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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preparando pra 2013

Dia desses foi o encerramento dos grupos de estudo no Grupo Espírita Raio de Luz (Mostardas/RS). Foi um momento bem legal de confraternização, que começou com uma dinâmica de planejamento para 2013: desenhar o pé numa folha, e escrever dentro os passos a serem dados no "ano que vai nascer".
Compartilho o meu pé (esquerdo, que sou canhoto), que é pra poder ser cobrado e ajudado no cumprimento das metas:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nosso Lar, o filme

Acabo de assistir "Nosso Lar", e o sentimento me lança a uma resenha emocionada.
Mais um primor da cinematografia "espírita", uma obra recheada de amor fraterno, oportunidades de profundas reflexões e singelas homenagens àquilo que há de mais sublime em nossa existência e aos potenciais desta almas que ainda chafurdam na materialidade.
Nem sei o que mais dizer, e tenho certeza que muitos já disseram muito e melhor do que eu poderia, pois o que sinto não se expressa em palavras, e quero levar para o mundo dos sonhos ao qual me recolho nos próximos instantes.
Ah, lembrei: Assistam!

Eu no Rio

Estou no Rio de Janeiro,"Capital do melhor e do pior do Brasil". Infelizmente, os 40 graus estão pela metade: faz frio na Cidade Maravilhosa, que nem por isso perde charme ou elegância, apesar de não ser "aquele" Rio esperado por este acreúcho que não pisava estas areias desde 1994, quando aqui estivemos com os futuros colegas da FURG, na melhor viagem (neste plano) desta minha existência, deliciando-nos com o swing de Mick Jagger & Cia na turnê Voodoo Lounge.
Chegamos, vindos de Rio Branco (numa friagem tenebrosa), com conexão em Brasília, abaixo de chuva na noite do dia 3, enquanto o Brasil comemorava o 2° turno e a Tsunami Verde promovida pelo povo brasileiro em reconhecimento ao valor da nossa ilustre Marina da Floresta e do Mundo. Já eram 23:00, e o programa era acompanhar os resultados das eleições. Fui dormir sem saber se haveria 2° turno no Acre e, talvez por isso, ou talvez pela emoção de estar em tão ilustre solo, dormi pouco e um sono leve. Despertei às 6:00, tomei café em fui em busca do mar, uma vez que o hotel em que estamos fica no aterro do Flamengo, há uma quadra da praia, bem próximo de um outro em que fiquei hospedado com a turma da ETFPel numa época que nem lembro a data (alguém em ajude).
O tempo continuava encoberto, mas a cidade já dava sinais de vida após a festa da democracia: seres humanos e caninos paseando pela orla, os garis limpando os resquícios eleitorais, mais algum (pouco) lixo e as flores e folhas nas calçadas.
Reconhecendo o Rio de Janeiro (Pão de açucar ou os taxis amarelos?)
O Cristo: é preciso que ele creça e eu diminua
Me admirei com os pombos à beira-mar, aonde eu espera encontrar, quem sabe, andorinhas ou gaivotas. A água até não estava tão fria, mas o vento e a solitude do momento me desconvidaram ao banho. Talvez amanhã, ou quando o clima estiver mais propício, tenho tempo (viajo na segunda, 11/10):

Fomos para o curso do Funbio, aonde passei ainda mais frio, mas o chimarrão me salvou.
Ao longo do dia recebi comunicações da carioquíssima Virginia Gandres e do riograndino radicado no Rio, Felipe Massia Pereira. Combinamos nos encontrar, e asim vou preenchendo minha agenda, praticamente ao sabor do acaso.
Terminado o longo primeiro dia de curso, voltamos ao hotel, e saímos mais alguns colegas, em busca de alimento. Optei por saciar o espírito, e fui assistir "Nosso Lar", num cinema próximo ao hotel.
Encerrada a sessão, retornei ao hotel, posto estas mal traçadas linhas, e descubro que minha esposa tentou falar comigo via Facebook enquanto eu "perdia meu tempo" com vocês, meus amigos imaginários.

Ah, parabéns ao Tiririca (que você aprenda a escrever urgentemente, e copiando a letra do bilhete forjado) em São Paulo; ao deputado Henrique Afonso, meu candidato eleito; e a "Missionária Antonia Lucia" (que bons ventos a cassem).

Boa noite.


domingo, 29 de agosto de 2010

A HISTÓRIA TRISTE – VOLUME 1: PANDA (Resenha)

