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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

01.01.2023

Que dia, mes amigues! primeiro de janeiro de 2023 entrou pra História. #euFui e trago, em primeira mão, minhas impressões sobre tudo que estamos vivendo...

É uma época fabulosa de se estar vivo e admirar -  ou não - os eventos sociopolíticos dessa nação chamada Brasil. Se formos analisar a trajetória de Luiz Inácio, mes amigues, dava outro filme, e vamos pra trilogia, como toda boa obra cinematográfica da atualidade ou blockbuster de sucesso, com perdão do pleonasmo poliglota. Nem vou me deter muito nisso, mas 'o cara" é foda e, em resumo: papai voltou.

<aqui vai uma foto ou mais de pessoas com as diversas faixas alternativas vestidas pelo povo na posse. não tirei essas fotos (podia), mas elas devem estar por aí, "nas redes">

Isso posto, vamos às emoções que florescem do fato. Esperança, Alegria, Solidariedade, PAZ voltam a ser as palavras gerais. Que alívio! que saibamos conservar esse Estado de Espírito, que ele habite em nós para sempre, amém! Superamos uma proposta bélica, beligerante, belicosa e outras tantas coisas não belas. Que desapareçam! Fora daqui! Bora voltar a sonhar, a construir esse país fabuloso, esse pedaço de chão que Deus nos deu pra "tomar de conta".

Falando em voltar a sonhar e a construir, temos uma política ambiental pra reconstruir e reelaborar e, meus amigues, que satisfação de estar no "olho do furacão" neste momento. Esperança e Alegria não cabem em mim, e choro eventualmente percebendo a beleza de tudo isso, dos atores e do cenário em geral. Admirar o povo presente na posse foi algo tocante (eu deveria ter estado mais fotógrafo ontem. tantas imagens registradas e diluídas na retina que eu poderia ter compartilhado com o mundo). Amo mes irmes...

Mas não era disso que eu ia escrever, era sobre o prazer de ser chefiado por Luiz Inácio Lula da Silva e Osmarina Marina Vaz de Lima, mais uma vez! Relembrei minha humilde trajetória, desde Cruzeiro do Sul/AC (e dantes) até aqui, o momento presente. "No tempo de Lula", o anterior, o primeiro - e segundo - era só alegria, tocando política pública de socioconservação na Amazônia. Hoje, "tecnocrata" no órgão coração (me perdoem o pleonasmo metalinguístico) dessas mesmas - e outras tantas - políticas. Acabei de passar os olhos na nova estrutura do MMA e , mes amigues, dá vontade de trabalhar nuns 3 ou 4 departamentos 😁. Quanta política boa está sendo retomada, e a casa sendo reorganizada pra evidenciar as políticas prioritárias. Particularmente, gosto muito do cantinho em que "me escondi" durante esse período trevoso que passamos, e me beneficiei tanto da política interna de trabalho remoto, que não sei se quero mexer nesse aspecto da minha vida, talvez ele seja, hoje, o meu "bem" mais precioso. Mas a tentação está a solta na Esplanada, e o futuro a Deus pertence.

Pra não me alongar em demasia, pulemos pra posse. QUE EVENTO LINDO! Que emoção "ver" (pelo telão) o homem "tomar posse". Na minha mente várias coisas poderiam ser melhoradas, mas fiquei muito satisfeito. Esperávamos um ambiente até certo ponto opressor, com revistas, policiamento ostensivo, coisa e tal, mas o povo andou quase livre pela Esplanada, apesar do embretamento medonho (me solidarizei com o gado, constrangido entre cercas)...

Depois de desembretados, o gramado da Esplanada "era nosso". Batizado de "LulaPaloosa", o "Festival do Futuro" foi um sucesso, com direito a tudo que os melhores festivais têm a oferecer: filas imensas, muita reclamação, esgotamento dos recursos, momentos inesquecíveis, encontro com amigues distantes de há muito tempo. Não posso afirmar que meu coração é vermelho, mas posso assegurar que minha cabeça, pesco e braços são 😹. Não há protetor solar que dê conta do Sol do Cerrado em dia estridente. São Pedro foi parceiro e segurou as chuva pro povo brincar. Passei o dia desejando chuva pra lavar a alma, mas Deus não deu.


Tem o colarinho branco, e também o vermelho...

Não ficamos até o final do festival, pq Lula não decretou ponto facultativo pro dia de hoje, e Adriana tinha plantão às 7h. Mas, quanta emoção, playlist selecionada a dedo, muito emocionante, esqueci 30 anos de vida e me senti com 16 anos novamente (nossa relação tem disso). Só me chateei com a qualidade do som em alguns momento meio cruciais, sobretudo Maria Rita cantando "o homem falou", e acabei de descobrir que a transmissão cortou a música pra entrevistar a Janja, mas ok...

