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domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reportagem sobre o PNLP na RBS


Este vídeo faz parte de uma reportagem sobre o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, veiculada recentemente no Jornal Zero Hora dum domingo desses. Tem eu falando das consequências da indisponibilidade de recursos que o ICMBio passou no 2o semestre desse ano.

Nada contra a linha editorial da RBS, que gosta de pregar o "fim do mundo" e a "inoperância do governo". Sendo o "quinto poder" (muitas vezes querendo ser o primeiro), quer dizer o que - e como - as coisas devem ser feitas. A reportagem abusa do sensacionalismo das imagens fortes, em tons escuros. Só porque viram alguns barcos pescando próximo à praia, e encontraram 2 ou 3 carcaças de golfinho/toninha apodrecendo, falam de descaso e abandono do "santuário ameaçado"...
Não é bem assim. O fato é que, realmente, as questões oceânicas não estão presentes na nossa gestão, o que temos feito é tentar salvar os animais - pinguins, lobos, tartarugas e aves - que chegam até a praia, e o saldo tem sido muito positivo.
O fato é que conservação do meio ambiente não é prioridade pra nenhum governo, e também não é pra população em geral, inclusive aqui no RS. Não vi repercussão alguma da reportagem aqui na região, tava todo mundo mais preocupado com o Grenal (CHUPA, Grêmio \o/ :^D), a despedida do Olímpico, o show da Madonna e etc...
A RBS - apoiada pelo publicitário que aparentemente "denunciou" o "descaso" - bem que podia fazer uma campanha divulgando e valorizando  as UCs no Rio Grande do Sul, patrocinando uma limpeza da praia quando tiver a escolha da "Garota Verão", nos ajudar a produzir material informativo sobre o Parque, um milhão de coisas realmente úteis. Mas parece que não está na pauta da emissora.

domingo, 14 de outubro de 2012

Comer bem e barato, é aqui!

A visita dos amigos GG & Letícia e Fabiana & Zezinho (e respectivas crias Pedrinho e Clara & Caio) no feriadão me fez recordar uma das inúmeras "vantagens competitivas" da região do Parque Nacional da Lagoa do Peixe: comida farta e barata!
No sábado, almoçamos no restaurante Estrela do Mar, no Balneário Mostardense. Lá eles servem um "buffet livre", servido diretamente na mesa, com arroz, feijão, salada verde, banana com canela, peixe (papaterra) frito e camarão ao molho, uma excelente combinação (apesar de o feijão ter sido deixado meio que de lado). Não perguntamos o preço individual, mas pagamos R$150,00 para 7 pessoas, com algumas cervejas e refrigerantes. E nos empanturramos de frutos do mar, com duas rodadas de praticamente tudo, e mais um trepeteco de peixe e camarão, os pratos principais.
No domingo, antes do pessoal pegar a estrada, fomos almoçar na Churrascaria Flamingo. Espeto corrido por R$19,00. Carne boa, muita picanha, coraçãozinho "no balde", um salsichão apimentado muito gostoso, atendimento personalizado...
Lembrei ainda dos pratos com frutos do mar do JT, na volta da praça de Mostardas, entre R$8,00 e R$15,00, pra duas pessoas. Na praça tem muita coisa gostosa: as torradas da lancheria do Adão, os lanches da Bom Gosto.
No dia-a-dia, buffets livres entre R$10,00 e R$12,00. O meu preferido é o Restaurante da Nêga (R$10,00): um sagu delicioso, comida caseira (feijão "gordo", bem temperado)
Pizza, pra mim, é no Maresias, logo na entrada de Mostardas: Pizza na pedra. Meus sabores preferidos são camarão, marguerita e califórnia.
Em Tavares, outra pedida são os lanches do Totta's. Tem uma torrada de filé que é um espetáculo!
No verão, a pedida são os pastéis de camarão, siri e marisco. Não se iluda com a boa aparência dos estabelecimentos. Os melhores pastéis estão nos com cara de buteco...
Quando vier conhecer, experimente e outras delícias. E lembre de deixar aqui um comentário sobre elas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Barra da Lagoa

Pobre flamingo,
não tem refeição.
Faltou camarão,
está morrendo à míngua.

Pinus

"Exótica" invasora,
Extremamente agressiva,
Precisa ser controlada!!!