Inspirado pelo recebimento, através do clube do livro do Universo Espírita, do livro “O mistério de Patience Worth: a história do mais extraordinário romance mediúnico”, relatando a história da tradução por Hermínio Corrêa de Miranda para o português de uma obra norte-americana por nome “A sorry tale”, comprei pela Candeia o primeiro dos 3 volumes, subentitulado “Panda”. Os outros dois “sub-chamam-se” “Hatte” e “Jesus”.
Três foram os motivos da escolha: primeiramente, meu fascínio por tudo o que escreve Hermínio Corrêa de Miranda. Comecei por “Diversidades dos Carismas” ainda em 2006,  em função de uma extensa publicidade no meio espírita quando do re-lançamento do livro do aclamado escritor de “Diálogo com as sombras”, o qual eu desconhecia  (autor e obras) até então. Lembro agora que não terminei de lê-lo, pois logo após o Clube do Livro do Universo Espírita me presenteou com “Alquimia da Mente” e este livro me cativou o interesse de tal maneira que levei meses o lendo, saboreando e refletindo sobre cada capítulo da intrincada relação entre mente e cérebro, Individualidade e personalidade. Recebi alguns outros, comprei mais alguns, e tenho um considerável compêndio de suas obras, algumas aguardando pacientemente o momento apropriado para serem por mim saboreadas. Tenho por  hábito doar meus livros à biblioteca do CEAK, aonde já residem outras obras de Hermínio Miranda, mas confesso meu apego por este pequeno conjunto, que considero tão valioso que temo por ele, apesar de com isso não permitir que outros se deleitem com tamanha profundidade na sublime escrita de HCM, como o mesmo se refere em sua obras. A maioria delas trata de estudos, compilações, teorias sobre a imortalidade da alma (o Espírito) e a sua relação com a matéria com a qual se comunica. Em “A história triste” entretanto, HCM é “apenas” o seu tradutor.
O segundo motivo são as condições nas quais o livro foi escrito: no início da década de 1910, um Espírito autodenominado Patience Worth (algo como “Digna Paciência”) comunicou-se através de uma jovem médium de nome Pearl Leonore Curran, ditando muitos poemas, vários contos e alguns poucos romances, dos quais “A sorry tale” é o mais famoso. Sua fama advém dos detalhes sobre a vida na Palestina à época de Jesus, e também pela qualidade literária da obra, escrita em um inglês vitoriano e com uso de neologismos particulares, característicos deste Espírito. A médium em questão, comprovadamente analfabeta funcional e extremamente iletrada, jamais poderia ter elaborado por si tal obra, e tudo o mais que fora comunicado por Patience. Tal fato, ao invés de dar notoriedade à obra, a levou ao ostracismo, devido ao preconceito à literatura mediúnica na época, que ainda vigora em alguns espaços literários. Cabe aqui a nota de que a obra foi escrita valendo-se de uma prancheta, ao invés da hoje costumeira psicografia.
The last, but not de least, é o fato de a obra ser mais uma daquelas que se situa nos tempos do Mestre, ainda que, aparentemente, não verse sobre ele especificamente (apesar de ele ser uma das personagens presentes neste primeiro volume e ter um volume intitulado com o seu nome), assim como é “Há dois mil anos”de Emmanuel. Mais uma vez, o escrito tem tons autobiográficos, ainda que a autora espiritual assim não o declare, mas os indícios de tal são visíveis e as notas complementares de  HCM reforçam esta idéia. Ódio (em inglês, Hate) nasce na mesma noite que Jesus, em condições semelhantes, ambos nas cercanias de Belém. Filho do futuro Imperador Tibério com uma “dançarina” de Roma, a mãe abandonada nutre tamanha mágoa com os acontecimentos pretéritos que impregna sua existência e a de seu rebento com o ódio do seu desamor, batizando o menino com o nome de Hate, mais tarde alterado pela tutora judia para Hatte no intuito de minimizar a pecha maldita.
O decurso parece óbvio: uma vida de toda sorte amaldiçoada, para o jovem e aqueles a sua volta, mas que, graças à presença de espírito, à sensibilidade e ao amor do ex-escravo Panda é suavizada e apresentada como profunda oportunidade de redenção de todos os envolvidos. Os protagonistas do livro são a escória daquele mundo, os amaldiçoados que procuram manter pura a alma apesar das mazelas a que estão submetidos:  deficiências mentais e físicas, lepra, humilhações, prisões e morte física. Os personagens transitam ao lado dos poderosos do mundo e daqueles que se supõem muita coisa, mesmo sendo quase nada.  Encontros e desencontros vão tecendo a teia da trama do longo romance (o primeiro volume tem 270 páginas, “devoradas” por mim em cerca de quinze dias).
Teia, a mãe de Hatte, é dotada de qualidades proféticas e parece prever o decurso da vida de Jesus, que parece confundir com o futuro do próprio filho, que também “herda” as faculdades da mãe. “Ele virá do Oriente” e “o sacrifício do cordeiro” são visões recorrentes de uma mediunidade descontrolada.  Ela conhece Maria, identifica suas qualidades morais e espirituais e profetiza seus infortúnios. Mais tarde, Hatte encontra-se com o jovem Jesus, que o diz que tanto Ele  quanto Hatte encontrariam o Pai, e que ambos eram irmãos. Jesus obviamente falava de Deus, mas Hatte julga tratar-se do pai desconhecido,  que ele mais tarde descobre ser da nobreza de Roma, um rei, o que confunde ainda mais o entendimento do jovem, após Jesus afirmar diante do Templo de Jerusalém que seu Pai habitava aquele lugar.
As falas e os diálogos são todos recheados de poesia e sabedoria, num texto que flui leve pelos constantes infortúnios e desventuras de seus protagonistas e da série de coadjuvantes que vão recheando a estória. Enfim, uma obra intitulada  “A história triste” (ou “Uma estória triste”, tradução literal do inglês) não poderia trazer pujança e boa-aventurança, apesar de o livro nos relembrar da importância de nos submetermos àquilo que o mundo tem para nós, com humildade e resignação. Outro bordão do livro sai da boca de Téia para ganhar a mente e o coração das outras personagens: “Ele (Deus) é sábio”. Vivamos crendo nisso...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Podcast Espírita: Qualidades da Prece

Nova série: podcast de nossas palestras no Centro Espírita Allan Kardec.
Tema da noite: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 27: Qualidades da Prece


terça-feira, 22 de junho de 2010

AUTO-RETRATO

Olá, nossas Fraternais Saudações!

Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!!
Obrigado pela companhia!!!
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

AUTO-RETRATO



Sempre que a nossa palavra:

censura,
justifica,
levanta,
rebaixa,
deprecia,
louva,
depreda,
restaura,
complica,
auxilia,
apóia,
fere,
abençoa ou condena seja a quem for, estamos fazendo o nosso próprio retrato.

E isso acontece porque sendo as atitudes, os pensamentos, as idéia, as intenções dos outros, realidades dos outros – cujas origens autênticas não conseguimos penetrar - toda vez que nos referimos aos outros estamos sempre efetuando a projeção parcial ou total de nós mesmos.

 



pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Astronautas do Além, Médium: Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos.


Acesse o nosso site: www.caminhosluz.com.br

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fwd: Um Congresso em nível do Espiritismo

Reproduzo aqui excelente comentários do confrade Alamar Régis Carvalho, sobre o 3º Congresso Espírita Brasileiro.
Sandra e eu estivemos lá, e pudemos comprovar o que Alamar cita e muito mais. Um evento memorável, uma oportunidade única, e uma grande responsabilidade em divulgar os ensinos coletados por aquiles que lá estiveram.
Importante notar a importância de Chico Xavier dentro de Espirismo Brasileiro e mundial, sua adequação completa e também complementar aos postulados codificados por Kardec e, sobretudo, o modelo de vida a ser compreendido e assimilado. Tudo isso - e muito mais - se fez presente no conjunto das apresentações feitas durante o congresso. Tenho certeza que o conjunto dos DVD do congresso será um best-seller. Todo centro espírita deveria adquirir o seu.