Enfim, mes amigues, foi show, voltamos alegres e satisfeitos pra casa, pra tocar a vida que nos resta. Que o futuro seja esse vislumbre glorioso, do quanto podemos - individual e coletivamente - sermos e termos.

Pablastê!

sábado, 11 de abril de 2020

Preceitos do pablicismo - um guia de autoajuda - 00 Introdução

Gama, Distrito Federal, 11/abr/2020, sábado "de aleluia"
É tempo de quarenta, covid-19 no ar e em todo o planeta. Tempo de introspecções, reclusões, internalizações e - sempre é - reflexões. "Examinando e meditando" a soma passado+presente+futuro e determinando um rumo, ou não. Acabei de fazer isso (acho que faço-o sempre, inconscientemente), e por isso começo essas mal escritas linhas, projeto/promessa há muito pre-tendido, agora, assim seja, en-caminhado.
Já plantei - e hei de plantar ainda mais - várias árvores; fiz uma filha - e cri(o/ei) um plantel considerável; mas nunca escrevi um livro. Já escrevi muuita coisa, é verdade, mas um livro, não. Essa é uma das reflexões que me trazem até aqui. Ei-lo, pois, o livro.
Outro ponto que me traz até aqui é o compromisso adiado de "dar vida" a este meu cantinho eletrônico, há muito abandonado. Desempoeirá-lo. Quando aqui entrei, deparei-me com 3 rascunhos que nunca foram publicados, e não o serão, pois foram pra lixeira e de lá tornar-se-hão "void" em breve. Rascunhava, mas me faltava a vontade de publicar, falar sobre aquilo: ou não tinha ficado do meu agrado, ou no final eu vi que não valia a pena trazer à tona tal assunto ou evento. Este assunto, acho que vale, pois é O assunto.
O assunto é o pablicismo, "doutrina" filósofo-sócio-lógica encarnada neste ser que sou e habito: aquilo em que acredito, como sou ou quero ser e, claro, seus reflexos no (meu) mundo. É um guia de autoajuda, pois tem a missão de me resgatar de dentro de mim. Me ajudar a lembrar e registrar o meu eu. Ajuda pra mim, em resumo. Com a humilde pretensão de ajudar outres também, senão não publicava ;) .
Confesso que ensaiei esta iniciativa algumas vezes ao longo da vida, desde uma tenra idade em que descobri o pablicismo, nem lembro mais quando foi. Era pra ser um projeto (de ser) em construção, "mas me deu preguiça". Era pra ter sido começado um pouco antes, mas a internet "era" um espaço onde "estava" tão difícil de expor suas ideias, muitas pedras na mão de todo mundo. Pois bem, #fodaSe, e , parafraseando o Mestre, "quem quiser que atire a primeira pedra", #nãoMeCalarei :D .
Porque agora? Não sei bem, acho que "chegou o tempo". De retomar prazeres... Adoro escrever, apesar de achar a palavra escrita um tanto o quanto limitada. Isso aqui, talvez, devesse ser um vlog no Youtube, mas daí falta-me coragem de "dar a cara a tapa". Prefiro escrever, rever, editar, elaborar, acabo me expressando melhor com  a escrita. Haverá a perda de conteúdo mas, enfim, nem mesmo eu enquanto pablicismo encarnado consigo absorver toda a sabedoria que trago comigo. Tampouco aqueles que me rodeiam, mas aqueles que "sabem me aproveitar" conhecem a fonte de sabedoria e consolo que eu posso ser. Podemos todes, eis a verdade. É acreditando nesta fonte que me proponho a esta tarefa. 
Por ser uma obra eletrônica, você pode chegar aqui noutro tempo, após alguma revisão, maior ou menor. Estamos na versão 0.1, o primeiro rascunho, a obra ainda por ser.

domingo, 17 de julho de 2016

#tchauQueridas

Se nos encontrarmos e eu, aparentemente do nada, embargar a voz e marejar os olhos, me desculpe, não deve ser nada contigo. Provavelmente meu pensamento tenha voado até o meu mais recente paraíso perdido: dois dos meus maiores tesouros nesta vida, a alegria e o sentido de muitos dos meus dias, que desde um fatídico 16 de julho não estão mais tão proximas de mim, "se foram" pra capital do Acre, esse estado que não existe (imagine se existisse? )
O motivo é a crise, várias na verdade, as quais não quero mencionar aqui porque não é disso que se trata este post.
Pois é,  se foram, "logo ali", cerca de 700km de BR-364, na distância de uma carona, de R$110 do ônibus,  45 minutos de voo. E aquilo que até anteontem eu gabava - os voos executivos CZS-BSB, sem aquela escala de 12horas em Rio Branco - já não me serve tanto quanto servia. Quem me dera ter 24 horas com as minhas gurias a cada viagem que eu fizesse...
Sei que estão em muito boas mãos,  as dindas Maria e Amanda, os tios Socorro e Baiano, o primo Bê e o Billy são tudo de bom, família maravilhosa. Vão estudar,  se desenvolver, ter excelentes bons momentos. Mas eu não estarei tão presente quanto antes, todo encontro demandará um tanto de planejamento,  ainda que haja esperanca de oportunidades do ocasião...