Assim como o ser humano...

domingo, 19 de agosto de 2012

Terapia

UAAAAAAAHHHHH! I'm alive!! (Again...)
Mais uma tentativa de manter este blog vivo. Mas, desconfio, que ele, sendo parte de mim (pequena exteriorização da minha mente), é como eu sou: intempestivo, inconstante, intermitente e inspirado...
E sendo como eu, interminável, também ;-D

Gente, a vida não tem sido fácil nessas paragens mais ao Sul do Brasil, e pouco mais ao Norte de onde meu umbigo foi enterrado (ou outro fim que tenha sido dado a ele, provavelmente o saiba minha mãe). O retorno tem sido assim como aparenta geometricamente: um giro de 180 graus. E não pode ser encarado como um retorno estrito senso porque o Pablo que retornou é deveras diferente daquele que foi, e apenas isso já valeria uma enquete com amigos e familiares, e um estudo de minha parte.
Enfim, aqui estou eu - a bem da verdade nós, porque a minha individualidade encontra-se profundamente imersa no coletivo conhecido por família - meio cá, meio lá (ou aí, dependendo de quem lê este texto), ainda em transição. Por mais que faça mais de ano que "deixamos o Norte", o Norte não nos deixou, e as adversidades do reestabelecimento, assomadas à saudade da "vida boa" que deixamos, pesam em momentos mais tensos, e chegamos a pensar " Pra quê tudo isso?", é bate uma vontade de voltar, até mesmo de nunca ter vindo...
O fato é que o núcleo familiar anda bem diferente: uma a mais, uma a menos, e outras duas em profunda transformação. Uma pela idade crítica, a outra pelos desafios que a mudança lhe impuseram. Eu? Pra mim, continuo o mesmo, com ligeiras alterações, minha fase de mudanças radicais já passou (até que venha outra, ou eu aprenda a manter um ritmo de aperfeiçoamento constante e gradativo). Me corrijam se eu estiver errado.
Tanta mudança que nos deixa meio sem chão, e as antigas referências - que não nos servem aqui, acabam sendo apenas lembranças, e ainda idealizadas pela distância é pela saudade - acabam por nós assombrar, e o "meia volta, volver" parece a solução mais acertada.
Tudo parece difícil: o tanto de roupa por cima (e sempre) , a frieza e a indiferença características dos gaúchos, a distância da família (pois acabamos ficando "nem lá, nem cá"), fazer novas amizades (ou de resgatar as antigas), o atendimento médico precário, a falta daquele apoio doméstico que só a Lenir sabia dar... Vamos sobrevivendo, meio partidos, bastante alterados. Mesmo a proximidade com a "família do Sul" parece um tanto ilusória, pois, por mais que nos vejamos com uma frequência infinitamente maior, acabamos não vivendo a família, apenas a visitando...
Também o trabalho, por mais que seja o mesmo, e quase uma repetição daquilo que já fiz lá (ou aí), se dá em condições bem diferentes, e como já não tem pra mim o peso e a importância de outros tempos (seja porque as prioridades são outras, seja por um certo desencanto ou desilusão com o serviço público), também não estimulam, não dão ânimo. Em reconhecimento, devo admitir que a turma aqui é grande e boa, e encontrei algo (melhor dizendo, algum) que sempre quis: um chefe companheiro. E que tem sido também um grande amigo e, porque não dizer, mestre.
AINDA ASSIM, me sinto satisfeito com as escolhas feitas: mentiria se não admitisse um desejo de voltar a Juruamar, mas não agora. Voltaria com um sentimento de derrota, teria um gosto amargo na boca e um sorriso amarelo nos lábios. Mas não é isso que me impede de querer voltar agora: acredito que precisamos viver nossas escolhas, acreditar naquilo que nosso coração intuiu como o melhor pra nós. Superadas algumas adversidades momentâneas, aceitas aquelas permanentes, passar esse tempo que nos cabe passar, pra daí pensar em "voltar", ou seguir adiante. O futuro, a Deus pertence!
Justiça seja feita, temos contado com vários apoios importantes, sobretudo do grupo de Amor Exigente da escola da Ana Clara, onde a família é o centro da discussão; além dos colegas do ICMBio; e, óbvio, de minha mãe querida, que, sei, sofre um tanto calada (outro tanto nem tão).
PS: o título do post se justifica pelo "por pra fora", pelo Amor Exigente, mas sobretudo - e chega a ser uma anedota familiar - por ter sido rascunhado enquanto eu lavava a louça acumulada de alguns dias. É muito importante ter-a-pia: lavamos a alma!