Um congresso em nível do Espiritismo

A nossa doutrina já merecia um congresso como este

Quem conhece o meu estilo sabe muito bem que eu não tenho papas na língua, não costumo moldar-me conforme conveniências, não sou adepto do "politicamente correto" e, em respeito à minha consciência e aos amigos que gostam de ler as minhas matérias, prefiro a autenticidade, requisito indispensável ao espírita que é disposto a praticar o espiritismo com honestidade e dignidade.

Estive em Brasília, por ocasião do 3º Congresso Espírita Brasileiro e, sinceramente, eu não acreditava que pudesse voltar para casa e escrever, sobre o evento, o que vou escrever aqui. Imaginava que veria um congresso, como outros eventos espíritas que já havia assistido antes, principalmente promovidos pela FEB, sem vida, sem sal, sem tempero, sem alegria e naquele mesmo estilo do espiritismo tipo "to melhor do que mereço", "o silêncio é uma prece" e "muita paz, meu irmão".

Pelo contrário: Vi um congresso de muito bom gosto, muito bem produzido, bem elaborado e, com certeza, inspirado por espíritos felizes.

Acho que desta vez a FEB fez Kardec sorrir, e Jesus também.

É tanta coisa que eu tenho a dizer, sobre o 3º congresso, que estou até em dificuldade para organizar a disposição das coisas neste email. Sinto-me, ainda, emocionado, mas vou tentar falar sobre os aspectos que, na minha opinião, são mais relevantes.

É óbvio que num evento espírita tem que prevalecer um conteúdo coerente com os postulados espíritas, sem a menor necessidade de se recorrer a artifícios espetaculosos a fim de impressionar público, pela necessidade de ter que vender algum produto.

Já ouvi, por exemplo, várias vezes, alguns amigos dirigentes de casas espíritas dizerem: "Temos que oferecer o passe, no nosso centro, porque se for só palestra, pouca gente vai".

O passe aí fica como um meio de atrair gente para o centro.

Há quem ofereça cromoterapia, passes embaixo de pirâmides, desobsessão pelo choque anímico, mediunismo em público e um monte de coisas, para poder encher a casa. É gente que, embora na direção de instituição espírita, não se conscientizou, ainda, que a proposta espírita, por si só, já é algo muito interessante e atraente, sem apelações.

A FEB conseguiu manter a coerência com a doutrina, sem praticar qualquer tipo de desvio, sem fazer enxertos, mas fazendo um congresso bonito, alegre, gostoso e atraente, inclusive com a presença de artistas que encantaram o público.

Teve artistas, em um congresso da FEB!!!!

Se eu não tivesse visto, não teria acreditado

Desde quando eu lancei a revolucionária revista "Visão Espírita", em abril de 1998, venho defendendo a idéia de que devemos falar sobre o Espiritismo para o grande público e se fazia necessário que colocássemos, nas capas das revistas, as imagens dos ídolos do público. Coloquei a Xuxa, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, atores de novelas da Globo, o Papa, o padre Marcelo, etc..., o que foi entendido, por algumas lideranças, como uma espécie de "Caras" espírita, motivo de muita reprovação e até proibição de circular em algumas instituições.

Fiz de tudo para fazer entender que o meu objetivo era fazer com que o grande público chegasse à revista pela capa e ficasse pela doutrina, o que a indisposição para a boa vontade de muitos não quis entender. Os resultados foram os melhores possíveis.

Alguns amigos me perguntam, por exemplo: Como é que você consegue se corresponder com quase 200 padres, 40 bispos católicos e mais de 1.200 freiras, falando sobre Espiritismo? Como você conseguiu, até, levar bispos e padres a dar entrevistas em seu programa de TV?

A revista que trouxe o Papa, na capa, por exemplo, teve uma vendagem enorme e fez com que muitos padres e bispos a comprassem, por curiosidade, porque muita gente queria saber que diabo o papa estava fazendo na capa de uma revista espírita.

Falávamos sobre a nova encíclica, da época: "Fé e razão", proposta por João Paulo II, e, inclusive, uma matéria escrita pelo padre francês François Brune. De repente e, "por acaso", eles leram conteúdo espírita. Impressionante o que aconteceu, a partir daquele número da revista.

Hoje a respeitada FEB trás, finalmente, artistas para um congresso espírita, por coincidência, quase todos eles meus amigos: Os atores Carlos Vereza, Paulo Figueiredo, Othon Bastos, Renato Prieto, a atriz Ana Rosa e sua filha, também atriz, Beatriz Correa, a Biazinha querida, além do Nando Cordel levando a platéia ao delírio, com suas músicas encantadoras, inclusive os seus grandes sucessos da música popular.

Até o André Trigueiro, apresentador da Globo News, foi um dos palestrantes que, por sinal, deu um show de conteúdo e apresentação, na sua defesa pela ecologia, à luz da doutrina espírita. Foi aplaudido calorosamente.

Depois que foi mostrado o treiller do filme "Nosso Lar", todo o elenco foi chamado ao palco e o meu querido amigo Renato Prieto, aquele bandeirante que vem batalhando há vários anos pela divulgação da doutrina através do teatro, foi ovacionado pelo público, como uma grande estrela hollywoodiana.

Divaldo Franco altamente inspirado, José Raul Teixeira também, Alberto Almeida também... todos os expositores contagiados pela alegria de um Congresso que teve como tema a homenagem aos cem anos de nascimento do venerável Chico Xavier. Até o Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico, estava lá, ficou o evento inteiro, aceitando os abraços das pessoas para tirar fotografias. O Chico e o Juscelino Kubitscheck mandaram lindas mensagens, através da psicografia notável do Wagner, lá de Belo Horizonte.

Os apresentadores do evento foram impecáveis. O jovem Lincoln foi elegância, comunicação alegre e agradável, bem distante daquele modelo sisudo e desprovido de sorriso de outras edições.

Aplausos de pé aconteciam com todos os palestrantes e com todos os que se apresentavam nos momentos artísticos. Renato Prieto, (foto ao lado direito), como André Luiz do filme "Nosso Lar", que vem aí, foi um dos mais fotografados pelo público. Na foto a esquerda, o apresentador da Globo News, André Trigueiro.