Me oprime o coração a perspectiva dos dias futuros, respiro fundo, choro, e sigo em frente. Colher o que se planta, eis a vida...
Fiz por merecer, sabia que provavelmente aconteceria, mas entre imaginar e viver, e foi tudo tão rápido entre o decidir e ir, que não consegui me preparar adequadamente. Sei que vai passar,  tudo passa, mas tá doendo pacas!
Meu bem, as meninas, os amigos, me consolam, mas é difícil não pensar nos momentos que elas gostariam de estar conosco - como no excelente domingo no sítio do Pedro e da Iraci que passamos hoje, comemorando os 30 anos da Mille. Olho a juventude e as crianças e penso nelas. Olhos fotos, penso, projeto e marejo (quando não choro compulsivamente, com dificuldade de parar), e assim tem sido os meus dias, com esse aperto desde o dia que soube que iria acontecer.
Enfim, continua a vida, não é o fim do mundo, apenas o resto de nossas vidas. Ainda nos encontraremos, passaremos ainda muito tempo juntos, mas fica um gosto de nunca mais...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Again & again & again (enquanto há vida, há esperança)

Eis-me aqui, diante desta tela cinza e branco do blogger, "firmemente" disposto a retomar minhas escrivinhações após looongo período de silêncio (aqui, pois por aí ando bradando coisas mil: #tchauQuerida, #eleiçõesgerais2016 #foraTodos, #PEC65não, #BiodiversidadeSIM, #legalizaSTF).
O que dizer, sobre o que escrever, neste mundo em polvorosa em que nos encontramos? Sei lá, mas o contato hoje com dois artefatos de feminilidade talvez tenha atiçado minha veia de escrivinhador, u foi a corrente de poemas que me encontrou (thanks Lu Ribas pelo elo) . Sinto a vontade de escrever, mas não sei sobre o quê. E assim vou preenchendo estes linhas, esperando a inspiração que por ora não me vem, cabeça cheia de coisas que se recusam a se manifestar neste espaço tão só meu (aqui só eu escrevo, e poucos lêem).

Enfim, vamos a trivialidades: a vida segue, muuuuita coisa mudou. No meu perfil ainda estava no Sul, e eis-me aqui, de volta ao Cruzeiro, do Sul, que fica no Norte, que fica no Acre, no meu coração, no lugar que apelidei de Juruámar (Juruá+mar, juro amar). Separado, recasado, todo enrolado (pra variar). do PV pra Rede (tentando me firmar, e fazer pra mudar), trabalhando em RESEX (Liberdade, UHU!). Passei os últimos 2 anos rebuscando o passado, repreparando o futuro, algumas coisas - as mais profundas - ainda estão em processo.

40 anos... Meu, a vida começa aos 40, definitivamente, até aqui foi um ensaio, tentativa e erro, teste. Agora parece mais pra valer, levando a vida com mais cuidado (hahaha), prestando mais atenção ao que vou fazendo (ainda que ainda hajam muitos reflexos condicionados, muitos dos quais sequer reconheço).

Popor hoje é sossó, pepessoal...
amanhã tem mais. Ou não.

domingo, 16 de junho de 2013

Back to CZS, NOW!!!

Saiu minha remoção pra Resex Riozinho da Liberdade.
Não esperava tão cedo!
Vou tentar negociar um adiamento...

Músicas para o meu velório: Bróder Anjo

O assunto "velório" me rondou a mente neste final de semana, com o desencarne de algumas pessoas conhecidas e alguns filmes que vi. Fiquei a imaginar como haveriam de ser as últimas despedidas a este corpo em que habito, as lembranças de minh'alma por parte de familiares e amigos, e decidi dar vazão a uma ideia meio que mórbida, mas que há muito me inspira: a trilha sonora para a minha despedida...

Publico aqui, então, a primeira das músicas que - EXIJO - sejam tocadas enquanto amigos, familiares, conhecidos e curiosos celebram minha memória ao redor do meu corpo desprovido de vida.

