamos até o final do festival, pq Lula não decretou ponto facultativo pro dia de hoje, e Adriana tinha plantão às 7h. Mas, quanta emoção, playlist selecionada a dedo, muito emocionante, esqueci 30 anos de vida e me senti com 16 anos novamente (nossa relação tem disso). Só me chateei com a qualidade do som em alguns momento meio cruciais, sobretudo Maria Rita cantando "o homem falou", e acabei de descobrir que a transmissão cortou a música pra entrevistar a Janja, mas ok...

Enfim, mes amigues, foi show, voltamos alegres e satisfeitos pra casa, pra tocar a vida que nos resta. Que o futuro seja esse vislumbre glorioso, do quanto podemos - individual e coletivamente - sermos e termos.

Pablastê!

domingo, 17 de julho de 2016

#tchauQueridas

Se nos encontrarmos e eu, aparentemente do nada, embargar a voz e marejar os olhos, me desculpe, não deve ser nada contigo. Provavelmente meu pensamento tenha voado até o meu mais recente paraíso perdido: dois dos meus maiores tesouros nesta vida, a alegria e o sentido de muitos dos meus dias, que desde um fatídico 16 de julho não estão mais tão proximas de mim, "se foram" pra capital do Acre, esse estado que não existe (imagine se existisse? )
O motivo é a crise, várias na verdade, as quais não quero mencionar aqui porque não é disso que se trata este post.
Pois é,  se foram, "logo ali", cerca de 700km de BR-364, na distância de uma carona, de R$110 do ônibus,  45 minutos de voo. E aquilo que até anteontem eu gabava - os voos executivos CZS-BSB, sem aquela escala de 12horas em Rio Branco - já não me serve tanto quanto servia. Quem me dera ter 24 horas com as minhas gurias a cada viagem que eu fizesse...
Sei que estão em muito boas mãos,  as dindas Maria e Amanda, os tios Socorro e Baiano, o primo Bê e o Billy são tudo de bom, família maravilhosa. Vão estudar,  se desenvolver, ter excelentes bons momentos. Mas eu não estarei tão presente quanto antes, todo encontro demandará um tanto de planejamento,  ainda que haja esperanca de oportunidades do ocasião...

Me oprime o coração a perspectiva dos dias futuros, respiro fundo, choro, e sigo em frente. Colher o que se planta, eis a vida...
Fiz por merecer, sabia que provavelmente aconteceria, mas entre imaginar e viver, e foi tudo tão rápido entre o decidir e ir, que não consegui me preparar adequadamente. Sei que vai passar,  tudo passa, mas tá doendo pacas!
Meu bem, as meninas, os amigos, me consolam, mas é difícil não pensar nos momentos que elas gostariam de estar conosco - como no excelente domingo no sítio do Pedro e da Iraci que passamos hoje, comemorando os 30 anos da Mille. Olho a juventude e as crianças e penso nelas. Olhos fotos, penso, projeto e marejo (quando não choro compulsivamente, com dificuldade de parar), e assim tem sido os meus dias, com esse aperto desde o dia que soube que iria acontecer.
Enfim, continua a vida, não é o fim do mundo, apenas o resto de nossas vidas. Ainda nos encontraremos, passaremos ainda muito tempo juntos, mas fica um gosto de nunca mais...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Again & again & again (enquanto há vida, há esperança)

Eis-me aqui, diante desta tela cinza e branco do blogger, "firmemente" disposto a retomar minhas escrivinhações após looongo período de silêncio (aqui, pois por aí ando bradando coisas mil: #tchauQuerida, #eleiçõesgerais2016 #foraTodos, #PEC65não, #BiodiversidadeSIM, #legalizaSTF).
O que dizer, sobre o que escrever, neste mundo em polvorosa em que nos encontramos? Sei lá, mas o contato hoje com dois artefatos de feminilidade talvez tenha atiçado minha veia de escrivinhador, u foi a corrente de poemas que me encontrou (thanks Lu Ribas pelo elo) . Sinto a vontade de escrever, mas não sei sobre o quê. E assim vou preenchendo estes linhas, esperando a inspiração que por ora não me vem, cabeça cheia de coisas que se recusam a se manifestar neste espaço tão só meu (aqui só eu escrevo, e poucos lêem).

Enfim, vamos a trivialidades: a vida segue, muuuuita coisa mudou. No meu perfil ainda estava no Sul, e eis-me aqui, de volta ao Cruzeiro, do Sul, que fica no Norte, que fica no Acre, no meu coração, no lugar que apelidei de Juruámar (Juruá+mar, juro amar). Separado, recasado, todo enrolado (pra variar). do PV pra Rede (tentando me firmar, e fazer pra mudar), trabalhando em RESEX (Liberdade, UHU!). Passei os últimos 2 anos rebuscando o passado, repreparando o futuro, algumas coisas - as mais profundas - ainda estão em processo.