Recepção de primeira, ambiente confortável, muito bem escolhido, Rede Globo lá dentro, fazendo entrevistas e até o Vice-Presidente da República, acompanhado por dois ministros e os "Dragões da Independência", presentes ao evento. Gente, onde já se viu vice-presidente da república ir a evento espírita, ainda mais acompanhado pelos dragões da independência?

E teve outra coisa: O homem estava previsto ficar lá só por 40 minutos, no máximo, por conta da sua enfermidade, mas se emocionou tanto que ficou até o final, sem sentir nada, e no final falou na tribuna como um ser humano sofrido, emocionado, e não como político, prometendo voltar no domingo, com a esposa, como cidadão comum e não como brasileiro, não fazendo apenas por causa de um desconforto que foi acometido.

É o Espiritismo mexendo com o coração das pessoas, pelo que ele é, mostrado de forma bonita.

A TV CEI transmitiu ao vivo!!!

Via satélite, para todo o Brasil

Parece sonho isto, não é?

Na foto ao lado, a equipe da TV CEI, ao lado do up link, que transmitiu ao vivo.

Pois é. Uma emissora de televisão, autenticamente espírita, com alta qualidade de imagem e som, transmitiu o evento totalmente, ao vivo, via satélite, para todo o Brasil, cujas imagens, além de chegar às casas das milhares de pessoas que adquiriram receptores e anteninhas parabólicas, foi retransmitido, também por estes receptores, em todas as federações espíritas estaduais, foi retransmitido na TV a cabo de 14 cidades importantes, foi retransmitido pela televisão da LBV, também via satélite e aberta em várias cidades e ainda pela TV Mundo Maior, das casas André Luiz. Tudo isto além de ter mandado, para o mundo inteiro, por Web TV da internet, que foi assistido por alguns outros milhares de pessoas.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Chico Xavier: O filme

Acabamos (Sandra e eu) de assistir “Chico Xavier”, o filme. Fã incondicional da figura do ilustre médium mineiro, considero o filme à altura de sua memória, exemplificando sua história de vida, e, a reboque, parte significativa da história da doutrina espírita no Brasil. Estão lá, não apenas todo sofrimento e amparo ao menino Francisco, sua iniciação ao Espiritismo, o consolo aos desvalidos do corpo e da alma, mas também os “causos” históricos de sua trajetória: a a redação do grão do grão de areia, a “aplicação do Evangelho com firmeza”, os “jornalistas gringos” de “O Cruzeiro”, “Emmanuel e a peruca”, o evento da turbulência no avião, a absolvição do amigo pelo amigo desencarnado. Fatos notórios para todo aquele que se interessa não apenas pela figura fraternal e apostólica de Francisco Cândido Xavier, mas também pelo “homem por trás do mito”, nos apresentando o garoto do interior de Minas Gerais, possível personagem de outros “causos”.

O filme resgata o Brasil rural, a Minas histórica das casas coloniais, onde a vida transcorre sem grandes assombros. Não é o caso da pequena Pedro Leopoldo e de Uberaba, até hoje impactadas pela passagem de “Cisco Xavier”. A fotografia natural e humana do interior de Minas é belíssima, e se coaduna com toda a beleza humana presente no filme, que gira em torno do lendário Pinga-Fogo, resgatando a história do médium a partir dos questionamentos feitos a ele de suas irreparáveis respostas.
Encerrado o memorável programa, o roteiro ascende à história do “tenente Tomaz”, simbolizando não apenas os inúmeros confortos trazidos através do lápis nas mãos de Chico Xavier, mas também uma história de Amor, Humildade, Perdão e Justiça, de um modo que apenas o nosso Brasil sincrético “Coração do mundo e Pátria do Evangelho” poderia apresentar.
O filme definitivamente emociona e diverte, uma excelente obra da sétima arte brasileira. E, vem aí, “Nosso lar”, em orçamento milionário e efeitos especiais “do outro mundo”. Por fim, o respeito quase religioso na sala do Terraço’s Shopping ainda me pareceu um prenúncio do Congresso Espírita que inicia amanhã aqui em Brasília, em meio às comemorações dos 50 anos de nossa capital Federal. Haja coração para as fortes emoções que nos aguardam.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre Comenius, piedade, moralidade, instrução e filosofias orientais

Caro Rodrigo,

Realmente Comenius era cristão, protestante, talvez um pouco herético, se analisarmos às suas concepções, as quais o transformaram, de certa forma, no pai da Pedagogia, o amor tornado ciência social. O incluo na assinatura de meus emails por ter influenciado Pestalozzi, que influenciou Allan Kardec, que codificou a "doutrina dos Espíritos", à qual eu me filio atualmente.
Mas, voltemos ao Cristianismo: será ele a moralidade mais fajuta que a espécie já conheceu, ou ainda não conhecemos o "cristianismo" realmente? Com certeza sabemos o que foi feito dos ensinos que Jesus trouxe a este mundo, sobretudo ao ocidente: somos reflexo disso. De fato, estes ensinos são de sobremaneira semelhantes às filosofias orientais que tu citas, das quais também sorvo algum ensinamento, tentando, por exemplo, ser fluido como a água, algo que aprendi no Tao Te Ching, assim como lá aprendi que Deus NUNCA nos será plenamente compreensível, pois é algo que vai além da compreensão. Mas de alguma forma devemos refinar esta nossa incompreensão para até onde nos for possível, naquilo que o Espiritismo vem chamar desenvolvimento da Intuição.
Estes ensinos são semelhantes porque guardam ligação com uma verdade essencial, são emanações desta verdade, a qual chamamos Deus, Tao, Chi. Eis o verdadeiro monoteísmo, e muitos poucos de nós nos apercebemos dele.
Admiro Jesus sobretudo pelo modelo de vida que o Evangelho nos apresenta, algo se se reflete (distorcido pelas imperfeições humanas), em Fransciso de Assis e na Teologia da Libertação, por exemplo: a preferência pelos pobres, pelos fracos da Terra, pelos humildes. Ele (o "Filho do Homem") nos dá a prova inequívoca de que Deus (o Tao, o Chi), nos dá tudo aquilo de que realmente necessitamos, assim como provê aos pássaros e aos lírios, e eis a nova definitiva chaga: a falta de fé no porvir, e descrença no poder do Universo, e a crença única e exclusivamente em nós mesmos, geralmente um nós individualista, que não percebe sequer o próximo ao nosso lado e quanto apoio ele pode nos dar. E assim, amadores que somos, tisnamos o quadro maravilhoso pintado por Deus (o Tao, o Chi).
Daí a necessidade de instrução, para melhor nos conhecermos e conhecermos o mundo que nos rodeia, reflexo exterior de um modo particular de ver a vida. Se essa instrução não nos tornar pessoas melhores, mais justas, mais equilibradas, mais harmonizadas com o sopro divino, de que nos servirá? Se este equilíbrio, esta harmonia, não nos torna mais tolerantes, de que nos serviu?