"Bróder Anjo", uma das minhas músicas preferidas de uma das minhas bandas preferidas, fala do "adeus do anjo", que partiu para outras esferas, da vida que ele levou enquanto este entre "os homens":


Bróder Anjo

Os The Darma Lóvers

O que balança o anjo é o deixar alguém sofrer
Só por ser ele um anjo e ter partido de repente
O que faz voar um anjo é seu amor por expandir
A vontade de ver o que há de belo mais adiante e partir pra diante
As sete folhas das cores do mar mar mar
A auréola feita só da luz do sol
O anjo esperto no peito um amor sem par
O mundo inteiro cabe na imensidão do seu amar
Ele jogou já muita capoeira eira
Jogo que sossega sua sede de voar
Ele se divertiu e fez umas besteiras
É do poder dos anjos o poder experimentar
A luz de Gabriel se espalha pelo céu
Seu nome é mais que corpos, roupas, sons e formas.
A clara luz do céu, e a mente que a espelha.
Ser muito mais que espaço, tempo, nomes, normas.
Fez um belo passeio vestindo seu corpo humano
Mas agora é hora de deixar se transformar
A liberdade de sair planar por outros planos
Plena confiança de um belo renascer
A luz de Gabriel se espalha pelo céu
Seu nome é mais que corpos, roupas, sons e formas.
A clara luz do céu, e a mente que a espelha.
Ser muito mais que espaço, tempo, nomes, normas.
A luz de Gabriel se espalha pelo céu
Seu nome é mais que corpos, roupas, sons e formas.
A clara luz do céu, e a mente que a espelha.
Ser muito mais que espaço, tempo, nomes, normas.
O que balança o anjo é o deixar alguém sofrer
Só por ser ele um anjo e ter partido de repente
O que faz voar um anjo é seu amor por expandir
À vontade de ver o que há de belo mais adiante e partir pra diante
Vai rolar muito "Os the darma lóvers" no meu velório, podes crer. 
Vou colocar todas as músicas pro meu velório nesta pasta, pra facilitar quando for pra valer :^D
Também estou aceitando sugestões...

domingo, 9 de junho de 2013

Vir e ir; re-unir e dividir; o eterno devir

Subtítulo: “O que é que a gente não faz por amor?”

Há 294 dias (thanks Excel!) eu publicava neste blog um desabafo sobre a situação em que me (nos) encontrava(mos) após a mudança do Acre para o Rio Grande do Sul. Escrevi sobre as mudanças na estrutura familiar, as dificuldades de (re)adaptação, da saudade dos “velhos” (mas não os mais velhos) tempos. Eis que o tempo passou, e aquilo que parecia ter “gosto de derrota” nos foi ofertado com sabor de sacrifício. Voltaremos ao Acre, parece certo. Há um processo no ICMBio solicitando minha remoção, no interesse da administração, para a RESEX Riozinho da Liberdade, em Cruzeiro do Sul. O constante esvaziamento dos escritórios do Norte faz com que qualquer analista que busque o Norte encontre portas abertas, tapete vermelho e o que mais o serviço público possa lhe oferecer...

Seu Mario, vocês devem estar a par, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), e se encontra em situação delicada. O futuro a Deus pertence, mas a recuperação dele parece que será lenta, e com altos e baixos. A debilidade física afeta o psicológico, o neurológico não contribui, os muitos anos vividos e a solidão da viuvez parecem ter atingido em cheio o grande coração do meu sogro, que, de sua vontade já teria se entregue de corpo e alma a “ultima amante”. Mas, o futuro a Deus pertence, e a vida orgânica ainda persiste numa alma, me dizem, aquebrantada. A família se esforça em reverter o quadro. Sandra e Clarissa viajaram a CZS, para ajudar nos cuidados, que devem ser constantes enquanto durarem.


Por aqui a vida não se alterou substancialmente, mas a situação acaba por reforçar a decisão tomada: o constante ir e vir que, devido às características peculiares da região, se torna cada vez mais cansativo. O carro novo (um Logan, recomendo) facilita, mas não elimina as dificuldades no deslocamento Mostardas<->Pelotas: transformou diversas trocas de meios de transporte e o carregar de considerável bagagem em constantes esperas na fila da balsa e uma maior preocupação com horários da partida e chegada. Também nos ampliou a capacidade de ir e vir, e proporcionou relativa economia, é verdade. Mas, no cerne, Sandra sem melhores perspectivas, e após algumas tentativas frustradas, menos animada com o porvir profissional. De minha parte, a vida profissional até melhorou, engrenou, animou. Mas as dificuldades da “patroa” me atingem em cheio, e tudo aquilo que pode me alegrar pouco o faz, com exceção da mais recente razão do meu viver, Clarissa. Desde a viagem alegria transmutou-se em saudades. 