40 anos... Meu, a vida começa aos 40, definitivamente, até aqui foi um ensaio, tentativa e erro, teste. Agora parece mais pra valer, levando a vida com mais cuidado (hahaha), prestando mais atenção ao que vou fazendo (ainda que ainda hajam muitos reflexos condicionados, muitos dos quais sequer reconheço).

Popor hoje é sossó, pepessoal...
amanhã tem mais. Ou não.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A quem busca tocar meu coração

Você tenta
Eu até quero

Mas não sei
ou não deixo

Ninguém chega até ele
senão por mim

As portas parecem abertas
Mas eu estou fechado
Talvez lacrado
Impermeável

Se nem eu mergulho na profundeza do meu ser
Não haveria de ser um(a) outr@ que o faria

O caminho até lá é como o labirinto do Minotauro
Mas não há Teseu,  não ha tesão
que consigo encontrá-lo
Quanto mais encará-lo

@s que tentaram
se perderam
Enlouqueceram

Melhor aceitar
a intransponível distância
Apreciar a vista panorâmica
sem poder observar os detalhes

Enquanto isso me sinto só
Ainda que amado
Acompanhado

O mundo é a minha casa
Nela habito com vocês
Mas no intimo de mim
nem vocês
talvez eu

O que não signifique que não te ame
Que não me aconchegue no coração
que se abre pra mim

Amar não é reflexivo
É sempre unilateral
mesmo quando mútuo
Se adentro
não significa que você possa
fazer o caminho inverso

Geralmente faço bagunça
Ocupo cada cantinho vazio
e saio sem arrumá-la
Que cada um
cuide de si

Saio também eu bagunçado
Junto meus farrapos
Me recolho

Talvez não
Quem sabe eu fique
circulando pelo mundo

Pois sei que se me recolher
provavelmente não encontre nada
No máximo pálidas projeções
daquilo que vivi dentro de ti

Em mim, apenas a vastidão do Universo
que reduz tudo a nada
E amo, e sou amado...

domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

domingo, 9 de junho de 2013

Vir e ir; re-unir e dividir; o eterno devir

Subtítulo: “O que é que a gente não faz por amor?”

Há 294 dias (thanks Excel!) eu publicava neste blog um desabafo sobre a situação em que me (nos) encontrava(mos) após a mudança do Acre para o Rio Grande do Sul. Escrevi sobre as mudanças na estrutura familiar, as dificuldades de (re)adaptação, da saudade dos “velhos” (mas não os mais velhos) tempos. Eis que o tempo passou, e aquilo que parecia ter “gosto de derrota” nos foi ofertado com sabor de sacrifício. Voltaremos ao Acre, parece certo. Há um processo no ICMBio solicitando minha remoção, no interesse da administração, para a RESEX Riozinho da Liberdade, em Cruzeiro do Sul. O constante esvaziamento dos escritórios do Norte faz com que qualquer analista que busque o Norte encontre portas abertas, tapete vermelho e o que mais o serviço público possa lhe oferecer...

Seu Mario, vocês devem estar a par, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), e se encontra em situação delicada. O futuro a Deus pertence, mas a recuperação dele parece que será lenta, e com altos e baixos. A debilidade física afeta o psicológico, o neurológico não contribui, os muitos anos vividos e a solidão da viuvez parecem ter atingido em cheio o grande coração do meu sogro, que, de sua vontade já teria se entregue de corpo e alma a “ultima amante”. Mas, o futuro a Deus pertence, e a vida orgânica ainda persiste numa alma, me dizem, aquebrantada. A família se esforça em reverter o quadro. Sandra e Clarissa viajaram a CZS, para ajudar nos cuidados, que devem ser constantes enquanto durarem.


Por aqui a vida não se alterou substancialmente, mas a situação acaba por reforçar a decisão tomada: o constante ir e vir que, devido às características peculiares da região, se torna cada vez mais cansativo. O carro novo (um Logan, recomendo) facilita, mas não elimina as dificuldades no deslocamento Mostardas<->Pelotas: transformou diversas trocas de meios de transporte e o carregar de considerável bagagem em constantes esperas na fila da balsa e uma maior preocupação com horários da partida e chegada. Também nos ampliou a capacidade de ir e vir, e proporcionou relativa economia, é verdade. Mas, no cerne, Sandra sem melhores perspectivas, e após algumas tentativas frustradas, menos animada com o porvir profissional. De minha parte, a vida profissional até melhorou, engrenou, animou. Mas as dificuldades da “patroa” me atingem em cheio, e tudo aquilo que pode me alegrar pouco o faz, com exceção da mais recente razão do meu viver, Clarissa. Desde a viagem alegria transmutou-se em saudades. 