Enfim, o seu questionamento é a essência de tudo que a frase de Comenuis questiona:
Não seria melhor aprender que tipo de moral realmente é moral?
Recomendo uma leitura aprofundada da Didática Magna, principal obra de Comenius, de onde a citação foi retirada.

"Infeliz a instrução que não se converte em moralidade e em piedade."
Comenius (1592 - 1670)


Obrigado amigo, por este momento de reflexão, que compartilho com os amigos do blog pablosando.blogspot.com.
Paz e Bem.
Pablo

2009/10/21 Rodrigo **** <**********@ig.com.br>:
> Caro Pablo,
>
> não posso deixar de comentar sua frase do Comenius. Antes de querer
> transformar toda instrução em moralidade, não seria melhor aprender
> que tipo de moral realmente é moral?
Fiquei com a impressão
> ("piedade") que esse Comenius é cristão, e infelizmente o cristianismo
> é talvez a moralidade mais fajuta que a espécie já conheceu. Sugiro a
> vc procurar os trabalhos dos orientais, mais especificamente (não
> necessariamente nesta ordem) o budismo, taoísmo e confucionismo. Dão
> uma lavada nesse mar de superstição e "sujeitos bonzinhos" que ora nos
> assola. <Dei uma olhada na Wikipedia> Por melhor educador que ele
> tenha sido, não tenho dúvidas que o monoteísmo divide os povos.
>
> Abraços,
>
> Rodrigo ****.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

parabsemeador.gif Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muita gente, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou, ficando toda a gente de pé na ribeira; e lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram às aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha altura de terra. Mas saindo o sol se queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e crescendo os espinhos, a afogaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, XIII: 1-9 ).


Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevêm tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um. (Mateus, XIII: 18-23).


Muito já se falou sobre os "solos" (os corações, as almas dos homens) aonde semeia o semeador, e o próprio Jesus assim o fez para esclarecer aos discípulos, conforme solicitação destes (que está no hiato do trecho selecionado aqui). Interessante notar que quem semeia, na transfiguração da parábola, na revelação do seu sentido "oculto", não é quem preparou o "solo", pois cada um é lavrador de si próprio, e tampouco o semeador colhe o fruto do seu trabalho, que fica a cargo do "dono do terreno", que haverá de colher "segundo suas próprias obras", isto é, conforme houvera lavrado a terra. Obviamente, cada semente plantada renderá conforme a qualidade do solo, dentro da ótica da parábola. Muito já foi dito, lido e estudado sobre estes solos de que a Humanidade é formada. Gostaria aqui de trazer a nossa reflexão sobre o semeador e a sua tarefa de semear.
Primeiramente, quem é o semeador? A princípio, poderíamos pensar que Jesus falava dele próprio, e muitas vezes somos levados a este raciocínio, pois ele é o maior de todos os semeadores que este planeta já conheceu, olhemos para nós, para as incontáveis congregações religiosas do planeta, frutos deste semear de Jesus, em solos que ainda precisam, na sua imensa maioria de alguma correção, para que dêem os frutos mais adequados. Entretanto, a mim parece que o semeador é todo aquele que a isso se propõe, ou seja, é todo aquele que se propõe a pregar a "palavra de Deus", que é a nossa semente em questão. Então, o semeador sou eu neste momento, é você no seu tempo, somos todos nós na nossa prática diária, pois na verdade, saimos todos a semear aos quatro ventos, e nos importa considerar que sementes andamos a carregar na nossa algibeira, e isso me faz lembrar da parábola subsequente deste capítulo de Mateus, a do trigo e do joio, mas esta fica para um outro momento.
Prestemos atenção que o nosso semeador em questão sai a semear e não escolhe terreno: lança suas sementes ao caminho, na terra espinhosa, entre pedras e em bom solo, assim como deve ter semeado às margens dos rios e, quem sabe, até mesmo no oceano. Essa prática pode nos parecer pouco eficaz dentro de uma lógica agrícola terrena, mas aqui não é alimento para o corpo que se busca alcançar, mas o alimento da alma. O semeador planta o futuro, planta a semente da Boa Nova, em que todos nós nos reconheceremos enquantos filhos de Deus, alinhados com o seu pensamento e a sua harmonia, que reina na Creação.
Se a semente encontra um bom solo, ela germina e dará frutos, conforme a vitalidade do solo. Mas também, conforme a qualidade da semente. Não é assim na nossa agricultura, procuramos as melhores e mais produtivas sementes? Pois bem, voltamos à questão das sementes que carregamos conosco. Daí a importância do estudo e da prática evangélica, da boa moral, da ética a que cada um deve se dedicar em conhecer e vivenciar, pois a semeadura é livre, mas inevitável, e a colheita será obrigatória. E os frutos da nossa plantação? Haverão de ser semeados em outras terras, outros solos, infinitamente e por todos nós.
Voltemos àquelas sementes que não germinaram. Fosse na lógica agrícola terrestre, abandonaríamos os solos improdutivos e buscaríamos os solos mais adaptados, e muitas vezes é assim que fazemos. "Não é assim que agem os publicanos?" Nos perguntaria Jesus . É preciso recuperar os solos alterados, as áreas degradas, porque todo solo guarda em si o potencial da grande colheita: ele começa dando 10 por 1, e vai ampliando a sua produtividade! Como é que isso acontece? É que parte da produção derrama-se sobre o próprio solo, nutrindo-o, fortalecendo-o. E mesmo aquele solo duro, espinhoso ou pedreguento, de semente em semente vai se tornando apto a receber a derradeira semente, porque os semeadores estão aí, incessantemente, nos dois planos da vida. Um dia, essa semente há de brotar e frutificar, e que dia maravilhoso, pra quem planta e, principalmente, pra quem vai colher...
É pode vir o vento, a enxurrada, que a riqueza do solo nutrido da "Palavra de Deus", da Boa Nova, do Evangelho não se vai com as itempéries. A traça não roi e a ferrugem não desgasta, pois são os tesouros do Céu, guardados na arca dos nossos corações, na imagem de uma pequena semente, de onde pode nascer uma castanheira, uma samaúma, mas também pode nascer o joio, se não tivermos cuidado de procurar saber de quê é esta semente.
Então, meus irmãos, lavremos o próprio solo, nos preparando para receber a semente, e saiamos a semear por aí, indiscriminadamente. Vamos trazer a reflexão de hoje para este nosso momento: Será que as sementes que eu carrego comigo são de boa qualidade? Será que eu não posso trabalhar o melhoramento, a produtividade da minha semente? Com certeza que sim! E o solo de cada um aqui, será que está nas melhores condições? Com certeza que não! Porque sempre poderemos ser melhores do que somos.
Que a Paz e o Amor de Deus estejam sempre presentes em nossas vidas!