Ainda bem que Ana Clara ficou para me fazer companhia, devido às obrigações escolares. E, agora, é o seu destino o que mais me preocupa. Nesta fase complicada pra qualquer pessoa, o Universo a coloca num turbilhão de possibilidades, no vácuo do passo no abismo sob o qual caminhamos todos, mas do qual uma garota de 13 anos geralmente não se faz assim tão consciente. O mais óbvio seria retornar conosco à Cruzeiro, mas para quê? O que existe lá (ou aí, a depender de quem lê) para uma alma ávida por ver, conhecer e saber? Sandra volta para cuidar do pai, para próximo da família original e para perspectivas profissionais mais animadoras; eu volto para estar com Clarissa e Sandra, para, finalmente, trabalhar numa Reserva Extrativista, para viver a vida simples que gosto e sei viver; mas Ana Clara volta para quê? Acompanhar os pais? Não me parece uma resposta satisfatória, e percebo isso nela, que já manifestou o desejo de permanecer em Pelotas, onde há inúmeras possibilidades de conhecer e saber. Lembro que muito do que me motivou a deixar CZS foi dar às minhas filhas a oportunidade de estudar aquilo que lhes interessava, e que CZS não lhes oferecia. Carolina parece ter alcançado o objetivo, “faz Direito”, e o Universo lhe ofertou outros aprendizados, os quais nenhum de nós imaginava, tipo casar e tomar conta de uma casa, morar sozinha, conquistar certo nível de independência. Mas Ana Clara teve apenas um gostinho daquilo que buscava, e a mudança pra Mostardas a privou de outras experiências, ainda que tenha lhe oportunizado, também, vivências únicas e inesperadas. Por mim, ela fica, e tomaremos os cuidados possíveis e necessários para que uma pré-adolescente tenha uma vida autônoma minimante segura, longe dos pais, mas próxima a familiares que a amam.

Outra motivação que nos trouxe ao RS foi a possibilidade de estarmos próximos à família gaúcha, e a vinda da Clarissa tornou isso ainda mais importante: meu núcleo familiar original é de tamanho reduzido, e tive a oportunidade de oferecer à minha mãe e a todos os outros a presença da figura singular que é Clarissa Rocha Saldo, mensageira do Senhor que vem cumprir todas as profecias. O fato é que, neste quesito “convívio familiar”, também as coisas não foram conforme esperávamos, e é aqui que sei que a decisão tomada gera maior sofrimento. Me sinto tão constrangido que não sei bem o que dizer, acabo por repetir uma certa ladainha, me defendo na razão de “fazer o que acho que precisa ser feito”, e me consolo – e busco consolar – na esperança de um provável retorno às paragens gaúchas após “mais uma chuva” no Acre. Mas, o futuro a Deus pertence, e nem sempre o provável se constitui em realidade, então, no fundo, nada tenho a ofertar senão uma nova ausência, agora em dose dupla.

Enfim, mais uma vez aproveito este espaço pra desabafar, pra tentar me fazer compreender, pra divulgar aos quatro ventos as dores e delícias de minhalma. Que eu seja compreendido e perdoado. Quem pediu vida fácil?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preparando pra 2013

Dia desses foi o encerramento dos grupos de estudo no Grupo Espírita Raio de Luz (Mostardas/RS). Foi um momento bem legal de confraternização, que começou com uma dinâmica de planejamento para 2013: desenhar o pé numa folha, e escrever dentro os passos a serem dados no "ano que vai nascer".
Compartilho o meu pé (esquerdo, que sou canhoto), que é pra poder ser cobrado e ajudado no cumprimento das metas:

domingo, 19 de agosto de 2012

Terapia

UAAAAAAAHHHHH! I'm alive!! (Again...)
Mais uma tentativa de manter este blog vivo. Mas, desconfio, que ele, sendo parte de mim (pequena exteriorização da minha mente), é como eu sou: intempestivo, inconstante, intermitente e inspirado...
E sendo como eu, interminável, também ;-D