Ainda bem que Ana Clara ficou para me fazer companhia, devido às obrigações escolares. E, agora, é o seu destino o que mais me preocupa. Nesta fase complicada pra qualquer pessoa, o Universo a coloca num turbilhão de possibilidades, no vácuo do passo no abismo sob o qual caminhamos todos, mas do qual uma garota de 13 anos geralmente não se faz assim tão consciente. O mais óbvio seria retornar conosco à Cruzeiro, mas para quê? O que existe lá (ou aí, a depender de quem lê) para uma alma ávida por ver, conhecer e saber? Sandra volta para cuidar do pai, para próximo da família original e para perspectivas profissionais mais animadoras; eu volto para estar com Clarissa e Sandra, para, finalmente, trabalhar numa Reserva Extrativista, para viver a vida simples que gosto e sei viver; mas Ana Clara volta para quê? Acompanhar os pais? Não me parece uma resposta satisfatória, e percebo isso nela, que já manifestou o desejo de permanecer em Pelotas, onde há inúmeras possibilidades de conhecer e saber. Lembro que muito do que me motivou a deixar CZS foi dar às minhas filhas a oportunidade de estudar aquilo que lhes interessava, e que CZS não lhes oferecia. Carolina parece ter alcançado o objetivo, “faz Direito”, e o Universo lhe ofertou outros aprendizados, os quais nenhum de nós imaginava, tipo casar e tomar conta de uma casa, morar sozinha, conquistar certo nível de independência. Mas Ana Clara teve apenas um gostinho daquilo que buscava, e a mudança pra Mostardas a privou de outras experiências, ainda que tenha lhe oportunizado, também, vivências únicas e inesperadas. Por mim, ela fica, e tomaremos os cuidados possíveis e necessários para que uma pré-adolescente tenha uma vida autônoma minimante segura, longe dos pais, mas próxima a familiares que a amam.

Outra motivação que nos trouxe ao RS foi a possibilidade de estarmos próximos à família gaúcha, e a vinda da Clarissa tornou isso ainda mais importante: meu núcleo familiar original é de tamanho reduzido, e tive a oportunidade de oferecer à minha mãe e a todos os outros a presença da figura singular que é Clarissa Rocha Saldo, mensageira do Senhor que vem cumprir todas as profecias. O fato é que, neste quesito “convívio familiar”, também as coisas não foram conforme esperávamos, e é aqui que sei que a decisão tomada gera maior sofrimento. Me sinto tão constrangido que não sei bem o que dizer, acabo por repetir uma certa ladainha, me defendo na razão de “fazer o que acho que precisa ser feito”, e me consolo – e busco consolar – na esperança de um provável retorno às paragens gaúchas após “mais uma chuva” no Acre. Mas, o futuro a Deus pertence, e nem sempre o provável se constitui em realidade, então, no fundo, nada tenho a ofertar senão uma nova ausência, agora em dose dupla.

Enfim, mais uma vez aproveito este espaço pra desabafar, pra tentar me fazer compreender, pra divulgar aos quatro ventos as dores e delícias de minhalma. Que eu seja compreendido e perdoado. Quem pediu vida fácil?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Remoção: Fase 1 OK

A PRESIDENTA, SUBSTITUTA, DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, no uso das competências atribuídas pelo Decreto nº. 6.100, de 26 de abril de 2007, e pela Portaria nº. 153, de 06 de junho de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 09 de junho de 2008, resolve: 
Nº74, de 16.02.2011 - Art. 1º - Divulgar o resultado prévio do Concurso Interno de Remoção – CIR 2011, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, após análise curricular realizada pela Comissão de Seleção, conforme art. 5º da Portaria nº 03/, de 14/01/2011.


SERVIDOR
SELECIONADO PARA
Pablo de Avila Saldo
Parna Lagoa do Peixe/RS

Dia 04/março sai o resultado final, daí nos próximos 60 dias deve sair a portaria de remoção, então tenho 30 dias para tomar posse na nova lotação...

UHU!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Parece que chegou a hora de migrar pro Sul

Minha gente, vibrações positivas, posso estar voltando pra casa muito em breve:

PORTARIA Nº 03, DE 14 DE JANEIRO DE 2011
Regulamenta o Concurso Interno de Remoção – CIR/2011

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE resolve regulamentar o Concurso Interno de Remoção - CIR dos servidores ocupantes de cargo efetivo do Quadro de Pessoal do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade.

Art. 2º O quantitativo de vagas disponíveis por Unidades de Conservação para o CIR/2011, é o constante dos Anexos I e II desta Portaria.