(Reflexões para uma palestra no Centro Espírita Allan Kardec)

sábado, 17 de outubro de 2009

3º Congresso Espírita Brasileiro: Eu Vou!


E a Sandra também. Assim seja!
Pois é, embalados por amigos espíritas em Rio Branco estamos embarcando nesta jornada.
Amigos de Brasília, estamos procurando um abrigo na capital para esses dias (16 a 18 de abril de 2010) .
Os principais palestrantes convidados são Divaldo Franco e Raul Teixiera, mas os três dias estarão repletos de atividades culturais e mesas redondas com outras personalidades do movimento espírita mundial. O tema principal é o Centenário de encarnação de Chico Xavier e toda a sua obra.
Se você se interessou, corra que as vagas pro auditório principal estão acabando. Mas haverão salas com telões, para todos poderem assistir (bem que eles poderiam jogar esses vídeos online, né?).
Mais informações no site: www.100anoschicoxavier.com.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Bom conselho (conto espírita)

Essa veio do meu amigo virtual Manuel. Muito boa, como tudo o que é exposto aqui...

O Preto Velho

Dando início a uma destas reuniões mediúnica num centro espírita orientado pela doutrina de Allan Kardec, foi feita a prece de abertura por um dos presentes. Iniciando-se as manifestações, pequenas mensagens de consolo e apoio, foram dadas pelos desencarnados aos membros da reunião.
Quando se abriu o espaço destinado à comunicação de Espíritos
necessitados, ocorreu o inesperado: a médium Letícia fica sob a influência de um Espírito.
O dirigente, como sempre fez nos seus vinte e tantos anos de prática
espírita, deu-lhe as boas-vindas, em nome de Jesus.
- Seja bem-vindo, meu irmão, nesta casa de caridade, disse-lhe Dr.
Anestor.
O espírito respondeu:
- Boa noite, Fio. Suncê me dá licença prá eu me aproximá de seus
trabalhos, Fio?".
- Claro, meu companheiro, nosso centro espírita está aberto a todos os que desejam progredir, respondeu o diretor da mesa.
Todos os presentes perceberam que a entidade comunicante era um
preto-velho, a entidade continuou:
-"Vósmecê não tem aí uma cachacinha prá eu bebê, Fio?".
- Não, não temos, disse-lhe Dr. Anestor. Você precisa se libertar destes costumes que traz dos terreiros, que é o de ingerir bebidas alcoólicas. O Espírito precisa evoluir, completou o dirigente.
- Vósmecê num tem aí um pito? Tô com vontade de pitá um cigarrinho, Fio.
- Ora, meu irmão, você deve deixar o mais breve possível este hábito
adquirido nas práticas de terreiro, se é que queres progredir. Que
benefícios traria isso a você?
O preto-velho respondeu:
- Preto-véio gostou muito de suas falas, mas suncê e mais alguns dos
médiuns não faz uso do cigarro, Fio? Suncê mesmo num toma suas
bebidinhas nos fins de sumana? Vós mecê pode me explicá a diferença que
tem o seu Espírito que beberica `whisky' lá fora, do meu Espírito que quer beber aqui dentro? Ou explicá prá mim, a diferença do cigarrinho que suncês fuma na rua, daquele que eu quero pitar aqui dentro, Fio?
Dr. Anestor não pôde explicar, mas resolveu arriscar: - Ora, meu amigo,
nós estamos num templo espírita e é preciso respeitar os trabalhos de
Jesus. O preto-velho retrucou, agora já não mais falando como caipira:
- Caro dirigente, na escola espiritual da qual faço parte, temos aprendido que o verdadeiro templo não se constitui nas quatro paredes a que chamais centro espírita. Para nós, estudiosos da alma, o templo da verdade é o do Espírito. E é ele que está sendo profanado com o uso do álcool e do fumo, como vêm procedendo os senhores. Vosso exemplo na sociedade, perante os estranhos e mesmo seus familiares, não tem sido dos melhores. O hábito, mesmo social, de beber e fumar deve ser combatido por todos os que trabalham na Terra em nome do Cristo. A lição do próprio comportamento é fundamental na vida de quem quer ensinar.
Houve grande silêncio diante de tal argumentação segura. Pouco depois, o Espírito continuou:
- Suncê me adescurpa a visitação que fiz hoje, e o tempo que tomei do seu trabalho. Vou-me embora para donde vim, mas antes, Fio, queria deixar a suncês um conselho: que tomem cuidado com suas obras, pois, como diria Nosso Sinhô', tem gente coando mosquito e engolindo camelos.