Gente, a vida não tem sido fácil nessas paragens mais ao Sul do Brasil, e pouco mais ao Norte de onde meu umbigo foi enterrado (ou outro fim que tenha sido dado a ele, provavelmente o saiba minha mãe). O retorno tem sido assim como aparenta geometricamente: um giro de 180 graus. E não pode ser encarado como um retorno estrito senso porque o Pablo que retornou é deveras diferente daquele que foi, e apenas isso já valeria uma enquete com amigos e familiares, e um estudo de minha parte.
Enfim, aqui estou eu - a bem da verdade nós, porque a minha individualidade encontra-se profundamente imersa no coletivo conhecido por família - meio cá, meio lá (ou aí, dependendo de quem lê este texto), ainda em transição. Por mais que faça mais de ano que "deixamos o Norte", o Norte não nos deixou, e as adversidades do reestabelecimento, assomadas à saudade da "vida boa" que deixamos, pesam em momentos mais tensos, e chegamos a pensar " Pra quê tudo isso?", é bate uma vontade de voltar, até mesmo de nunca ter vindo...
O fato é que o núcleo familiar anda bem diferente: uma a mais, uma a menos, e outras duas em profunda transformação. Uma pela idade crítica, a outra pelos desafios que a mudança lhe impuseram. Eu? Pra mim, continuo o mesmo, com ligeiras alterações, minha fase de mudanças radicais já passou (até que venha outra, ou eu aprenda a manter um ritmo de aperfeiçoamento constante e gradativo). Me corrijam se eu estiver errado.
Tanta mudança que nos deixa meio sem chão, e as antigas referências - que não nos servem aqui, acabam sendo apenas lembranças, e ainda idealizadas pela distância é pela saudade - acabam por nós assombrar, e o "meia volta, volver" parece a solução mais acertada.
Tudo parece difícil: o tanto de roupa por cima (e sempre) , a frieza e a indiferença características dos gaúchos, a distância da família (pois acabamos ficando "nem lá, nem cá"), fazer novas amizades (ou de resgatar as antigas), o atendimento médico precário, a falta daquele apoio doméstico que só a Lenir sabia dar... Vamos sobrevivendo, meio partidos, bastante alterados. Mesmo a proximidade com a "família do Sul" parece um tanto ilusória, pois, por mais que nos vejamos com uma frequência infinitamente maior, acabamos não vivendo a família, apenas a visitando...
Também o trabalho, por mais que seja o mesmo, e quase uma repetição daquilo que já fiz lá (ou aí), se dá em condições bem diferentes, e como já não tem pra mim o peso e a importância de outros tempos (seja porque as prioridades são outras, seja por um certo desencanto ou desilusão com o serviço público), também não estimulam, não dão ânimo. Em reconhecimento, devo admitir que a turma aqui é grande e boa, e encontrei algo (melhor dizendo, algum) que sempre quis: um chefe companheiro. E que tem sido também um grande amigo e, porque não dizer, mestre.
AINDA ASSIM, me sinto satisfeito com as escolhas feitas: mentiria se não admitisse um desejo de voltar a Juruamar, mas não agora. Voltaria com um sentimento de derrota, teria um gosto amargo na boca e um sorriso amarelo nos lábios. Mas não é isso que me impede de querer voltar agora: acredito que precisamos viver nossas escolhas, acreditar naquilo que nosso coração intuiu como o melhor pra nós. Superadas algumas adversidades momentâneas, aceitas aquelas permanentes, passar esse tempo que nos cabe passar, pra daí pensar em "voltar", ou seguir adiante. O futuro, a Deus pertence!
Justiça seja feita, temos contado com vários apoios importantes, sobretudo do grupo de Amor Exigente da escola da Ana Clara, onde a família é o centro da discussão; além dos colegas do ICMBio; e, óbvio, de minha mãe querida, que, sei, sofre um tanto calada (outro tanto nem tão).
PS: o título do post se justifica pelo "por pra fora", pelo Amor Exigente, mas sobretudo - e chega a ser uma anedota familiar - por ter sido rascunhado enquanto eu lavava a louça acumulada de alguns dias. É muito importante ter-a-pia: lavamos a alma!

sábado, 9 de julho de 2011

A palavra é... SOLIDÃO

Estou passando por uma situação inusitada: acostumado com um núcleo familiar, agora, de 8 pessoas; acostumado com grandes (em vários sentidos) equipes e turmas, me vejo, neste exato instante, e desde ontem à noite, solitário...
Não que estar sozinho me seja estranho, às vezes, muitas vezes, me sinto só, mesmo acompanhado ou repleto de gente ao meu redor. As inúmeras viagens me dão momentos passageiros de solidão, mas este é mais extenso.
É a solidão do trabalho no final de semana em Mostardas que me atinge agora: distante da família, distante dos colegas, distante dos amigos, só. Ainda "meio-analista", com a capacidade de ir e vir limitada pela ausência de uma ordem de serviço que me coloque um veículo à disposição, ainda procurando re-ordenar e encontrar os documentos, em um computador no qual não sou o administrador, que não tem a minha cara, o meu jeito, me sinto desconfortável e só.
Só e com frio, diga-se de passagem. Busquei uma música que expressasse este sentimento, mas não encontrei no baú da memória. Lembrei de "Preta Pretinha" dos novos baianos, mas ela não expressa o sentimento de forma adequada (assim espero), pois ela projeta a solidão para adiante.
Sei que esta é uma sensação passageira, que logo vou engrenar no trabalho, que estabelecerei nova rede de contatos, que farei grandes amizades por aqui. Sei que segunda-feira estarão todos de volta ao escritório, sei que na quinta-feira estarei com a família, para uma "quase semana" feliz. Mas, neste momento, a desacostumação com a solidão me atinge, e procuro me habituar a ela, para poder curti-la, como procuro fazer com tudo que me atinge, aquilo que considero bom, e aquilo que costumamos considerar ruim ou desagradável.
Enfim, vou atrás de alimentar o corpo e a alma. Foi bom desabafar o sentimento, pra não ficar cristalizado. Deixo aqui o desconforto momentâneo, e sigo em frente.
Namastê!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Remoção: Fase 1 OK