sábado, 9 de julho de 2011

A palavra é... SOLIDÃO

Estou passando por uma situação inusitada: acostumado com um núcleo familiar, agora, de 8 pessoas; acostumado com grandes (em vários sentidos) equipes e turmas, me vejo, neste exato instante, e desde ontem à noite, solitário...
Não que estar sozinho me seja estranho, às vezes, muitas vezes, me sinto só, mesmo acompanhado ou repleto de gente ao meu redor. As inúmeras viagens me dão momentos passageiros de solidão, mas este é mais extenso.
É a solidão do trabalho no final de semana em Mostardas que me atinge agora: distante da família, distante dos colegas, distante dos amigos, só. Ainda "meio-analista", com a capacidade de ir e vir limitada pela ausência de uma ordem de serviço que me coloque um veículo à disposição, ainda procurando re-ordenar e encontrar os documentos, em um computador no qual não sou o administrador, que não tem a minha cara, o meu jeito, me sinto desconfortável e só.
Só e com frio, diga-se de passagem. Busquei uma música que expressasse este sentimento, mas não encontrei no baú da memória. Lembrei de "Preta Pretinha" dos novos baianos, mas ela não expressa o sentimento de forma adequada (assim espero), pois ela projeta a solidão para adiante.
Sei que esta é uma sensação passageira, que logo vou engrenar no trabalho, que estabelecerei nova rede de contatos, que farei grandes amizades por aqui. Sei que segunda-feira estarão todos de volta ao escritório, sei que na quinta-feira estarei com a família, para uma "quase semana" feliz. Mas, neste momento, a desacostumação com a solidão me atinge, e procuro me habituar a ela, para poder curti-la, como procuro fazer com tudo que me atinge, aquilo que considero bom, e aquilo que costumamos considerar ruim ou desagradável.
Enfim, vou atrás de alimentar o corpo e a alma. Foi bom desabafar o sentimento, pra não ficar cristalizado. Deixo aqui o desconforto momentâneo, e sigo em frente.
Namastê!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Que dó...

Duas atividades foram a tônica nesta semana que estive no Parque Nacional da Lagoa do Peixe: a primeira, uma preparação técnica da equipe para o acompanhamento de cerca de 450 ha de pinus que serão extraídos do parque, liberando um pouco mais de espaço para as dunas e a vegetação nativa. Acompanhamos o engenheiro florestal do Ibama Randolf Zachow, do Paraná, que está em vias de se transferir para o Serviço Florestal Brasileiro. Foi Randolf (ou "Randolfo", como foi agauchado o colega) que coordenou o inventário florestal das áreas de pinus, e agora algumas estão sendo liberadas para a extração. Cerca de 280 ha são de propriedade do ICMBio, que desapropriou a área e agora deve lançar edital para a exploração. Outros 170 são se propriedade ainda não desapropriada, cujo proprietários recebeu autorização de exploração do pinus sob fortes condicionantes, já que a "floresta plantada" está contendo um cordão de dunas bem em frente à lagoa.
Foi muito interessante ver toda a preparação, e verificar um andamento significativo na questão do pinus no PNLP. Acho que saímos bem capacitados para fazer o acompanhamento das atividades e, qualquer dúvida, Randolfo está do outro lado da linha pra nos ajudar, ou no saguão do aeroporto Salgado Filho, se for preciso.
Mas a atividade que dá título a esta postagem é o recolhimento de pinguins na beira da praia. Os bichos, em busca de águas mais quentes, estão migrando hemisfério acima. Daí, "inocente, puro e besta", se deparam com manchas de petróleo, muito certamente oriundas da movimentação do insumo, ainda bruto, de ou para as refinarias de Rio Grande. O óleo atinge a camada de penas protetoras, que isolam o animal da água, e que faz com que ele não sinta o frio da água.
Analistas do PNPL orientam pescador
e agradecem à disponibilidade
Comprometida a proteção natural, os pinguins procuram terra firma para fugir do frio, alguns morrem pelo cansaço, muitos são encontrados na praia. Recebemos telefonemas de moradores, comunicando o fato, e alguns, inclusive, recolhem os animais para suas casas, na busca de recuperá-los. Numa das casa que visitamos, o pinguim esquentava-se entre cobertores numa carrocinha, onda haviam sido distribuídos pequenos filés de papa-terra, iniciativa do morador, sob o olhar curioso de sua pequena filha . Exemplo que educa, apesar de que os bichos não devem ser alimentados antes de devidamente tratados. O bom é que eles mesmos dificilmente se alimentam nestas condições, o que também pode causar óbito nos animais.
Nosso procedimento é recolher os animais ao alojamento, onde são hidratados e conduzidos ao CRAM (Centro de Recuperação de Animais Marinhos da FURG) onde serão devidamente tratados, limpos e reconduzidos ao mar.
 Apenas nesta semana foram 19, que ainda estão sujeitos à desnutrição a a agressão do óleo, para que sobrevivam e possam recomeçar a viagem. Acompanhem abaixo uma das capturas, ainda "no improviso", sem luvas ou puçá:



PS: o título, além de expressar nosso sentimento diante da situação (que em alguns se transforma em raiva), também faz referência a um recente sucesso do youtube...