- Cuidado, irmãos, muito cuidado. Preto-véio deixa a todos um pouco da
paz que vem de Deus. Ficam meus sinceros votos de progresso a todos os
que militam nesta respeitável Seara".
Dado o conselho, afastou-se para o mundo invisível. Dr. Anestor ainda quis perguntar-lhe o porquê de falar "daquela forma", mas não houve resposta.
No ar ficou um profundo silêncio, uma fina sensação de paz e uma
importante lição para todos meditarem.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Assinatura de email da Sandra

Sandra Rocha Saldo   ¸.•*¨)
(¸.•´ ღ (¸.•*´¨¨*•*´¨¨*•.¸ღ.•*¨)

Escuta a esperança,
no silêncio da própria alma
a falar-te de futuro e de amor...
Ergue-te e caminha.
Enxuga as lágrimas e fita os Céus.
Deus que te sustentou até ontem,
sustentará hoje e sempre.
Meimei
¸.•*¨)
(¸.•´ ღ (¸.•*´¨¨*•*´¨¨*•.¸ღ.•*¨)

domingo, 3 de maio de 2009

Porque espírita?

Já fui católico,
budista, protestante.
Tenho livros na estante,
todos têm a explicação.
É fim de mês
Raul dos Santos Seixas

Raul tinha toda a razão quando disse "todos têm a explicação". Todos os livros ditos "sagrados" trazem uma explicação razoável (para uma determinada mentalidade) do Divino, do mistério da transcendência humana. Triste é achar que a vida se exingue com o falecimento do corpo. E aqueles que estão certos disso, então?! Tristes expectativas, do passado ao futuro.
Não me admira o mundo estar como está, uma vez que o materialismo, primo-irmão mais velho (talvez até mesmo padrasto) do consumismo secular, ser a idéia dominante na sociedade humana.
Mas, estatisticamente, existem mais espiritualistas do que materialistas, estou certo? Talvez estatisticamente, mas de fato, a imensa maioria de nós somos materialistas, pois agimos como tais. Não adianta dizer que acredita na vida eterna e proceder como "se não houvesse amanhã", desejando "tudo ao mesmo tempo agora", "e que tudo mais vá pro inferno". Quem irá pro inferno seremos nós! Ainda bem que o inferno não existe, ou melhor, é apenas um estado de consciência passageiro.
Por isso, o Espiritismo, que alguns insistem em chamar de Kardecismo, tudo bem. As religiões (ocidentais) antigas prestaram um grande desserviço fazendo Deus à semelhança do homem. As orientais foram bem mais humildes, deixando Deus (ou o Tao, ou o Chi) no limite do incogniscível, e tratando de aspectos mais práticos da vida na Terra ou de sua libertação.
"Fomos criados sua imagem e semelhança", é verdade (todos têm a explicação), mas somos nós que nos assemelhamos a Deus, e não Ele a nós. Claro que homens primitivos, recém saídos da animalidade, criariam um Deus animalizado, vingativo e pessoal, assim como anteriormente, tínhamos visto um Deus em cada aspecto humano ou em cada fenômeno da Natureza (estes estavam mais certos do que os anteriores...). Resumo da ópera? O homem não compreendera a Deus, assim como ainda hoje não o compreende. Foi preciso um enviado das hostes celestiais para nos trazer uma idéia mais aproximada, e nos apresentar o Deus de Amor. Pobre Jesus, o que fizemos com o Arauto da Nova espiritualidade? O "matamos"(extinguimos sua existência física, que nos desvelava as imundícies), nos apropriamos de seus ensinos e os utilizamos para o "mesmo de sempre". Mas pobre homem, que não percebeu que assim Jesus o desejava, pois o lírio haveria de nascer do lodo pestilento de nossos desejos de dominar, de escravizar o nosso irmão. Foi a própria pregação cristã, pregada aos quatro ventos, que denunciou os nossos erros, "e todos creram nele", e duvidaram de nós.
Duvidando de nós, duvidaram de nossas instituições, e o homem se afastou dos templos, esqueceu-se que o templo verdadeiro é a sede do espírito, e se encharcou de carne. Alguns ainda cultivaram uma espiritualidade, mas era importante esquecer a Deus, ao seu filho (Não somos todos?), e colocar o homem, isto que nós conhecemos como ser humano, e os seus potenciais que vislumbramos, em primeiro lugar, para garantir a nossa sobrevivência, talvez,inclusive, para que as coisas se modificassem, mas não tanto. Nasce o Iluminismo, o Positivismo.
Eis que as promessas se cumprem, e "Filho de Deus" manda o Consolador, que já habitava entre nós desde antes da sua vinda, mas era envolto em nuvens. Desta vez, ele vem claro como a luz do dia, ou melhor, audível como pancadas em mesas e paredes. Mais uma vez, o homem (agora desgarrado de qualquer noção de divinização ou transcendência de si) toma o fenômeno para si, e o usa lúdica e despreocupadamente para seu deleite. Mas Deus escreve certo por linhas tortas, e alguém, com o mínimo de juízo, bom senso e espírito investigativo pergunta: De onde vem esta inteligência que percebo aqui? "Descobrimos" os Espíritos, e eles nos falam, através das batidas e, mais tarde, pela escrita e inclusive pela fala, que são os mesmos homens da Terra, desprovidos do corpo material, mas que ainda "materializados consciencialmente", ainda andam por aqui, e têm notícias importantes "de mais além" para nos trazerem. Vamos ouvi-los, pois!
E os que eles nos contam é de um todo fascinante: colônias espirituais, mundos habitados, transmigrações planetárias. Lembram de quem foram em existência anteriores à mais recente, demosntrando que retornamos reincidentemente à carne, assim como nos falam das preparações que são realizadas para este retorno. Nos falam da sua compreensão de Deus, de suas Leis, de seu Amor e de sua Justiça. Falam de evolução constante antes mesmo de Darwin tocar no assunto, e extrapolam a noção, que neste pesquisador se resumiu à parcela materialista mais evidente (o que já significou grande avaço para a mentalidade humana, e significaria a fogueira trezentos anos antes). Nos trazem a definição que nos abre o coração ao Pai Criador: A Inteligência Suprema do Universo. Não mais um Deus antropormofizado, mas a intelectualização da essência humana, nos mostrando que o homem é um "ser pensante" e que esse ser sobrevive, uma vez que eles estão alí, conversando conosco, e pensam! Não me admiria que os sequiosos de domínios tivessem escravizado as consciências: alí estão os homens! Assim como não me surpreende que, após milênios de escravidão mental, o homem se rebelasse e "virasse o cocho" da meneira que vem virando.
Mas, aquele homem de espírito pesquisador raciocina, e nos diz: cuidado com as palavras dos Espíritos! São as palavras dos homens de outrora, eu mesmo conheci alguns deles enquanto ainda encarnados. Neles devemos acreditar tanto quanto nas nossas idéias. Submetamos tudo ao crivo da razão, daquilo que nos pareça lógico e consistente, e estaremos dentro da margem segura de nossa inteligência (que é a nossa essência).
Daí nasce o Espiritismo, uma doutrina filosófica, oriunda da observação e da comunicação com os seres humanos desencarnados, que nos trazem reflexões sobre o proceder do homem na Terra, e da nossa conexão inequívoca com Deus, uma vez parte integrante da Creação. uma doutrina que não nos diz "É assim", mas dialoga ("nos foi ensinado assim, se te parecer razoável, pode juntar-se a nós"), não nos supõe infalíveis, muito antes pelo contrário. E aquilo que eu tenho considerado o maior benefício do Espiritismo à Humanidade: nos revela o sentido oculto das escrituras, como Jesus havia nos prometido. Uma leitura espírita da Bíblia e, sobretudo, do Evangelho, nos revela um outro mundo, que se baseia na mensagem clara que Jesus nos deixou (e que ainda hoje não compreendemos) que é o Amor. Mas nos evidencia este amor onde a ilusão da matéria e da suposta unicidade da existência nos o oculta: na criança deficiente, nas "mortes" prematuras, nos desafetos familiares. Nos dá a esperança do melhoramento, da expiação das faltas ao invés de nos condenar sumariamente. Nos apresenta a Grande Família Humana, dispersa pelos infinitos mundos e dividida entre dois planos da manifestação da vida. Nos explica a diversidades de caracteres e de aptidões.
Enfim, uma doutrina que nos faz pensar, ao invés de pensar por nós. E só isso me basta para elevá-la acima de todas as outras, apesar de estarem todas na mesma dimensão da existência humana, cada uma dentro do seu contexto histórico e consciencial.
dele