A PRESIDENTA, SUBSTITUTA, DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, no uso das competências atribuídas pelo Decreto nº. 6.100, de 26 de abril de 2007, e pela Portaria nº. 153, de 06 de junho de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 09 de junho de 2008, resolve: 
Nº74, de 16.02.2011 - Art. 1º - Divulgar o resultado prévio do Concurso Interno de Remoção – CIR 2011, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, após análise curricular realizada pela Comissão de Seleção, conforme art. 5º da Portaria nº 03/, de 14/01/2011.


SERVIDOR
SELECIONADO PARA
Pablo de Avila Saldo
Parna Lagoa do Peixe/RS

Dia 04/março sai o resultado final, daí nos próximos 60 dias deve sair a portaria de remoção, então tenho 30 dias para tomar posse na nova lotação...

UHU!!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novos anos

Preparei pequena seleção de fotos e alguns vídeos de antigos Reveillons passados desde a minha chegada à Juruámar.
Como você poderá perceber, a mudança é a única constância nas nossas vidas. Que assim seja, para todo o sempre, amém!

Este ano nos reunimos na casa do Seu Mário:



De 2010 não temos fotos, passamos na casa da D. Linda, mãe do Márcio "do Ibama".
2009, estávamos no Sul, com direito a ceia (micro)familiar e tradicional churrasco no dia seguinte. Foi a primeira vez que a "família Rocha Saldo" estava completa em férias pelo RS:





Em 2008, a reunião foi na casa do //Chico Mauro, dona Clarisse ainda estava conosco em matéria. Queimei uma camisa novinha, na brincadeira de fogueteiro, só voltei a soltar fogos neste 2011:



2007, reveillon na residência de Alderlei e Ruiter, reunião mega-familiar, com a presença de parentes distantes, e a nova safra, representada por Nauana e Bernardo:



Em 2006, a reunião foi na nossa casa, e a tônica foi a presença dos familiares "mais chegados", e os amigos mais próximos. Viramos o dia, e partimos prum churrasquito na casa do Marcondes:



Em 2005, estávamos pela primeira vez no Sul, sem câmera digital (em manutenção), e temos de lembrança esta foto no Cassino, o primeiro raiar de sol daquele ano:

De 2004-2005 - férias

2004, recém-chegado, mas já enrabichado,"virei o ano" com Sandra e minha futura família por "afinidade", na casa da tia Linei. 4 meses depois, com uma malária no meio, estaríamos morando juntos, na famosa "Casa Rosa", da rua Alagoas:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu no Rio

Estou no Rio de Janeiro,"Capital do melhor e do pior do Brasil". Infelizmente, os 40 graus estão pela metade: faz frio na Cidade Maravilhosa, que nem por isso perde charme ou elegância, apesar de não ser "aquele" Rio esperado por este acreúcho que não pisava estas areias desde 1994, quando aqui estivemos com os futuros colegas da FURG, na melhor viagem (neste plano) desta minha existência, deliciando-nos com o swing de Mick Jagger & Cia na turnê Voodoo Lounge.
Chegamos, vindos de Rio Branco (numa friagem tenebrosa), com conexão em Brasília, abaixo de chuva na noite do dia 3, enquanto o Brasil comemorava o 2° turno e a Tsunami Verde promovida pelo povo brasileiro em reconhecimento ao valor da nossa ilustre Marina da Floresta e do Mundo. Já eram 23:00, e o programa era acompanhar os resultados das eleições. Fui dormir sem saber se haveria 2° turno no Acre e, talvez por isso, ou talvez pela emoção de estar em tão ilustre solo, dormi pouco e um sono leve. Despertei às 6:00, tomei café em fui em busca do mar, uma vez que o hotel em que estamos fica no aterro do Flamengo, há uma quadra da praia, bem próximo de um outro em que fiquei hospedado com a turma da ETFPel numa época que nem lembro a data (alguém em ajude).
O tempo continuava encoberto, mas a cidade já dava sinais de vida após a festa da democracia: seres humanos e caninos paseando pela orla, os garis limpando os resquícios eleitorais, mais algum (pouco) lixo e as flores e folhas nas calçadas.
Reconhecendo o Rio de Janeiro (Pão de açucar ou os taxis amarelos?)
O Cristo: é preciso que ele creça e eu diminua
Me admirei com os pombos à beira-mar, aonde eu espera encontrar, quem sabe, andorinhas ou gaivotas. A água até não estava tão fria, mas o vento e a solitude do momento me desconvidaram ao banho. Talvez amanhã, ou quando o clima estiver mais propício, tenho tempo (viajo na segunda, 11/10):