PARNA DA LAGOA DO PEIXE - RS    1 vaga

Art. 7º O CIR obedecerá aos prazos constantes do Cronograma de Execução a seguir:

ETAPAS
PERÍODO
Inscrição
31/01 a 04/02/2011
Seleção pela Comissão
07 a 18/02/2011
Divulgação do resultado
21/02/2011
Recurso
22 e 23/02/2011
Julgamento dos recursos
25/02 a 01/03/2011
Resultado final
04/03/2011


O Universo conspira, a gente dá uma força, e quando vê, "já é" (como diria um carioca)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu no Rio

Estou no Rio de Janeiro,"Capital do melhor e do pior do Brasil". Infelizmente, os 40 graus estão pela metade: faz frio na Cidade Maravilhosa, que nem por isso perde charme ou elegância, apesar de não ser "aquele" Rio esperado por este acreúcho que não pisava estas areias desde 1994, quando aqui estivemos com os futuros colegas da FURG, na melhor viagem (neste plano) desta minha existência, deliciando-nos com o swing de Mick Jagger & Cia na turnê Voodoo Lounge.
Chegamos, vindos de Rio Branco (numa friagem tenebrosa), com conexão em Brasília, abaixo de chuva na noite do dia 3, enquanto o Brasil comemorava o 2° turno e a Tsunami Verde promovida pelo povo brasileiro em reconhecimento ao valor da nossa ilustre Marina da Floresta e do Mundo. Já eram 23:00, e o programa era acompanhar os resultados das eleições. Fui dormir sem saber se haveria 2° turno no Acre e, talvez por isso, ou talvez pela emoção de estar em tão ilustre solo, dormi pouco e um sono leve. Despertei às 6:00, tomei café em fui em busca do mar, uma vez que o hotel em que estamos fica no aterro do Flamengo, há uma quadra da praia, bem próximo de um outro em que fiquei hospedado com a turma da ETFPel numa época que nem lembro a data (alguém em ajude).
O tempo continuava encoberto, mas a cidade já dava sinais de vida após a festa da democracia: seres humanos e caninos paseando pela orla, os garis limpando os resquícios eleitorais, mais algum (pouco) lixo e as flores e folhas nas calçadas.
Reconhecendo o Rio de Janeiro (Pão de açucar ou os taxis amarelos?)
O Cristo: é preciso que ele creça e eu diminua
Me admirei com os pombos à beira-mar, aonde eu espera encontrar, quem sabe, andorinhas ou gaivotas. A água até não estava tão fria, mas o vento e a solitude do momento me desconvidaram ao banho. Talvez amanhã, ou quando o clima estiver mais propício, tenho tempo (viajo na segunda, 11/10):

Fomos para o curso do Funbio, aonde passei ainda mais frio, mas o chimarrão me salvou.
Ao longo do dia recebi comunicações da carioquíssima Virginia Gandres e do riograndino radicado no Rio, Felipe Massia Pereira. Combinamos nos encontrar, e asim vou preenchendo minha agenda, praticamente ao sabor do acaso.
Terminado o longo primeiro dia de curso, voltamos ao hotel, e saímos mais alguns colegas, em busca de alimento. Optei por saciar o espírito, e fui assistir "Nosso Lar", num cinema próximo ao hotel.
Encerrada a sessão, retornei ao hotel, posto estas mal traçadas linhas, e descubro que minha esposa tentou falar comigo via Facebook enquanto eu "perdia meu tempo" com vocês, meus amigos imaginários.

Ah, parabéns ao Tiririca (que você aprenda a escrever urgentemente, e copiando a letra do bilhete forjado) em São Paulo; ao deputado Henrique Afonso, meu candidato eleito; e a "Missionária Antonia Lucia" (que bons ventos a cassem).

Boa noite.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Meu níver...

34 aninhos... é tempo, mas também é pouco, ainda sou um guri!

31 parabéns virtuais, alguns simples (mas de coração), aqueles scraps animados que viraram um clássico no Orkut, e dois vídeos do youtube que me tocaram profundamente. Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando é animada (em diversos sentidos), e vem carregada de sentimentos, falam tudo, e mais um pouco.

Gente de todo o Brasil, velhos e novos amigos, familiares, e gente que tô vivendo de saudade. que 2010 nos permita um reencontro, Assim Seja!
Obrigado a todos aqueles que lembraram deste gaúcho desgarrado...

Amo vocês.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Amor meu, uma saudadezinha apaixonada......
E gostaria que soubesse, acho até que sabe, que para mim és fonte de alegria!
Encontro em ti uma ilha de paz e carinho, encontro tudo que poderia desejar numa relação de afeto, que só me inspira a mais firme esperança.
Encontro em ti a felicidade plena, que só pode existir num contexto de amor profundo e verdadeiro.
Contigo acalmo-me e tranqüilizo-me, pois sei da força que és capaz de me transmitir, sei das boas energias que fluem em direção a mim, sei do reconfortante aconchego que só posso encontrar em teus braços e afagos.
Espero que me vejas, também, como um lugar seguro para guardar este tesouro que é teu coração.

Te Amo.......
para sempre
Sandra