terça-feira, 17 de março de 2009

WALL-e


Impressionante como pequenas coisas conseguem mexer substancialmente com a gente...
Acabamos (Sandra, Ana Clara, Carolina e eu) de assistir WALL-e, o filme de animação da Pixar, recém baixado da Internet pelo nosso Dreamule turbinado.
O filme é um primor de história, um novo clássico desses tempos tecnológicos. Pra quem ainda não assistiu (ASSISTA!!!) e não faz a mínima idéia do que se trata, a história mostra um futuro apocalíptico, onde a quantidade de lixo na Terra forçou o homem a habitar o Espaço numa super espaçonave, batizada "Axioma". Enquanto isso, alguns poucos homens ficaram na "operação limpeza", recuperando a Terra para que o homem pudesse retornar. Quando o filme começa, 700 anos se passaram, e um robô solitário, nosso herói WALL-e, continua sua missão de empilhar o lixo da Terra, enquanto coleciona objetos exóticos. Sua companhia é uma barata, único sere a sobreviver no ambiente hostil, sujeito a tempestades de areia e solares.
Durante o expediente, WALL-e encontra uma plantinha, a coloca dentro de uma bota, e a leva para a sua coleção. Algum tempo depois, uma espaçonave automatizada deixa uma sonda, batizada EVE (EVA), que inspeciona a Terra em busca de vida. WALL-e é "fissurado" num antigo musical, que eu não sei qual é. Mas ele se sente muito sozinho, e a chegada da nova criatura, armada de potentes raios destruidores o coloca num dilema de fazer ou não contato. Ele perssegue a robô-sonda (ou robossonda? ainda não me acostumei) até que consegue estabelecer um contato pacífico. Deste contato resulta que WALL-e leva EVE ao seu "cafofo" e lá a plantinha é identificada, acionando a programação de EVE que entra em estado de hibernação, até que uma nave vem resgatá-la.
WALL-e agarra-se a nave atravessa a atmosfera terrestre (como ele suportou as altas temperaturas? êta robozinho danado!) e vai parar na Axioma, onde a Humanidade, ao longo de 700 anos de sedentarismo, de uma vida orientada por robôs, desnaturou completamente o viver em sociedade.
A chegada da plantinha aciona o programa de regresso à Terra, uma vez que a vida voltou ao nosso amado planeta. Mas, a diretriz A113 orienta os robôs, que controlam a nave, a não regressarem nunca, pois os últimos humanos a habitarem a Terra julgaram que a vida jamais voltaria a se manifestar no planeta.
Daí é que a coisa explode... Mas não vou adiantar o restante, é preciso ver pra crer.

O contexto do filme me faz pensar para aonde a tecnologia será capaz de nos levar...
O filme é super atual, falando de lixo e tecnologia, de como ela afeta a nossa vida. Pega o nosso presente e o extrapola 700 anos. Um primor de sensibilidade, simples (uma vez que os protagonistas são robôs como nós os entendemos, não caberiam diálogos elaborado) e apaixonante. Para crianças de 8 meses a 800 anos.
Me fez lembrar de um repente que recebi do Vitor dia desses: "O planeta movido a Internet, é escravo da tecnologia..." (preciso de um podcast, alguém recomenda um site?).
Eu, Engenheiro de Computação, blogueiro compulsivo (e relapso ;^), que estou elaborando um projeto para ensinarmos a população do vale do Juruá a inserir-se na Grande Rede, fico pensando: "Pra quê? Por quê?" "Será que não tem coisa mais interessante pra gente se preocupar?" Paradoxal, né? Pois é, a Floresta, a criança dentro de mim, o idealista que insiste em permanecer vivo, têm essa capacidade sobre mim...
Vontade de deixar esse mundo tecnologico e meter a mão na terra, mas parece que falta coragem, ou jeito. Venho me lembrando de um livro que li a muito tempo atrás, "O menino do dedo verde". Lembrei também do Mário e do Rodrigo, que sabiamente me batizaram de "filósofo" por advogar em prol do Linux e usar MS Windows. Ainda hoje estou amarrado no sistema das infames janelinhas, a começar por aquela azul...
Serão os meus obsessores, ou os chips implantados pelos reptilianos?