Fomos para o curso do Funbio, aonde passei ainda mais frio, mas o chimarrão me salvou.
Ao longo do dia recebi comunicações da carioquíssima Virginia Gandres e do riograndino radicado no Rio, Felipe Massia Pereira. Combinamos nos encontrar, e asim vou preenchendo minha agenda, praticamente ao sabor do acaso.
Terminado o longo primeiro dia de curso, voltamos ao hotel, e saímos mais alguns colegas, em busca de alimento. Optei por saciar o espírito, e fui assistir "Nosso Lar", num cinema próximo ao hotel.
Encerrada a sessão, retornei ao hotel, posto estas mal traçadas linhas, e descubro que minha esposa tentou falar comigo via Facebook enquanto eu "perdia meu tempo" com vocês, meus amigos imaginários.

Ah, parabéns ao Tiririca (que você aprenda a escrever urgentemente, e copiando a letra do bilhete forjado) em São Paulo; ao deputado Henrique Afonso, meu candidato eleito; e a "Missionária Antonia Lucia" (que bons ventos a cassem).

Boa noite.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Manual do arquiteto descalço

Este livro é um marco na construção ecológica, com várias pequenas dicas de como fazer uma boa contrução. Encontrei-o escaneado no 4shared, e compartilho com os amigos.
Estamos pensando em comprar um terreno e construir. Aguardem notícias.
Aceitamos sugestão de bons programas para arquitetura, estou procurando.
Se encontrar algum digno, divulgo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fotos georreferenciadas da BR-364

Nestas férias de agosto, fomos curtir o XI Festival do Açaí, em Feijó.
Tiramos várias fotografias na estrada, e montei um roteiro KMZ com elas, utilizando o software PhotoMapper. Foi uma primeira experiência, achei o resultado bem bacana: com os recursos de navegação do Google Earth, dá pra curtir o conjunto das fotos, pausando e clicando nas miniaturas. Confira!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Páscoa na Serra

Fomos à serra do Moa, no Parque Nacional da Serra do Divisor, passar a Páscoa. "De lambuja", levamos um fotógrafo peruano-paulista "na garupa".
Curtam as fotos (essas são as nossas):

domingo, 10 de janeiro de 2010

Meu níver...

34 aninhos... é tempo, mas também é pouco, ainda sou um guri!

31 parabéns virtuais, alguns simples (mas de coração), aqueles scraps animados que viraram um clássico no Orkut, e dois vídeos do youtube que me tocaram profundamente. Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando é animada (em diversos sentidos), e vem carregada de sentimentos, falam tudo, e mais um pouco.

Gente de todo o Brasil, velhos e novos amigos, familiares, e gente que tô vivendo de saudade. que 2010 nos permita um reencontro, Assim Seja!
Obrigado a todos aqueles que lembraram deste gaúcho desgarrado...

Amo vocês.

sábado, 17 de outubro de 2009

3º Congresso Espírita Brasileiro: Eu Vou!


E a Sandra também. Assim seja!
Pois é, embalados por amigos espíritas em Rio Branco estamos embarcando nesta jornada.
Amigos de Brasília, estamos procurando um abrigo na capital para esses dias (16 a 18 de abril de 2010) .
Os principais palestrantes convidados são Divaldo Franco e Raul Teixiera, mas os três dias estarão repletos de atividades culturais e mesas redondas com outras personalidades do movimento espírita mundial. O tema principal é o Centenário de encarnação de Chico Xavier e toda a sua obra.
Se você se interessou, corra que as vagas pro auditório principal estão acabando. Mas haverão salas com telões, para todos poderem assistir (bem que eles poderiam jogar esses vídeos online, né?).
Mais informações no site: www.100anoschicoxavier.com.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Amor meu, uma saudadezinha apaixonada......
E gostaria que soubesse, acho até que sabe, que para mim és fonte de alegria!
Encontro em ti uma ilha de paz e carinho, encontro tudo que poderia desejar numa relação de afeto, que só me inspira a mais firme esperança.
Encontro em ti a felicidade plena, que só pode existir num contexto de amor profundo e verdadeiro.
Contigo acalmo-me e tranqüilizo-me, pois sei da força que és capaz de me transmitir, sei das boas energias que fluem em direção a mim, sei do reconfortante aconchego que só posso encontrar em teus braços e afagos.
Espero que me vejas, também, como um lugar seguro para guardar este tesouro que é teu coração.

Te Amo.......
para sempre
Sandra